28/06/2017
O especificamente comunicacional na religião
e o estudo do espiritismo – Entrevista com Luiz Signates
Parte 2: O estudo do espiritismo na ciência
da comunicação
*
para acessar a parte 1 da Entrevista com Luiz Signates
- clique aqui
por João Damásio
Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás
(UFG)
Blog - "Mídia, Religião e Sociedade"
21/06/2017
Prof. Dr. Luiz Antonio Signates Freitas
O blog "Mídia, Religião e
Sociedade" publica a segunda parte da entrevista com o professor
Dr. Luiz Signates, docente dos programas de pós-graduação
em Comunicação da Universidade Federal de Goiás
(UFG) e em Ciência da Religião pela Pontifícia
Universidade Católica de Goiás (PUC-GO). Na primeira
parte da entrevista concedida ao seu ex-orientando Ms. João
Damásio, o professor Signates expôs seu pensamento
sobre a especificidade do objeto comunicacional nas pesquisas que
envolvem a interface comunicação e religião.
Neste segundo momento, Signates aprofunda a
reflexão e direciona sua atenção para o estudo
do Espiritismo Kardecista enquanto objeto comunicacional. O pesquisador
fala das divisões no movimento espírita brasileiro
e as tensões entre a Federação Espírita
Brasileira (Feb) e a Cepa (Confederação Espírita
Panamericana), os processos de institucionalização
e dogmatização dessa vertente religiosa e de pesquisas
atuais no campo da Comunicação que envolvem este
tema.
Mídia, Religião e Sociedade
(MRS): Na primeira parte da entrevista, falamos da comunicacionalidade
no estudo das religiões. Como podemos analisar o gradiente
de comunicabilidade no espiritismo? O que é específico
desta religião em termos de comunicação? Como
se pode descrever seu ethos comunicacional em comparação
com outras religiões?
Signates: O espiritismo brasileiro
deixa entrever seus aspectos comunicacionais em vários sentidos,
conforme o grupo social espírita a que venhamos a nos referir.
Em meus estudos, tenho me concentrado no estudo de dois segmentos
que, por suas características específicas, considero
os mais importantes.
O primeiro e principal é o que denominamos
espiritismo brasileiro tradicional, que é aquele que se construiu
a partir do chamado “Pacto Áureo”, um acordo
havido no final dos anos 1940 e que consolidou a Federação
Espírita Brasileira, após a vitória dos “místicos”
sobre os “cientificistas”, como instituição
líder do movimento no Brasil. De um ponto de vista comunicacional,
esta federação foi a responsável pelo processo
que se seguiu, de crescente dogmatização doutrinária
e ritualização das práticas espíritas
no país, e avança hoje numa ação persistente
de estender essa condição para os demais países
do mundo.
Nesse espaço, que é o majoritário,
do espiritismo brasileiro, prevalece uma visão da doutrina
como verdade constituída, vinculada dogmaticamente aos textos
de Kardec e à psicografia de Chico Xavier, submetida a uma
forte preocupação com a “pureza doutrinária”.
Além disso, destaca-se também a percepção
da comunicação como mera divulgação
– que é o termo que os espíritas utilizam, para
evitar a palavra “conversão”, embora o significado
prático seja essencialmente o mesmo. Mesmo quando a palavra
“comunicação” é utilizada, a pretensão
divulgacionista, que é meramente informacional, técnica
e, no limite, conversionista, se mantém. No estudo desse
segmento, tenho me detido nas contradições que a emergência
da internet tem propiciado, para eventualmente fraturar dialogicamente
essa visão conservadora.
Um segundo segmento que igualmente me chama a atenção
é o da Cepa, a Confederação Espírita
Panamericana, que defende um espiritismo laico, não religioso,
admitem um nível de dialogicidade maior da doutrina (contestam
até Kardec, em vários itens), defendem que a doutrina
espírita deve sofrer processos de atualização
a partir da evolução do conhecimento científico
e, não raro, assumem posições políticas
ativas, em relação à vida brasileira. Esse
segmento é pequeno, bastante minoritário, mas suas
posições e a qualidade do debate que empreendem não
raro obrigam as instituições ligadas à Feb
a se movimentarem, no sentido de resistir a eles ou mesmo a combatê-los
publicamente. Pela energia com que são rejeitados pela ala
majoritária, considero este o mais significativo movimento
de oposição do espiritismo brasileiro hoje.
Sob o aspecto comunicacional, é nítido
que a Cepa é muito mais dialógica e aberta do que
a Feb, mas o impacto social do movimento espírita é
muito menor nela do que no segmento majoritário. Em outras
palavras, o grupo que se mostra mais comunicativo é o que
se relaciona de forma menos intensa, o que constitui, a meu ver,
um interessante problema a ser estudado.
MRS: No 1º Colóquio de
Estudos Sociais sobre o Espiritismo, você apresentou os cismas
no espiritismo (Signates, 2013). De onde surgiu esta ideia de observar
as cisões?
Signates: Considero que os cismas
religiosos são fenômenos comunicacionais extremamente
interessantes, pois eles são um dos lugares mais evidentes
de visibilidade da tensão comunicabilidade/incomunicabilidade.
É no cisma que ocorre a ruptura da incomunicabilidade pela
comunicabilidade, pois um movimento contestatório que promove
ou arrisca promover uma ruptura no sistema instituído invariavelmente
publiciza algo que antes era vedado, fere de algum modo o status
quo identitário estabelecido. Trata-se de saber, portanto,
quais são as incomunicabilidades envolvidas ou fraturadas;
de que forma isso ocorre; até que ponto a reação
das instituições conservadoras se movimenta no sentido
de assimilar ou rejeitar; e qual é o percurso posterior do
movimento contestatório (se se adequa à pressão
majoritária ou se rompe com ela; e, sobretudo, se, após
a ruptura, decorre em nova institucionalidade, com a reprodução
de mecanismos de controle e estabilidade)… Como se pode notar,
o cisma é um ótimo objeto de pesquisa comunicacional.
MRS: Por que o movimento espírita
tem a postura de negar e não discutir este assunto?
Signates: O espiritismo brasileiro
tradicional discute pouco isso (e usualmente, não efetua
essas discussões de natureza política em público,
exceto a que diz respeito a conceitos e abstrações)
por uma razão cultural, penso eu: os espíritas são
educados para rejeitar a conflitualidade pública. Não
há, entre os espíritas tradicionais, a diferença
entre conflito e violência; alguns deles evitam até
manifestar discordâncias em público. A preservação
de uma imagem de paz e fraternidade, ainda que aparente, parece
essencial para gerar a sensação de que a ética
da doutrina está sendo praticada em sua inteireza. Por tais
razões, praticamente toda a conflitualidade política
no interior do movimento espírita é resolvida em disputas
de bastidores, não raro com o isolamento das pessoas e grupos
que estejam criando problemas.
Evidentemente, tais sistemas de controle, embora
fortemente enraizados na cultura espírita, nem sempre são
eficazes. Apesar da rigidez da Feb, em relação à
pureza doutrinária, o movimento espírita é
constituído por instituições jurídica
e financeiramente independentes, razão pela qual os centros
espíritas têm historicamente adotado uma prática
de “fingir que concordam” com as orientações
federativas e, nos casos em que consideram específicos, especialmente
os relacionados a ritos mediúnicos, simplesmente ignorar
aquilo que não querem seguir, raramente operando contestações
ou juízos públicos sobre os ditames advindos das federações
espíritas às quais estão ligados. E, como não
há também mecanismos de repressão nas federações,
as “orientações” emanadas destas instituições
funcionam mais como uma pressão cultural e identitária
do que efetiva. Há, pois, uma interessante “tolerância”
em vigor, com exclusão quase completa da conflitualidade
pública, embora, nos bastidores, ela ocorra não raro
de forma açodada, e as entidades federativas se desdobrem
para divulgar as formas autorizadas de pensamento e prática,
a fim de consolidar seus pontos de vista.
A única exceção histórica
tem sido a Cepa. Contra esta, as federativas não costumam
poupar sua articulação de combate, já tendo
havido casos de expedição de memorando circular aos
centros espíritas, instigando-os a deixarem de participar
de eventos promovidos pela Confederação pan-americana.
Aparentemente, isso se deve ao fato da Cepa se movimentar no sentido
de tocar em algumas partes sensíveis do núcleo dogmático
do espiritismo tradicional: as questões da natureza religiosa
do espiritismo e da dogmatização de Kardec ou da pureza
doutrinária.
Nessa conflitualidade, sempre houve um espaço
interessante para o chamado “intelectual orgânico”
do espiritismo: os autores, médiuns e pregadores espíritas.
Alguns estudiosos do espiritismo especificaram o papel mediador
do intelectual espírita, tanto na produção
de conflitualidades públicas no interior do movimento, quanto
na relação de conversão ou de conversação
com a sociedade. O espiritismo é um movimento estudioso e
voraz leitor de livros, cuja linguagem se situa pelo menos um tom
acima do senso comum, o que contribui para manter esse movimento
nas classes médias e altas de elevada escolaridade da sociedade
brasileira.
MRS: Afinal, vale a pena confrontar
esta postura a partir da ciência? Qual é o lugar do estudioso
do espiritismo?
Signates: Esta sua pergunta me
parece especialmente instigante.
Na dogmática espírita, há um
elemento conflitivo muito interessante, que inexiste nas demais
tradições religiosas: uma declaração
de compromisso com a ciência, advinda da origem iluminista
e racionalista de seu codificador. Além de toda a nem sempre
coerente discussão de Kardec sobre as relações
da religião com a ciência (vide a tese doutoral de
Augusto Araújo, defendida em 2014 na UFJF), e eu diria até
graças a ela, os espíritas não separam religião
e ciência, e defendem que a religião, para ser legítima,
tem que estar de acordo com o pensamento científico, e que
a fé, também para isso, tem que ser raciocinada.
Evidentemente, a prática disso não
é levada a termo, até porque uma religião que
se submetesse por inteiro ao método científico –
não conheço nenhum caso no mundo em que isso tenha
de fato sido feito – poderia comprometer de forma séria
a identidade religiosa, sempre ancorada em dogmas. O espiritismo,
especialmente sua vertente tradicional, não foge dessa regra,
muito pelo contrário.
Ao não separar fé e razão,
o espírita renuncia à capacidade de argumentar: “não
interessa o que diz a ciência, isso é mistério
de Deus”. Sequer a hipótese do milagre pode ser aventada,
pois, desde Kardec (2007), o espiritismo se posiciona pela inexistência
de “derrogações da lei da natureza”. Para
os espíritas, o que não tem explicação
hoje, um dia terá, sem que precisemos buscar na metafísica
do milagre a justificação.
Como esse movimento resolve isso? De forma ideológica.
Assumem acriticamente que a origem do espiritismo é divina
e que, por isso, jamais houve nenhuma contradição
entre Kardec e a ciência. Sempre que possível, destacam
teses e declarações de cientistas que eventualmente
confirmem algum dos postulados espíritas, para propagar uma
suposta coerência entre a doutrina e a ciência e, onde
isso não é possível, lançam para o futuro,
numa perspectiva de que, um dia, a ciência evoluirá
para confirmar aquilo que os espíritas já sabem. A
fragilidade lógica desse argumento é suficientemente
grande para mantê-lo apenas no consumo interno do movimento
tradicional, não raro como base para que isso não
se discuta – e aí é o momento em que a inflexão
da incomunicabilidade volta a prevalecer, reforçando o paradigma
dominante.
É o intelectual espírita, em conexão
dialógica com os intelectuais não espíritas,
pertencentes sobretudo às ciências sociais e humanas,
que tomem o espiritismo como objeto de pesquisa, aqueles que irão
tensionar esses limites, multiplicando exigências sobre a
dogmática e obrigando-a, eventualmente, a se deslocar. A
emergência recente da internet proporcionou uma relevante
esfera pública de debate para estes intelectuais, fora do
controle das instituições federativas e outras. As
repercussões e reações a essa movimentação
ainda estão em estudo.
MRS: Em uma coletânea sobre
espiritismo (Signates, 2005) você fala da alteridade como paradigma
do espiritismo. As dimensões de identidade e de alteridade
seriam as mais eficazes para pensar a comunicabilidade religiosa?
Signates: Por derivação
de minha militância espírita no passado (fui espírita
até 2001), tenho até hoje deixado contribuições
para esse movimento, na forma de textos e, quando convidado, conferências
e debates. Data dessa época a introdução da
temática da alteridade, sacada dos textos do filósofo
judeu lituano Emmanuel Lévinas, como fonte de inspiração
para o repensar de alguns conceitos espíritas, especialmente
no campo da comunicação e de uma certa epistemologia
dialógica do conhecimento.
Nesse sentido, movimentei uma tentativa de perceber
a “relação ao outro”, em Lévinas
(1988), como comunicação autêntica e, por conseguinte,
como definidora do conceito de “fraternidade” ou “solidariedade”,
caro ao pensamento cristão em geral, inclusive o espírita.
Pareceu-me produtivo lastrear o projeto de espírita-cristão
de “amor ao próximo” à capacidade de ouvir,
considerar e aprender com o outro, definido como “aquele que
não pensa nem aja como eu”. Levado a sério,
esse projeto assim repensado teria o condão de fraturar as
estruturas conceituais de base da “pureza doutrinária”,
da “dogmatização” e da “divulgação”;
isto é, traria fundamento definidor para um movimento de
superação da incomunicabilidade espírita pela
comunicabilidade ou, pelo menos, de inversão da hegemonia
da primeira sobre a segunda.
Esse pensamento foi introduzido de forma tímida
por mim tanto no movimento espírita tradicional, quanto no
cepiano, ao longo dos anos 1990, a partir de um conceito que criamos,
o de “comunicação social espírita”
(a intenção era diferir e superar a noção
de “divulgação doutrinária”), mas
suas repercussões foram igualmente tímidas. No espiritismo
tradicional, a Feb movimentou-se surpreendentemente no sentido de
adotar a expressão “comunicação social
espírita”, mas ignorou completamente o significado
transformador, operando no sentido de que comunicação
fosse apenas divulgação com a adoção
de técnicas mais modernas de propaganda, visando resultados
mais eficazes. Desta forma, por uma inflexão de caráter
instrumental, eliminou-se a dimensão comunicativa do termo,
anulando as possibilidades dialógicas nele inseridas e, ao
contrário, adotando-o como reforço justamente às
características hegemônicas, que esse conceito pretendia
superar.
Na Cepa, a acolhida foi mais intensa. A instituição
publicou vários textos, todos elogiosos à ideia, e
garantiu espaço de debate em vários de seus eventos
(no último, o Congresso Espírita Internacional da
Cepa em Rosário, na Argentina, eu fui um dos conferencistas
convidados). Em grande parte, essa acolhida se deve à natureza
já comunicativa dos eventos desse grupo, dentro do qual vários
subgrupos de pensamento conflitam entre si e debatem de forma bastante
democrática. A repercussão da Cepa, contudo, é
limitada pela falta de capilarização deste segmento
no movimento espírita como um todo, hegemonizado pelo pensamento
tradicional.
De toda forma, não se pode dizer que essa
contribuição não tenha sido significativa de
algum modo. O conceito se estabeleceu e prossegue, vez por outra,
aparecendo no debate espírita brasileiro e internacional.
Como minha pretensão não é mais militante,
julgo que o debate e os estudos que possam ser produzidos a partir
desse modo de pensar são um horizonte de possibilidade, para
além dos quais este pesquisador deixa a critério dos
militantes e simpatizantes, que são os que operam a história
concreta do espiritismo.
MRS: Seus estudos mais recentes tematizam
o espiritualismo. O quê te chama a atenção nas
pesquisas dos fenômenos espiritualistas e no movimento em torno
deles, como nos casos da pesquisa sobre Abadiânia que está
em desenvolvimento com seu orientando de doutorado Ricardo Delgado,
o caso de Palmelo desenvolvido no meu mestrado em comunicação
sob sua orientação e outros que por ventura vislumbre
no momento?
Signates: O espiritualismo é
um modo de denominar a miscelânea de correntes que estabelecem
o primado do espírito, sobrevivente à morte, como
unidade filosófica e de fé, indo das religiões
já tradicionais, como o espiritismo, até a miríade
de práticas e fideísmos denominados “new age”,
que considero menos precisa e abrangente do que “nova era”.
Meus estudos restringem-se por enquanto ao espiritualismo brasileiro,
embora tenha a consciência da origem internacional de praticamente
todos esses movimentos.
Quanto aos estudos recentes, desenvolvidos por orientandos
meus, o de Ricardo Delgado está em seu início ainda.
Doutorando de invejável formação filosófica,
Ricardo deve se dedicar ao aprofundamento da fenomenologia mediúnica,
a partir de João de Deus, o famoso médium de Abadiânia.
Além dos diferentes aspectos culturais desse fenômeno,
Delgado interessa-se muito pela questão da eficácia
médica ou de saúde dos tratamentos de Abadiânia,
e enfrentará essa questão provavelmente com os olhos
da antropologia e respaldado em autores que já se debruçaram
sobre a questão, em outros médiuns, com resultados
às vezes surpreendentes.
A dissertação de mestrado de João
Damasio (2016) é um primor de trabalho. O autor é
nativo da cidade de Palmelo, espírita assumido e pertencente
a uma das famílias tradicionais da região, que conviveu
com os fundadores do município e das práticas terapêuticas
espíritas lá. Em seu mestrado, Damasio conseguiu distinguir
seu próprio panorama de crença e seu enraizamento,
da metodologia utilizada, produzindo um texto de excelente qualidade,
para abordar o entrelaçamento das questões comunicacionais
com a formação identitária espírita
da cidade, sem deixar de abordar as contradições e
conflitos existentes. Militante que é, não produziu
um trabalho militante, conferindo prudência metodológica
e valor científico, que dão à sua dissertação
a qualidade de relevante contribuição histórica
e cultural.
Ambos estes trabalhos, o primeiro na área
das ciências da religião e o segundo, na da comunicação,
contribuem para os estudos do espiritualismo brasileiro e merecem
ser lidos e referenciados.
REFERÊNCIAS PARA APROFUNDAMENTO
ARAÚJO, Augusto C. D. de. O espiritismo, “esta
loucura do século XIX”: ciência, filosofia e religião
nos escritos de Allan Kardec (tese de doutorado). Juiz de Fora: Universidade
Federal de Juiz de Fora, 2014.
DAMASIO, João. A cidade espírita em
Palmelo (GO): Comunicação entre sistemas simbólicos
(dissertação de mestrado). Goiânia: Universidade
Federal de Goiás, 2016.
LÉVINAS, Emmanuel. Totalidade e infinito.
Lisboa: Edições 70, 1988.
KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad.
Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: Feb, 2007.
SIGNATES, Luiz. Cisma religioso e disputa simbólica:
tensão comunicacional no espiritismo brasileiro e panamericano.
IN: Fragmentos de cultura, Goiânia, v. 23, n. 1, p. 39-50, jan./mar.
2013.
SIGNATES, Luiz. Os outros do outro: A noção
de alteridade e seus usos pelos espíritas. In: CLÍMACO,
Fernando et al. Alteridade: A diferença que soma. Belo Horizonte:
INEDE/ABRADE, 2005.
SOBRE O ENTREVISTADO
Luiz Signates é professor associado I da Universidade Federal
de Goiás (UFG), junto ao Mestrado em Comunicação
e docente efetivo do Doutorado em Ciências da Religião
Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO).
Leciona também nos Cursos de Jornalismo de ambas as instituições.
É Pós-Doutor em Epistemologia da Comunicação
(Unisinos), Doutor em Ciências da Comunicação
(USP), Mestre em Comunicação (UnB), Especialista em
Políticas Públicas (UFG) e graduado em Comunicação
Social – Jornalismo (UFG). Fundador e membro das Academias de
Letras de Goiânia e de Aparecida de Goiânia, fundador
e Presidente do Centro de Soluções em Tecnologia e Educação
– CENTEDUC; e Sócio-Proprietário do Instituto
Signates Consultoria, Pesquisa e Editoração Ltda. Coordena
os Núcleos de Pesquisa em Comunicação, Cidadania
e Política (UFG) e Comunicação e Religiosidade
(UFG). É pesquisador nas áreas de Comunicação
e de Ciências da Religião. No campo científico
da comunicação, atua principalmente nas temáticas:
epistemologia e metodologia da pesquisa em comunicação,
comunicação e política, comunicação
e religiosidade, comunicação e cidadania, e comunicação
e teoria social crítica. Na área de ciências da
religião, dedica-se ao estudo do espiritualismo brasileiro,
com enfoques antropológico, sociológico e comunicacional.
SOBRE O ENTREVISTADOR
João Damasio da Silva Neto é mestre
em Comunicação (UFG), graduado em Jornalismo (Faculdade
Araguaia), técnico em Sistemas de Informação
(CEFET-Urutaí) e ator na Cia. Teatro Ser. Atualmente, é
jornalista na secretaria nacional da Comissão Pastoral da Terra
(CPT). Tem interesse em teoria e método da comunicação
e estuda na interface com a antropologia da religião, com foco
em espiritismo, urbanidade e mito.
Fonte: http://midiareligiaoesociedade.com.br/2017/06/20/o-especificamente-comunicacional-na-religiao-e-o-estudo-do-espiritismo-entrevista-com-luiz-signates-parte-2-o-estudo-do-espiritismo-na-ciencia-da-comunicacao/
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