No livro Vinha de Luz, psicografado
por Chico Xavier e de autoria do espírito Emmanuel, no capítulo
60 vemos um texto maravilhoso, intitulado, Que fazeis de especial?
Nesse texto Emmanuel nos leva a refletir que apesar dos conhecimentos
derramados pela espiritualidade maior sobre a Terra, talvez não
estejamos aproveitando todo esse potencial pra nós.
- "A vida prossegue vitoriosa
após a morte."
Esse conceito tão disseminado
nos coloca em um ponto da história onde nunca estivemos. Ciência
e espiritualidade caminham para interagir em uma interface única
que provavelmente nos remeterá aos primórdios da criação.
Não há mais desculpas para a desinformação.
Todos sabemos que a vida pulsa forte após a morte do corpo
físico. Mas apesar disso, o que fazemos com essa crença?
Será que acreditar nisso está nos levando no caminho
do Pai? Esse conceito torna a nossa vida mais feliz?
- "Nos encontramos na escola
temporária da Terra, em favor da iluminação espiritual
que nos é necessária."
A temporalidade é um dos grandes
atributos do progresso. pensar nos extremos dificulta nossa marcha.
Os que pensam que quando a morte chegar não haverá mais
nada não se sentem motivados a mudar, aliás, usam essa
desculpa esfarrapada para fugir dos compromissos assumidos. Os que
agem como se eternamente fossem ficar na Terra, acabam por distorcer
a ótica correta de enxergar as coisas, valorizando mais o transitório,
material, o aparente.
Acreditar, pensar e agir como se tudo fosse acabar a qualquer momento
nessa realidade, sendo substituído por outra melhor, mais sutil
e eterna,é o que nos faz atingir o grau de maturidade necessário
para continuar lutando, construindo mas entendendo que tudo é
do Pai, todas as conquistas e posses. A tudo usamos, mas nada nos
pertence de verdade.Mas apesar disso, o que fazemos com essa crença?
Será que acreditar nisso está nos levando no caminho
do Pai? Esse conceito torna a nossa vida mais feliz?
- "O corpo carnal é simples
veste a desgastar-se a cada dia"
Esse é talvez um dos conceitos
mais difíceis de colocar em prática. Vivemos na ditadura
da beleza a qualquer preço. Ninguém mais pode ser feio,
gordo, magro, pobre, todos temos de ser sarados, lindos, ricos e famosos.
Mas pouca gente parece se importar em não ser egoísta,
nervoso, orgulhoso, ansioso, etc... Desde que seja VIP.
O corpo físico, maravilhoso instrumento, merece mesmo ser cuidado.
Alimentação adequada, exercício, cosméticos,
tudo é bem vindo, mas sem exageros. Nunca deixar que isso se
torne o objetivo final.
Pensar no corpo físico perecível nos faz entender que
nossas atitudes, pensamentos, intenções determinam a
saúde do corpo espiritual. Vale a pena viver com um corpo físico
perfeito, belo, cuidado, mas com a alma em frangalhos, desencarnando
como os zumbis, com o corpo astral doente, sem alegria, sem asas para
alçar o voo verdadeiro.
Mas apesar disso, o que fazemos com essa crença? Será
que acreditar nisso está nos levando no caminho do Pai? Esse
conceito torna a nossa vida mais feliz?
- "Que a nossa colheita futura
se verificará conforme a sementeira de agora."
Hoje somos o resultado da somatória
de tudo o que já vivenciamos. Colhemos do ontem, do ano passado,
da década, do século e dos milênios onde fomos
construindo nossa personalidade. Obtemos frutos de tudo aonde colocamos
nossos esforços. Investimos na carreira e vamos colhendo os
dividendos disso. Assim é com a família, com a saúde,
etc, nada foge a essa regra, e assim é com a vida espiritual.
Mesmo com tantas horas disponíveis investimos pouco ou nada
na nossa relação com o sutil. Sabemos desse conceito.
Mas apesar disso, o que fazemos com essa crença? Será
que acreditar nisso está nos levando no caminho do Pai? Esse
conceito torna a nossa vida mais feliz?
- "Que a justiça não
é uma ilusão e que a verdade surpreenderá toda
a gente ."
A verdadeira justiça divina
age em nós através de nós mesmos, da nossa consciência.
Ninguém escapará do auto exame ao desencarnar e por
mais que aqui usemos e abusemos das máscaras, vernizes, disfarces
do lado de lá estaremos nús, despidos de roda falsidade,
nos apresentando como somos de verdade. Mas apesar disso, o que fazemos
com essa crença? Será que acreditar nisso está
nos levando no caminho do Pai? Esse conceito torna a nossa vida mais
feliz?
A pergunta de Emmanuel é muito
objetiva. O que fazemos de especial? O que esse conhecimento nos acrescenta.
Não como uma cobrança, mas como uma atitude que nos
faz mais leves, mais amorosos, mais felizes. Pra que conhecimento
das verdades espirituais se elas não nos trazem libertação?
Sem esse movimento esses conceitos se transformam em algemas que nos
prendem à culpa por não conseguirmos cumprir as indicações.
Eu creio em um Deus misericordioso, amoroso, que age por amor, com
luz e sutilidade. Ele nos dá infinitas oportunidades, sem castigos,
sem punições. O sofrimento se torna opção
nossa, quando escolhemos o caminho mais difícil. É tempo
de caminhos leves. É hora de utilizar os conhecimentos para
a nossa melhoria.
Paz e luz!