Ensino não o que faço,
mas aquilo que eu tento fazer.
Como Espírito encarnado, ensino-lhes a respeitar
suas limitações, crescendo um pouco a cada dia, mas
sem perder de vista o ideal da melhoria constante.
Não deixo de mostrar a elas que cada um é
um irmão que deve ser respeitado, em suas potencialidades
e dificuldades, e que o dito inimigo de hoje pode ser um grande
amigo amanhã.
Às minhas filhas tento mostrar o valor do
dinheiro e a dor que traz a sua falta, assim como o fascínio
que traz o seu excesso. Falo que o que acontece ao próximo,
que padece de carências, é problema nosso sim.
A cada erro ou insucesso, procuro identificar junto
a elas as oportunidades de aprendizado e afirmo que devemos ter
a mente aberta sempre para novas soluções, aprendendo
a levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima.
Procuro mostrar-lhes o equilíbrio do verbo
ouvir com o verbo decidir, na certeza de que o medo e a coragem
foram dados por Deus com um propósito, a se ajustar na dinâmica
da vida.
A elas falo da importância da religião,
não só como forma de aprimorar a espiritualidade de
cada um, mas como uma oficina de trabalho no desenvolvimento útil
de suas potencialidades.
A cada dia apresento a lição da iniciativa,
de que elas não devem ser omissas, ainda que a bravura deva
ser acompanhada da prudência, que nos protege das armadilhas
e joguetes.
Por fim, ensino a respeitarem os bens alheios e
coletivos e que o sucesso fácil pode se converter em uma
vergonha maior, nos caminhos rápidos e sem volta.
Como pai, tento ensinar-lhes algumas coisas,
antes que o mundo o faça, com menos paciência e de
forma mais assertiva.