Vivemos e vivenciamos um século
recém-egresso da fase histórica da repressão
sexual que ocorreu na sociedade terrestre e, ao mesmo tempo, convivemos
com a reação exagerada a essa repressão, levando
a condutas extremas de liberalidade.
Enfocaremos aqui a temática da energia sexual
nas modalidades de relações íntimas, sem moralismo,
porém baseados nos conhecimentos da dinâmica das vibrações
psíquicas que ocorre no intercâmbio sexual entre dois
espíritos reencarnados na Terra.
O processo evolutivo levou o ser humano a descobrir
a monogamia como a forma mais viável para obter-se uma vida
mais equilibrada, com maior possibilidade de paz, saúde e
harmonia, apesar das nossas fortes tendências poligâmicas,
decorrentes de inúmeras reencarnações anteriores,
influenciar nosso comportamento atual.
Um casal que se ame deve buscar, apenas, um no
outro a complementação sexual, sem recorrer a relacionamentos
múltiplos ou experiências comuns com uma terceira pessoa.
A participação, - conjunta ou não - de um terceiro
tornaria o intercurso sexual um ato desvinculado do amor e a harmonia
energética far-se-ia senão impraticável extremamente
improvável.
Outro aspecto importante a se considerar; Como todo pensamento é
uma ação mental, tudo que se pensa emite ondas e essas
ondas se projetam rumo à determinada direção.
Durante o ato sexual, há pensamentos que entram em sintonia
com as correntes de pensamento do universo ampliando-se as energias
de quem os produziu e cada casal navega em mares diferentes do grande
oceano das energias cósmicas.
Assim, quando pensamentos projetam-se do casal
ou de um dos participantes do ato sexual para fora do ambiente íntimo,
em direção específica, por exemplo, buscando
imagens de outra pessoa, lembranças ou circunstâncias
de terceiros, duas consequências se operam: o pensamento emitido
Invade a privacidade de outrem podendo atuar na aura desta pessoa,
além disto, pode ocorrer um retorno de energias, consciente
ou inconscientemente emitidas por quem às recebeu, ou pelo
acompanhamento espiritual que gira em torno dela, com as mais diversas
consequências sobre quem iniciou a produção
do pensamento e, até mesmo, gerando repercussões sobre
a harmonia do casal.
Quanto à forma ou maneira física
do casal, na intimidade, relacionar-se sexualmente, existem indagações
frequentemente feitas pelas pessoas que se preocupam com as questões
psíquicas, éticas ou religiosas. Haveria alguma forma
correta ou incorreta de um casal praticar um ato sexual? Haveria
alguma atitude física incompatível com os valores
espirituais?
Lembramos que devemos nos ater a nossa realidade
de espíritos encarnados no Planeta Terra. Não somos,
ainda, seres que podem abstrair-se da alimentação,
ou seja, não há condições de completarmos
nossas necessidades nutricionais apenas com a energia solar. Igualmente,
não amamos continuamente como os seres angelicais, quando
amamos o fazemos de forma fragmentária. Enfim, somos seres
humanos, habitantes da Terra, com necessidades compatíveis
com nosso nível de psiquismo e organização
física.
Tudo isto é verdade, porém não
invalida que tenhamos conceitos estabelecidos em conhecimentos físicos
e extrafísicos que ampliam nossa percepção
e podem nos dar segurança em nossas condutas tanto sexuais
como em todas as demais atividades que desempenhamos na vida.
Devemos ter em mente um porvir de fecundas realizações
espirituais, porém o equilíbrio e reposição
das nossas energias ainda obedecem a nossa realidade – nosso
estágio de homo sapiens terráqueo - por isto, o prazer
sexual costuma fazer parte de nossas necessidades.
Não há qualquer mérito em
nos abstermos das alegrias do sexo quando o mesmo é sedimentado
no amor. Não nos elevaria espiritualmente, nem eticamente,
privarmo-nos da criatividade nas relações sexuais
na busca da interação crescente do casal que está
unido por amor.
Não se adquire méritos espirituais
na privação voluntária, conceito oriundo da
ideia equivocada de penitência, mas sim no que construirmos
de positivo na vida. As antigas crenças ou religiões
que ainda conservam o ranço medieval refletiram os sentimentos
de culpa dos sacerdotes (pelo celibato compulsório), cultivaram
as limitações da sexualidade e cobriram com o estigma
do pecado o intercâmbio criativo do relacionamento físico
de um casal que se ama verdadeiramente.
Tudo que um casal, na intimidade da vida conjugal, desejar experienciar,
não envolvendo presenças ou energias externas, deve
ser respeitado e compreendido como sendo descobertas mútuas
de intercâmbio físico e deve associar-se a trocas de
energias amorosas. Assim, somar-se-á um profundo
e crescente enlevo psíquico que lhes permitirá alçar
o voo da liberdade amorosa nas asas da responsabilidade e cumplicidade.