Resumo:
Este artigo pretende resgatar a ala esquerda
do espiritismo, remontando-a já desde Pestalozzi, mestre de
Kardec, pelo próprio fundador do espiritismo e seus discípulos
na França e no Brasil. Apesar de o movimento espírita
brasileiro revelar traços conservadores, existe um espiritismo
à esquerda, cultivado na América Latina, incluindo o
Brasil e que descende do espiritismo francês, entendido como
proposta social, aplicada na educação.
Estes apontamentos pretendem apenas
indicar uma vasta linha de pesquisa ainda pouco trilhada, que aponta
as relações históricas e teóricas entre
socialismo e espiritismo. Não é assunto pacífico
nem para socialistas (sobretudo marxistas) nem para espíritas,
mas trata-se de demonstrar que houve aproximações, diálogos
e influências mútuas neste campo. Aliás, a dialética,
que se propõe como método de entender as contradições
e chegar a sínteses, não deveria permitir o dogmatismo
ideológico que impede a aproximação do que aparece,
à primeira vista, paradoxal.
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