O autor francês Léon Denis, no livro
O Problema do Ser do Destino e da Dor, no capítulo
XIV, intitulado as Vidas Sucessivas - Provas Experimentais, apresenta
diversos relatos de regressão hipnótica em indivíduos
sensitivos, denominados pelos pesquisadores “sujets”.
As mais interessantes e volumosas pesquisas comentadas pelo autor
são de Albert de Rochas que escreveu a preciosa
obra Les Vies Sucessives.
Nas experiências desenvolvidas pelo pesquisador,
conseguiu-se retroagir os “sujets” a diversas encarnações
pretéritas e colher vasto material em termos de documentação.
Ian Stevenson catedrático
de neurologia e psiquiatria na Universidade de Virgínia,
EUA, escreveu a obra Twenty Cases Sugestive of Reincarnation. Na
citada obra, o autor investiga inúmeros casos, mas seleciona
vinte mais evidentes em termos do renascimento. Observamos o título
cauteloso de “casos sugestivos...”
Na realidade, em todos os continentes, em dezenas
de Universidades ou em instituições científicas
de parapsicologia, psicobiofísica e outras áreas,
se estuda e documenta a reencarnação.
O psicólogo clínico norte-americano
Morris Netherton desenvolveu uma técnica
denominada Terapia das Vidas Passadas. Há por parte de muitos
psicólogos, inclusive do Brasil, a preferência pelo
nome terapia de vivências passadas, para desvincular filosoficamente
ou mesmo religiosamente do conceito de reencarnação.
Isto por que os terapeutas têm como absolutamente desnecessário
ou indiferente crer ou não crer nas vidas pretéritas
para que o tratamento beneficie o paciente.
O Dr. Netherton, apesar da reação
cética de muitos segmentos da Psicologia, tem logrado obter
inúmeros adeptos entre profissionais sérios e competentes.
No Brasil, foi fundado o Instituto Nacional
de Terapia de Vivências Passadas (INTVP), entidade
de caráter científico-cultural, sem conotação
ou vínculo religioso e filosófico de qualquer espécie.
A Terapia Regressiva de Vivências
Passadas, para adaptarmos a denominação preferida
pelo órgão oficial (INTVP), é um recurso psicoterápico
que utiliza como método a regressão de memória,
pelo qual o paciente permite que superficialize, ao seu consciente
atual, ocorrências traumáticas do passado recente ou
remoto (isto é, desta ou de outras encarnações),
que estavam arquivadas ou bloqueadas no seu inconsciente gerando-lhe
distúrbios psicológicos.
“A evidência das vidas passadas
e sucessivas é facilmente detectável por esta técnica
terapêutica”.
A TVP tem embasamento científico
que é reconhecido por grande número de terapeutas,
médicos ou psicólogos, conceituados e idôneos,
do exterior e do Brasil.
Na realidade, regressão de memória
já era praticada pelos egípcios 3000 anos antes de
nossa era. No entanto, só após os trabalhos de Morris
Netherton esta abordagem terapêutica se divulgou. No Brasil,
só a partir de 1980 foi introduzida pelo casal Prieto
Perez, através de ciclos de estudos, seminários
para profissionais e Work-Shops realizados por Netherton, bem como
a publicação do seu livro em português, “Vidas
Passadas, em Terapia”.
O INTVP visa elaborar cursos de especialização
para médicos, e psicólogos graduados no mínimo
há um ano, devidamente registrados em seus Conselhos de Classe.
Forma profissionais de alto nível, que atuam com conhecimentos
sólidos na área de regressão de memória
exclusivamente para fins terapêuticos.
Todo médico consciente está atento
às conquistas que possam ampliar seus recursos técnicos.
A existência de um novo método terapêutico obtendo
resultados expressivos passa a chamar a atenção. Isto
vem ocorrendo com a TVP.
Nesta terapia, observa-se que todo trauma psicológico
o paciente associa a um dano físico ocorrido na vida anterior
ou a um sofrimento psíquico que vivenciou em estâncias
pretéritas, muitas vezes longínquas. Espírito
ou mente com o corpo interagem constantemente e os registros permanecem
nos arquivos espirituais ou seja, arquivos do inconsciente.
A evidência das vidas passadas e sucessivas
é facilmente detectável por esta técnica terapêutica.
Quase invariavelmente, os pacientes chegam à
conclusão de que seus tomentos mentais atuais podem ser explicados
com precisão por uma situação física
de uma encarnação pretérita.
Exemplificando: uma pessoa que possua importante
fobia por alturas descobrirá, recorrendo a vidas passadas,
situações em que sofreu muito ou morreu em decorrência
de acidentes por queda de locais altos. As quedas das vidas anteriores
poderiam ser interpretadas como criações ou fantasias
do inconsciente,mas a evidência palingenésica maior
está em função dos dados minuciosos fornecidos
pelo paciente. À medida que ele descreve a situação
não o faz maquinalmente, mas vivenciando intensamente, de
forma emocional, em pratos, gemidos ou até gritos em certos
casos.
O paciente regredido descreve a época, o
lugar, as condições e a linguagem envolvendo os fatos
ocorridos na vida anterior. Como os detalhes podem ser importantes
no processo terapêutico, há riqueza de dados que podem
ser recolhidos por esta técnica.
Todos os casos do livro Vidas Passadas, em Terapia
são belíssimos, tanto do ponto de vista do aspecto
palingenésico (reencanacionista), como sob o ponto de vista
clínico. Citaremos, de passagem, apenas o caso de Henry Aiken,
no capítulo 6, intitulado: Problemas Sexuais Masculinos.
Trata-se de um caso, aliás muito comum, de ejaculação
precoce. O paciente atribuía, inclusive, seus dois divórcios
e a sua atual crise de casamento a esta dificuldade.
Durante as sessões de TVP, ficou evidenciada
a sensação inconsciente, ou medo, de ser observado
por outrem no momento do ato sexual. De forma aparentemente irracional,
parecia que as relações necessitavam de ser rápidas,
embora conscientemente não as desejasse desta forma.
Henry Aiken, regredido a vidas
anteriores, vê-se como escravo negro, traficado na África
e comprado na América, onde é escolhido como reprodutor.
Obrigado a inúmeras relações sexuais por dia,
rápidas e sob a ameaça de feitor, escuta a frase:
Rápido! Rápido! Faz se quer continuar vivendo! Há,
no relato do autor, uma infinidade de dados e correlacionamentos
estabelecidos entre as situações psicológicas
de Henry Aiken com seus traumas vivenciados nas vidas anteriores.
Deixaremos ao leitor a surpresa de constatar os detalhes da história
ao ler o livro citado. São surpreendentes e lógicos.
Há quem se refira à Parapsicologia
como uma ciência que representaria uma outra tese a respeito
da reencarnação. A Parapsicologia surgiu como herdeira
histórica da Metapsíquica, cujo expoente
máximo foi Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia, Charles
Richet, até o momento da premiação, considerado
gênio. Posteriormente, pelo fato de seus trabalhos possibilitarem
provar as realidades do mundo espiritual, a sobrevivência
e a comunicabilidade dos espíritos, passou a ser considerado
“precipitado” em suas conclusões.
A prudência e o temor à opinião
do meio científico fez com que a Parapsicologia, ao retomar
as investigações dos fenômenos inabituais e
não explicáveis pelos nossos sentidos convencionais,
criasse termos frios, sem qualquer conotação filosófica
ou emocional para designar o que estava sendo investigado.
“Indivíduos travestidos de parapsicólogos
dizerem às crédulas ovelhas, ingenuamente pastoreadas
por eles, que a Reencarnação é “explicada”
pela Parapsicologia.”
Assim, todos os fenômenos são englobados
sob a designação de fenômenos psi ou paranormais.
Psi é a letra grega escolhida como nomenclatura básica,
nada mais. Os fenômenos foram inicialmente subdivididos e
agrupados em dois blocos, até o surgimento de um tipo incômodo
de fenômeno, que parecia perturbar os investigadores; os fenômenos
ligados à morte ou aos mortos. Criou-se então um terceiro
grupo para estudá-los.
O primeiro grupo de fenômenos Psi, os chamados
Psigama, compreende aqueles que se caracterizam
por efeitos mentais e não de manifestações
físicas. São incluídos neste grupo de fenômenos
todos aqueles que relacionam uma mente à outra, ou simplesmente
percepções extra-sensoriais a nível mental.
É usada a sigla ESP que significa Extra-Sensorial Perception
.
Os fenômenos ESP são
classificados em Psigama Tp ou Telepatia, Psigama Cv ou clarividência
e Psigama Pcg ou Precognição, também conhecido
como Premonição. Os fenômenos paralelos à
Premonição são os de Retrocognição,
que comentaremos mais adiante. Voltamos a chamar a atenção
para uso das letras do alfabeto grego para as denominações
técnicas, sempre na intenção de evitar conotações
religiosas ou emocionais nos termos criados. Assim, Psigama é
simplesmente a junção da letra psi à letra
gama.
O segundo grupo dos fenômenos compreende aqueles
ligados a efeitos físicos e recebe a designação
de fenômenos Psikapa, nome resultante da
fusão das letras psi e kapa, simplesmente. Os fenômenos
do grupo Psikapa são basicamente a Psicocinesia
ou Telecinesia, que seria a ação
da mente sobre a matéria. A movimentação de
objetos pela ação da força mental seria um
exemplo. Cinesia é relativo a movimento. Tele, do grego,
é relativo à distância e Psico se relaciona
com mente ou alma.
O terceiro grupo que mencionamos se refere aos fenômenos
ligados à morte ou aos mortos. Tanatologia
é a ciência ou mais precisamente a disciplina científica
que estuda os fenômenos da morte. A palavra Tanatos do grego
se refere à morte, em função disto foi escolhida
a letra Theta para este grupo de fenômenos, criou-se assim
o termo Psitheta.
No entanto, a parapsicologia, apesar de denominar,
classificar os fenômenos e ter contribuído muito para
provar aos céticos a existência dos mesmos, demonstrando
que não são produtos da imaginação de
mentes férteis, no sentido pejorativo, nem da ingenuidade
crédula, ou ainda simplesmente pura fraude ou engodo, não
consegue explicá-los satisfatoriamente. A parapsicologia
na realidade ainda engatinha, buscando se posicionar melhor.
“Este inconsciente coletivo, tal qual um saco
de Papai Noel onde cabe potencialmente tudo que existe e existiu,
realmente é demais para uns “pobres limitados”
como nós”.
Cada fenômeno psi é apenas uma conseqüência,
que deve ter uma causa responsável por ele. Como não
se logrou obter uma causa claramente identificável, os parapsicólogos
criaram o termo “função psi” para responsabilizar
ou seja para dar uma causa a cada fenômeno.
Assim, é muito simples tapar o sol do esclarecimento
com a “peneira furada” das denominações
técnicas. Vejamos por exemplo a “explicação”
parapsicológica para o fato de alguém ter lido a página
de um livro trancado à chave em uma gaveta. Que fenômeno
é este? Ora nos respondem os doutos, trata-se “apenas”
de um fenômeno psigama do tipo clarividência. Mas o
que é clarividência? Simples, trata-se da visão
sem ser pelos órgãos visuais, extra-sensorial. Ela
existe, está perfeita e cientificamente comprovada por testes
que é um fenômeno real como todos os psigama.
Até aí concordamos plenamente. E quando
fazemos a pergunta chave: A que se deve este fenômeno? Vem
a resposta decepcionante: Deve-se “simplesmente” à
função psi mais precisamente uma função
de clarividência...
Quem escuta, parece estar tudo tão bem esclarecido
como se cada fenômeno paranormal tivesse já uma causa
definida. Não queremos ser excessivamente mordazes em nossa
referência a Parapsicologia, e reconhecemos que há
inúmeros cientistas sérios e dedicados, percorrendo
a árdua trilha das investigações paranormais.
Paralelamente, no entanto, o que não podemos
deglutir são indivíduos travestidos de parapsicólogos
dizerem às crédulas ovelhas, ingenuamente pastoreadas
por eles, que a Reencarnação é “explicada”
pela Parapsicologia.
Assim como no exemplo da clarividência, onde
o fenômeno já é aceito cientificamente, há
apenas hipóteses parapsicológicas para as causas,
as chamadas funções psi, responsáveis pelo
mesmo.
No que tange à reencarnação,
tivemos o espanto de escutar de passagem, um curioso diálogo:
- Como os parapsicólogos explicam a reencarnação?
- Muito simples, trata-se de um fenômeno do
inconsciente.
- Como assim?
- O que ocorre é um fenômeno psigama,
já estudado pela Parapsicologia. Mais precisamente, um fenômeno
Rcg ou de Retrocognição, quando um indivíduo
retroage mentalmente no tempo, ele capta algum tipo de informação
que os adeptos da reencarnação dizem ter sido uma
outra vida.
- Por que ocorre este fenômeno, ou seja, qual
a causa do mesmo?
- Simplesmente, devido a uma função
parapsicológica chamada função psi. Esta função
é mais precisamente uma função psigama Rcg.
- E como são obtidas as informações
das vidas passadas?
- Fantasias do Inconsciente.
- Mas quando elas são tão minuciosas
e precisas, podendo ser inclusive documentadas as vidas passadas?
Ou ainda, quando fornecem dados preciosos e precisos sobre outras
pessoas ou locais que não são do conhecimento de nenhum
dos presentes?
- Todos nós temos o Inconsciente coletivo
(?) que, como o nome indica, é intercomunicado a todos os
outros inconscientes coletivos da humanidade de todos os tempos
da história , permitindo que qualquer informação
possa nos chegar. Até a vida de uma outra pessoa, existente
em época remota pode ser captada e reproduzida em detalhes...
- (?)
Pois é... Depois somos nós os reencarnacionistas
que vivemos em castelos imaginários!
Este Inconsciente coletivo, tal qual um saco de
Papai Noel onde cabe potencialmente tudo que existe e existiu, realmente
é demais para uns “pobres limitados” como nós.
Para alguns, nos porões do inconsciente temos
um gênio oculto e adormecido que, se sacudido, o dorminhoco
pode elaborar maravilhas... (Que saudades do jornalista Herculano
Pires que assim já se expressava) !!!
A Retrocognição é
considerada como um fenômeno paralelo à precognição.
No tempo, tem o sentido inverso. Quando se profetiza, ou se prevê
um acontecimento, está se projetando em nosso consciente
algo de uma dimensão de tempo mais adiante, ocorrendo a premonição.
Na Retrocognição a mente sintoniza
com os arquivos energéticos de fatos pretéritos seus
e acessa os mesmos trazendo a nível do consciente atual as
informações. Graças à retrocognição
há uma infinidade de autores que passam a recolher dados
concretos sobre a reencarnações passadas.
A Parapsicologia, portanto, longe está de
ser a adversária temida pelos reencarnacionistas. Pelo contrário,
temos muito a agradecer à ciência (séria ) pela
documentação cada vez maior dos casos de reencarnação
estudados.
A propósito, estes agradecimentos e louvores
não são extensivos a todos aqueles que manipulam a
terminologia técnica da Parapsicologia com finalidades outras
que não as de esclarecer...