29/09/2016
por Gismair Martins Teixeira
No ano de 2005, o escritor, conferencista
espírita, pesquisador e professor universitário, Dr. Emídio
Silva Falcão Brasileiro, fundou a Academia Espírita de
Letras do Estado de Goiás – ACELEG, tendo como patrono
em sua cadeira de número um a figura maior da doutirna espírita,
Allan Kardec. Lá se foram, portanto, 11 anos dessa iniciativa
cultural que muito tem contribuído para o enriquecimento da difusão
doutrinária do espiritismo no âmbito da sociedade goiana
e brasileira. Ao lado de tantas outras instituições doutrinárias
específicas e especializadas Brasil afora, a ACELEG tem servido
de elemento aglutinador em torno do ideal de consolidação
do espiritismo como importante fator de progresso intelecto-moral no
contexto da vida nacional, num momento em que os valores espíritas
têm sido de importância fundamental em todas as frentes
do desenvolvimento humano.
O Dr. Emídio Brasileiro possui uma ligação especial
tanto com o Estado de Goiás quanto com a doutrina espírita.
Conforme pode ser visto em verbete específico sobre ele na Enciclopédia
Digital Wikipedia, sua vida física e espírita tiveram
início na Bahia, passando na juventude pelas atividades da Mansão
do Caminho, a exemplar obra social edificada e dirigida pelo médium
Divaldo Pereira Franco. No final da década de 80 do século
passado, o intelectual baiano migrou para Goiás, constituindo
família na região central do Brasil. Sua intensa atividade
em prol da doutrina espírita, aliada ao carisma pessoal, contribuíram
para que Emídio Brasileiro recebesse a cidadania goiana e goianiense.
Dedicado pesquisador, Brasileiro publicou um número significativo
de obras vertendo sobre temas diversos, como sexualidade e espiritismo,
educação sexual, equilíbrio emocional, além
de romances tratando de momentos específicos do cristianismo
nascente e personagens dessa fase da cristandade. Articulista emérito,
tem produzido sistematicamente artigos de exegese evangélica
sob a luz da doutrina espírita na imprensa goiana. Na sequência,
segue uma breve entrevista com o Dr. Emídio Silva Falcão
Brasileiro, quando se poderá inteirar mais acerca do pensamento
e das motivações desse intelectual espiritista, tanto
para fundar uma academia espírita de letras quanto sobre outros
assuntos de sua trajetória cultural:
Entrevista:
Conforme consta de seus dados biográficos, o sr. participou das
atividades de evangelização espírita da instituição
dirigida pelo médium Divaldo Pereira Franco. Poderia nos resumir
como foi a sua iniciação no espiritismo, bem como essa
fase vivida junto a esse extraordinário médium?
Em primeiro lugar, quero agradecer a você querido amigo e irmão
Gismair por essa oportunidade de divulgar a nossa Doutrina Espírita.
Iniciamos no Espiritismo na cidade de Irará, Estado da Bahia,
nossa terra natal, no Centro Espírita A Caminho da Luz. Depois
de sair de Irará para estudar em Salvador, na Escola Técnica
Federal da Bahia, participamos da Juventude Espírita Nina Aroeira,
do Centro Espírita Caminho da Redenção, fundado
por Divaldo Pereira Franco, por quem tenho muito apreço e gratidão
por seus exemplos e por seus trabalhos em prol dos mais necessitados.
Pouco antes de fundar a Academia Espírita de Letras do Estado
de Goiás, o sr. fundou a Academia Goianiense de Letras. O que
o motivou a essa iniciativa?
Eram duas lacunas para os ambientes culturais da nossa tão amada
Goiânia e do nosso tão amado movimento espírita
do Estado de Goiás. Não sou o fundador, todos nós
os escritores goianienses e espíritas somos os fundadores. Com
amigos escritores, tomamos algumas decisões.
Até onde estamos informados, a Academia Espírita de Letras
do Estado de Goiás é a primeira no gênero, tanto
no Brasil quanto no mundo. No entanto, personalidades do movimento espírita
brasileiro, como era o caso do polemista e ex-diretor da Federação
Espírita Brasileira, Luciano dos Anjos, conforme se pode inferir
de seu livro O Atalho, podem mostrar-se contrárias
a iniciativas dessa natureza. Assim, por que uma academia espírita
de letras?
Por que ainda não há uma cultura de incentivo ao escritor
espírita em nossas instituições espíritas.
Sua tese de doutoramento em Direito estudou a Lei de Ação
e Reação, de Isaac Newton, aplicada ao campo das leis.
De maneira geral, o tema newtoniano é caro ao pensamento espírita.
Houve, pois, alguma influência da cultura espírita nessa
sua escolha? Como foi a recepção no ambiente acadêmico
em que o sr. defendeu o seu trabalho?
É evidente. Devemos ser espíritas e cristãos dentro
e fora do ambiente acadêmico. No início, houve alguma resistência,
mas depois, com paciência e perseverança, as verdades universais
sempre prevalecem.
Conforme apontamos no texto inicial, o sr. possui um relação
de obras produzidas em diversas vertentes do conhecimento. Poderia nos
fazer um breve resumo de sua “linha de pesquisa”, conforme
os programas universitários gostam de definir os segmentos culturais
que se empenham em pesquisar?
A nossa linha de pesquisa está voltada ao Comportamento Humano,
ao Espiritismo e ao Direito.
Conforme apontamos no texto inicial, o sr. possui um relação
de obras produzidas em diversas vertentes do conhecimento. Poderia nos
fazer um breve resumo de sua “linha de pesquisa”, conforme
os programas universitários gostam de definir os segmentos culturais
que se empenham em pesquisar?
A nossa linha de pesquisa está voltada ao Comportamento Humano,
ao Espiritismo e ao Direito.
Fonte: entrevista enviada
por email pelo próprio Gismair Martins Teixeira
>>> clique aqui para acessar a página principal
de Notícias
>>>
clique aqui para voltar a página inicial do site
>>>
clique para ir direto para a primeira página de Artigos, Teses e Publicações