Brasil lança primeira Inteligência
Artificial do mundo dedicada ao conhecimento científico sobre
espiritualidade
Sócrates organiza evidências globais sobre a consciência
em uma interface que atende do curioso ao pesquisador sênior.

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https://socrates.inbot.com.br/ -
JUIZ DE FORA (MG)
— Com um avanço pioneiro, um campo que, por décadas,
permaneceu restrito a artigos acadêmicos e congressos especializados,
ganha nova forma de circulação. No dia 21 de maio de
2026, durante a abertura do 7º Congresso Internacional de Ciência,
Saúde e Espiritualidade (CONUPES), foi apresentada a primeira
inteligência artificial do mundo desenvolvida especificamente
para organizar e disponibilizar pesquisas científicas sobre
espiritualidade.
A ferramenta, chamada Sócrates,
reúne estudos publicados em periódicos com revisão
por pares e produzidos em instituições no Brasil e no
exterior. A proposta é concentrar, em um único ambiente
digital, um volume de conhecimento que até aqui se manteve
disperso e de acesso limitado fora do meio acadêmico.
O projeto é coordenado pelo Prof. Dr. Alexander Moreira-Almeida
e não tem fins lucrativos. O desenvolvimento foi feito de forma
voluntária por equipes da InBot, empresa brasileira especializada
em inteligência artificial conversacional, em parceria com cientistas
voluntários do NUPES–UFJF. A base conceitual da iniciativa
parte do projeto bio-psico-sócio-espiritual concebido pela
Dra. Denise Paraná.
O lançamento ocorre em um momento em que o Brasil ocupa posição
relevante nesse campo de pesquisa. “Nossos grupos acadêmicos
estão entre os mais ativos na produção científica
sobre espiritualidade e saúde no mundo, com trabalhos de impacto,
publicados e citados internacionalmente”, diz Prof. Dr. Alexander
Moreira-Almeida.
Na prática, a plataforma reúne tecnologias de processamento
de linguagem natural, busca semântica, Retrieval-Augmented Generation
- RAG e inteligência artificial generativa para encontrar, organizar
e formular respostas a partir do conteúdo científico
disponível. “Ela é conversacional, natural, como
um bate-papo com um especialista. A tecnologia permite traduzir o
rigor científico para uma linguagem compreensível, sem
perder o compromisso com a base de conhecimento e com as referências
acadêmicas que sustentam cada resposta”, diz Wagner Gimenez,
da InBot. Usuários podem fazer perguntas em linguagem comum
e receber respostas baseadas em estudos científicos, com possibilidade
de aprofundamento em dados e referências. A ideia é permitir
que diferentes perfis tenham acesso ao mesmo corpo de conhecimento,
em níveis distintos de detalhe.
A versão que será apresentada no congresso ainda é
um protótipo. Segundo os desenvolvedores, a base de dados será
ampliada progressivamente, com a incorporação de novos
estudos e o refinamento contínuo da inteligência artificial,
a partir de metodologias já utilizadas no desenvolvimento de
soluções generativas, como curadoria de conteúdo,
estruturação da base de conhecimento, ajustes de comportamento,
critérios de resposta e melhoria progressiva da experiência
conversacional. Mesmo assim, a ferramenta já está disponível
para uso.
A chegada da plataforma marca um ponto de virada na disseminação
científica. Segundo a Dra. Denise Paraná, o objetivo
é romper os muros da universidade: "Estamos retirando
o debate sobre a consciência de circuitos fechados para torná-lo
acessível a todos. É a democratização
do conhecimento através do melhor meio tecnológico que
a nossa era oferece."

acesse
pelo youtube: https://www.youtube.com/live/ChaHPOo8Fj8