1. INTRODUÇÃO
Por que enaltecer os livros da codificação? Quais
são esses livros? Por qual deles deveríamos começar
o nosso estudo? Para que possamos responder a essas perguntas,
fizemos um pequeno roteiro, em que tratamos da relação
ensino-aprendizagem, conteúdo doutrinal dos livros e das
consequências que daí dimanam.
2. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
O Espiritismo, codificado por Allan Kardec no século XIX,
existe, como idéia, há muito mais tempo. Pode-se
dizer que, desde que o homem é homem, as ideias espíritas
já começavam a se desabrochar, pois a preocupação
com a vida futura e o relacionamento com os chamados mortos eram
assuntos corriqueiros na Antiguidade. Ao longo da história,
muitos espiritualistas tentaram levar alguma luz sobre a relação
corpo-alma. Essas orientações, contudo, foram ofuscadas
pelo orgulho, vaidade e interesses próprios de outros pensadores,
que deixaram a humanidade numa total ignorância com relação
à reencarnação e à possibilidade de
comunicação com os seres extracorpóreos.
Na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo,
Allan Kardec desenvolve a tese de que Sócrates e Platão
foram os precursores da idéia cristã e do Espiritismo.
José Herculano Pires, em O Espírito e o Tempo, traça-nos
a linha de evolução do Espiritismo, começando
pelo horizonte tribal (mediunismo primitivo) e terminando no horizonte
civilizado (positivação da mediunidade), quando
da vinda do codificador.
Jesus, quando esteve encarnado, anunciou o Consolador Prometido
– o Espírito da Verdade – que viria relembrar
o que Ele tinha dito e ensinar muitas outras coisas. Na época
predita, mais especificamente em 18 de abril de 1857, surge o
Espiritismo, a terceira revelação, tendo como codificador
Allan Kardec, pseudônimo de Hippolyte Léon Denizard
Rivail.
3. RELAÇÃO ENSINO-APRENDIZAGEM