21/05/2017
JOSÉ LUCAS
Óbidos, Portugal
Jornadas de Cultura Espírita,
em Caldas da Rainha, Portugal

“Fazer a paz: um contributo do Espiritismo”
foi o mote para as 13ª Jornadas de Cultura Espírita
do Oeste, que decorreram no Centro de Congressos de Caldas da
Rainha, Portugal, nos dias 29 e 30 de Abril de 2017, num evento
internacional que contou com portugueses, espanhóis e brasileiros.
Venha daí!
O Centro de Congressos acolheu 580 portugueses, espanhóis
e brasileiros que vieram debater como fazer a paz, o bem essencial mais
escasso no planeta, nos tempos que correm.

Com a presença do maior investigador espírita
do mundo, Clóvis Nunes, da Bahia, Brasil, que fez as conferências
de abertura e encerramento, estas Jornadas contaram com o apoio da Federação
Espírita Portuguesa (FEP), da Associação de Divulgadores
de Espiritismo de Portugal (ADEP) bem como da Câmara Municipal
de Caldas da Rainha.
O Sr. Presidente da Câmara, Dr. Tinta Ferreira,
desejou as boas-vindas de todos os presentes, realçando que Caldas
da Rainha é uma cidade que tem a arte de bem receber quem a visita.
O Coronel tirocinado João Gonçalves abriu
o evento com o tema “Guerra: fatalidade histórica?”
abordando-o com muita mestria, no início desta viagem, que seria
desde a guerra, até ao morrer em paz.
A professora Ana Duarte, abordou as atitudes entre eu
e os outros, e Carlos Miguel, do Porto, fez brilhante palestra sobre
“Terra, que futuro ecológico?”.
De seguida, Ulisses Lopes, presidente da ADEP, abordou
a solidão e o medo, seguindo-se Moacir Lima, Físico brasileiro,
que apresentou o tema da culpa e do remorso, com a jovialidade de sempre.
Pelo meio, a música portuguesa, a cargo de Reinaldo
Barros, João Gomes, Inês Guinote e Carolina Leal bem como
a poesia de cordel vinda da Paraíba, Brasil, pela voz de Merlânio
Maia, iam dando outra tonalidade às Jornadas.
Humor e Espiritismo foi uma inovação,
num sketch que abordou práticas equivocadas nos centros espíritas,
sendo de destacar a representação notável de Joana
Farhat, na posição de uma dirigente espírita, que
arrancou muitas gargalhadas ao público presente.
Paula Silva, médica, falou da dor total como
factor de falta de paz, e Joana Farhat, agora num registo mais sério,
abordou a temática saúde e paz, com muita mestria.
O médico Luténio Faria referiu um tema
infelizmente, muito em voga, a violência doméstica, e Raquel
Maia falou do facto de muitos de nós querermos ser amados e sofrermos
quando tal não acontece.
Uma das novidades nesta 13ª edição,
foi uma exposição de posters temáticos, científicos,
sobre as actividades nos centros espíritas, uma novidade no movimento
espírita pós 25 de Abril, que se deseja prolifere daqui
em diante, exposição esta que deu lugar a uma mesa redonda
sobre o assunto.
Posters temáticos sobre as actividades
espíritas foram uma novidade que promete ficar para os eventos
vindouros
Uma equipe da ADEP fez questão da transmissão
profissional em directo, via youtube, gratuitamente, num trabalho difícil,
minucioso, absorvente e cansativo, mas reconfortante em termos de resultados.
Claiton Freitas, de Brasília, actor, já
tinha interpretado primorosa peça sobre Maria Madalena, na noite
anterior, e Rafael Vargas, do Portal Reação, apresentou
um excelente documentário sobre “(re) pacificar”
com entrevistas ao neto de Mohandas Gandhi e a Divaldo Franco, entre
outros personagens.
A professora Amélia Reis fez a ligação
entre a Paz e o Centro Espírita, como fonte de paz interior para
quem o frequenta.
Antes do encerramento, Ângela Luyet e Renata Gastal
(foto acima) efectuaram uma “performance” de grande qualidade
artística, com temática espírita, e o jornalista
e escritor Jorge Gomes (foto abaixo) abordou com sabedoria o tema “Viver:
eis a melhor opção”.
João Xavier de Almeida, presidente da Assembleia-Geral
da ADEP e ex-presidente da FEP, apresentou breves considerações
a todos os presentes, sendo o evento encerrado por uma conferência
com Clóvis Nunes, que faria ainda um périplo intensivo
em Portugal, até ao dia 7 de Maio, com seminários, conferências
e mini-seminários.
Se porventura não esteve presente ou não
pôde acompanhar em directo via youtube, poderá ver ou rever
todo o evento em www.adep.pt/jce2017.
Um evento de qualidade, com a profundidade dos estudos
espíritas dentro do espírito de Allan Kardec, aliado à
descontracção, sem formalismos desnecessários,
fez com que todos se sentissem iguais, confraternizassem e convivessem
num à-vontade pouco habitual em eventos espíritas, habitualmente
muito formais.
De realçar que o custo da entrada deste evento
era de 10 € (quando normalmente seria de 75 a 100 €), o que
demonstra que os eventos espíritas podem ser organizados de modo
a estarem abertos a todos, sem elitismos monetários.
À saída, o cansaço físico
foi vencido pela alegria das pessoas, que já perguntavam quando
seria o próximo evento.
Até lá, ponhamos em prática a teoria
ali apreendida e … até às próximas Jornadas.
Fonte: http://www.oconsolador.com.br/ano11/516/especial2.html
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