Introdução
Pode desde já se anunciar
o fim do mundo com tanta segurança como se este acontecimento
se realizasse na atualidade, perante os nossos olhos. E não falamos
somente do fim do mundo que nós habitamos, da ruína da
humanidade terrestre com todas as suas obras, mas também do fim
de todos os mundos do nosso sistema celeste e do próprio Sol,
fonte da luz e da vida, do movimento e do calor.
Um dia virá em que esse Sol brilhante se ha de apagar; em que
a vida terrestre dormira o sono eterno; em que o nosso globo, escuro
e gelado, cemitério silencioso e solitário, girará
na noite estrelada em torno do seu antigo Sol, convertido em astro invisível;
em que todos os planetas darão voltas como se fossem imensas
esferas negras em redor de outra esfera também negra.
Então, todas as grandezas humanas, tudo o que faz agora palpitar
os corações e excitar o entusiasmo dos mortais, o amor,
a gloria, a investigação da verdade, o sentimento religioso,
o culto da pátria, a fortuna, todas as vaidades, tudo, enfim,
terá desaparecido da terra, fria e escura.
A sensação de viver é agradável, e basta,
ás vezes, para nos permitir dominar as provas mais cruéis
do infortúnio. Deixar de viver parece-nos a mais sombria das
perspectivas, e nenhum ser que pense pode encará-lo de frente
sem sentir um vácuo profundo, experimentando a vertigem do abismo
e do nada. E, no entanto, todos os dias, quando dormimos, deixamos de
viver. Perdemos a noção do mundo exterior e a consciência
de nós mesmos, e essa deliciosa sensação de viver,
tão doce e querida para nós, desaparece com o sono, mas,
quando a ele nos entregamos, é contando com o despertar...
Quando o nosso planeta adormeça, quando a humanidade feche os
olhos, será para sempre essa noite não será seguida
de uma aurora.
Como e quando chegará o fim do nosso mundo??
Tal e a questão.
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Como acabará o mundo
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