04/10/2016
de Merelyn Cerqueira
[ Daily Mail ] [ Fotos: Reprodução / Daily Mail ]

Sam Hamming, uma estudante britânica
de 22 anos, perdeu uma orelha, quebrou o pescoço e sofreu danos
cerebrais graves em razão do impacto causado por um capotamento
de carro.
Ela então foi colocada em coma e
os médicos avisaram os pais que se preparassem para o pior. Após
19 dias do incidente, a família foi aconselhada a desligar o
suporte de vida. No entanto, momento antes de o fazer, Sam foi capaz
de sinalizar com um dos dedos dos pés que ainda estava bem. Agora,
apesar dos danos sofridos, ela reaprendeu a andar e falar e ainda mantém
o sonho de um dia se tornar advogada, segundo informações
do jornal inglês Daily Mail.

Hamming foi apelidada de “milagre ambulante”,
após ter conseguido mexer os dedos momentos antes de ter sua
vida encerrada pelo desligamento dos aparelhos. A jovem sofreu ferimentos
graves na cabeça no momento em que o carro em que viajava com
o namorado, Tom Curtis, de 21 anos, capotou. O rapaz sofreu ferimentos
leves, mas o impacto da colisão fez com a cabeça de Sam
atravessasse a janela, ao passo que acabou perdendo uma orelha, quebrou
ossos no pescoço e braços, e sofreu graves lesões
no cérebro.
Sem qualquer esperança de recuperação, ela foi
levada ao hospital, onde os cirurgiões realizaram uma operação
de seis horas antes de colocá-la em coma induzido. No entanto,
pouco mais de duas semanas depois, eles confirmaram a morte cerebral
e aconselharam os pais a desligarem os aparelhos.
“Nós nos reunimos no quarto dela
e começamos nossas despedidas. Eles desligariam a máquina
e eu gritei”, disse a mãe, Carol. “Mas,
incrivelmente, Sam balançou o dedo grande do pé”
e os médicos rapidamente a tiraram do coma induzido.
Dias depois, ela já mostrava sinais de melhora e até conseguia
respirar sozinha. Ainda, para surpresa de todos, em apenas oito semanas,
recebeu alta.
Agora, Sam, que antes do acidente cursava
Direito pela Universidade de Bangor, reaprendeu a falar e andar. Mesmo
com uma parte do cérebro danificada, ela reafirmou seu desejo
de retomar os estudos para se tornar uma advogada. “Minha
fala está boa e eu quero melhorar ainda mais. Antes do acidente,
eu queria ser uma advogada e essa ambição não mudou.
Eu ainda quero seguir a carreira”, disse ela.

Foto tirada momentos antes do acidente, acompanhada
de seu namorado.
Os diferentes níveis de consciência
Uma das maiores dificuldades enfrentadas
pelos médicos que tratam pacientes que sofreram lesões
cerebrais graves está em diferenciar coma, estado vegetativo
e consciência mínima.
Basicamente, o coma é quando uma pessoa não
apresenta quaisquer sinais que indiquem estar acordada ou consciente.
Ela geralmente se encontra de olhos fechados e sem responder a qualquer
ruído ambiente ou dor.
Já no estado vegetativo, o paciente tende a apresentar
olhos abertos e períodos de sono e vigília. Eles não
têm consciência de si mesmos ou pessoas ao redor. Não
podem pensar, responder ou realizar qualquer ação.
Para os casos de consciência mínima, o
paciente apresenta sinais intermitentes e mínimos de consciência
– como o próprio nome sugere – bem como do ambiente
ao redor. Houve casos em que pacientes nestas condições
conseguiram descrever o que estava acontecendo ao redor.
Em um estudo publicado no New England Journal of
Medicine, pesquisadores mostraram que exames específicos
poderiam ajudar a detectar estes diferentes níveis de consciência
em pacientes. Ainda, no início deste ano, pesquisadores da Dinamarca,
Bélgica e Universidade de Yale, sugeriram que quantidades de
açúcar consumidas pelas células cerebrais poderiam
mostrar o nível de consciência de uma pessoa.
Fonte: http://www.jornalciencia.com/jovem-em-coma-sinaliza-momentos-antes-dos-medicos-tentarem-desligar-as-maquinas/
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