Introdução
Todas as práticas de terrorismo
visam, invariavelmente, impor à força pensamentos, filosofias
e doutrinas aos que não comungam delas. Recorre-se, algumas
vezes, às armas, visando estabelecê-las por meio do medo.
Exatamente por isso já, de antemão, as podemos considerar
inverídicas, porquanto, a verdade sendo algo cristalino não
é coisa que se impõe, todos a aceitam pacificamente.
Pelo modo de agir dos adeptos de algumas religiões tradicionais,
especificamente a sua liderança, não há outra
alternativa senão considerar também como prática
terrorista o que vem sendo feito por eles, que implantando um verdadeiro
terrorismo religioso, fazem de tudo para encabrestar seus fiéis.
Embora não estejam mais recorrendo às armas com que
matavam as pessoas, certamente recorrem àquelas que matam a
liberdade de pensar delas, aprisionando-as aos seus pensamentos.
Granadas, rifles, fuzis, canhões e metralhadoras, são
substituídos por “garras de satanás”, “fogo
do inferno”, “dia do juízo”, “fim do
mundo”, etc., que, conforme já dissemos, apesar de não
matarem fisicamente, matam algo tão importante quanto o é
a liberdade de pensar das criaturas.