22/09/2016

Barão Luis Guldenstubbé - (1820 -
1873)
Pneumatografia
- (Do grego - pneuma - ar, sopro, vento, espírito,
e graphô, escrevo.) - Escrita direta dos Espíritos, sem
o auxílio da mão de um médium.
Apresentação da biografia:
Este grande paladino do Espiritismo foi um grande
trabalhador das primeiras horas do Espiritismo, um grande pesquisador
da alma e que teve também as suas obras queimadas na Espanha
pela Santa Inquisição no dia 9 de outubro de 1861 no conhecido
AUTO-DE-FÉ EM BARCELONA.
O Barão Luis Guldenstubbé, que deixou a vida em 27 de
maio de 1873, na sua residência, em Paris, 29 rua de Trévise,
aos 53 anos de idade, foi conhecido principalmente por suas investigações
e experiências em pneumatografia.
De origem sueca, pertencia a antiga família escandinava, de nomeada
histórica, tendo dois dos seus antepassados do mesmo nome sido
queimados vivos, em 1309, na companhia de Jaques de Molav, por ordem
do Papa Clemente IV.
O Barão passava uma vida retirada, em companhia de sua virtuosa
irmã. Sua memória é afetuosamente respeitada por
sua conduta nobre, urbana e benévola e por seus numerosos atos
de modesta caridade.
Dedicou-se mais às experiências da escrita direta, na França
onde obteve em 13 de agosto de 1856, o primeiro sucesso nessa modalidade
de comunicação espírita. Escreveu o livro intitulado
"La Réalité des Spirites et de leurs Manifestations"(1873),
Pensées d'outre-tombe (1858).
Em poucos anos de trabalhos experimentais, o Barão obteve um
número considerável de escrita direta, algumas obtidas
sem o auxílio de lápis, papel ou ardósia. Os próprios
espíritos comunicantes transportavam o material necessário
para a obtenção das mensagens.
Apresentação do tema:
O site vem agora aclarar mais um tema
de grande relevância nos meios espíritas como os médiuns
pneumatógrafos, sendo que o médium Barão Luiz Guldenstubbe
possuía esta mediunidade rara.
Pneumatografia - (Do grego - pneuma - ar,
sopro, vento, espírito, e graphô, escrevo.) - Escrita direta
dos Espíritos, sem o auxílio da mão de um médium.
Médiuns Pneumatógrafos: Dá-se este nome aos médiuns
que têm aptidão para obter a escrita direta, o que não
é possível a todos os médiuns escreventes. Esta
faculdade, até agora, se mostra muito rara.
Desenvolve-se, provavelmente, pelo exercício; mas, como dissemos,
sua utilidade prática se limita a uma comprovação
patente da intervenção de uma força oculta nas
manifestações.
Só a experiência é capaz de dar a ver a qualquer
pessoa se a possui Pode-se, portanto, experimentar, como também
se pode inquirir a respeito um Espírito protetor, pelos outros
meios de comunicação.
Conforme seja maior ou menor o poder do médium, obtêm-se
simples traços, sinais, letras, palavras, frases e mesmo páginas
inteiras. Basta de ordinário colocar uma folha de papel dobrada
num lugar qualquer, ou indicado pelo Espírito, durante dez minutos,
ou um quarto de hora, às vezes mais.
A prece e o recolhimento são condições essenciais;
é por isso que se pode considerar impossível a obtenção
de coisa alguma, numa reunião de pessoas pouco sérias,
ou não animadas de sentimentos de simpatia e benevolência.
Irmão W.
Trechos da obra:
Psicografias Pretéritas
Barão de Guldenstubbé -
William Crookes
A psicografia, ou escrita sem intervenção
ordinária do ser humano, não é nova, embora só
ultimamente houve chamado atenção. Foi familiar a todos
os investigadores do fenômeno psíquico, sendo chamado de
Escrita Direta ou Independente. Relatos de sua ocorrência são
encontrados na maioria dos trabalhos antigos e foram perfeitamente conhecidos
daqueles estudantes antigos e medievais do ocultismo cujas pesquisas
jogaram tantas luzes naquilo que agora achamos tão desconcertantes.
O relato mais marcante, de todo modo, foi feito pelo Barão Guldenstubbé,
em um livro intitulado La Realite des Esprits, et le Phenomene Merveilleux
de leur Ecriture Directe (A Realidade dos Espíritos e o Fenômeno
Maravilhoso da Escrita Direta).
O Barão deve ter sido um psíquico de grande poder, por
todos os escritos que obteve sem a ajuda de qualquer pessoa e sob condições
tais que, na maioria dos casos, obstaria a esperança de resultados
satisfatórios. É assim com experimentos desta natureza:
certas condições são requeridas para sua satisfação.
Essas condições foram, e são, muito exageradas
e mal-apresentadas, sendo popularmente suposta a escuridão como
o principal desiderato. Não é assim. Creio que cada fenômeno
- exceto tais que requerem mesmo escuridão para suas observações,
como, por exemplo, aparições fosforescentes - podem ser
produzidas em plena luz. Muito mais tempo e paciência podem ser
requeridas, mas, garantindo-as, a luz não é a barreira
final para o sucesso. É muito de se lamentar que as tentativas
mais persistentes não foram feitas para produzir esses fenômenos
à luz suficiente para a observação exata. O fato
que isso agora foi feito, com tal sucesso que eu presentemente mostro,
remove um dos impedimentos à observação no futuro.
Barão Guldenstubbé parece ter sido capaz de dispensar
as usuais condições sobre as quais a escrita é
obtida - uma sala fechada com atmosfera carregada magneticamente, luz
sutil, e uma reunião formal de pessoas pelas quais a força
necessária era envolvida. Ele obtinha seus escritos a qualquer
lugar e hora, a céu aberto, em cima de uma lápide, local
que ele especialmente gostava. Isso batia com sua idéia da fonte
da escrita, portanto facilitaria sua execução. Isto, pode-se
dizer de passagem, é mais do que requerido para se obter sucesso,
que o psíquico, através de quem a força esteja
envolvida, esteja calmo e confortável. Se ele tem alguma idéia
especial sobre a fonte do fenômeno, controvertê-lo por argumentações
é causar uma quase certa falha. Deixe-o por si mesmo, cercando-o
com o que o conduz ao conforto de mente e corpo e com liberdade de seguir
suas opiniões como o melhor meio de assegurar resultados, assim
o sucesso usualmente se alcançará.
Por isso é que, quase certamente, os melhores e mais confiáveis
fenômenos são vistos em círculos privados, onde
todos os participantes são amigos, unidos por laços de
amizade ou afeição.
Entre os lugares onde os experimentos foram feitos com sucesso estão
o Louvre, o Museu de Versailles, a Catedral de São Denis, Abadia
de Westminster, o Museu Britânico, os Cemitérios de Montparnasse,
Montmartre e Pere-la-Chaise, Bois de Bolonha e várias igrejas
e ruínas antigas na França, Alemanha, Áustria e
Inglaterra.
A lista de testemunhas, vinte e sete no total, selecionados em um enorme
rol de pessoas distintas que assistiram os experimentos do Barão,
inclui os nomes de H. Delamarre, editor de o Patrie; H. Choisselat,
editor de o Univers; Sr. Dale Owen; M. Lacordaire, irmão do grande
orador; N. de Bonochose, historiador; M. Kiorboe, um bem-conhecido pintor
sueco; o Barão von Rosenberg, embaixador alemão na corte
de Würtemberg; Príncipe Leonilde Galitzin e dois outros
representantes da nobreza de Moscou; e o rev. William Mountford, que
contribuiu com seu testemunho pessoal ao The Spiritualist de 21 de dezembro
de 1877.
Sr. Coleman, de Upper Norwood, cuja vasta experiência remonta
a seus primeiros anos, informou-me que ele também se lembra do
Sr. Dale Owen indo a Paris a fim de testemunhar esses incríveis
experimentos. Ele disse ao Sr. Coleman em detalhes da sua ida junto
com o Barão e a irmã deste, Julia, a várias capelas
em Paris, onde deitou ao chão folhas de seu próprio papel,
sem lápis ou material para escrita; retirando-se uns poucos passos,
mas nunca perdendo de vista os papéis, ele achou uma mensagem
inteligente escrita em cada folha. Sr. Coleman foi um desses curiosos
psicógrafos por si mesmo. Isso foi obtido no Palácio de
Trianon, em Versailles.
O livro é ilustrado por trinta fac-símiles de psicografias
obtidas e selecionadas das mais de dois mil espécimes em vinte
diferentes línguas e algumas delas cobrindo dezenas de páginas.
Elas foram obtidas entre os anos de 1856 e 1872. O primeiro experimento
foi feito colocando papel e lápis em uma caixa lacrada e a chave
nunca deixada na posse do Barão. Ninguém sabia do fato
que tal experimento estava em andamento. Após vinte dias, durante
os quais nenhuma marca foi feita no papel, apareceu nela certo caractere
misterioso e, durante aquele dia, dez experimentos separados deram resultados
satisfatórios. A caixa foi então deixada aberta e observada,
e os escritos foram visto crescer no papel sem uso de lápis.
A partir daí, ele abandonou o uso do lápis e obteve seu
enorme número de psicografias pelo simples processo de pôr
papéis em branco em uma mesa de sua sala, em construções
públicas, em pedestais de antigas estátuas ou nas lápides
em igrejas e cemitérios. Aparentemente pouco importava onde o
papel era posto, e isso é mais do que provável que o Barão,
pelo exercício de sua vontade, poderia obter qualquer nome em
qualquer lugar. A associação do nome e estátua
ou tumba era uma conseqüência de sua predisposição
mental.
O leitor curioso encontrará uma contagem geral desses experimentos
feitos pelo Barão no seu livro acima citado; e para mais informações
sobre esses fenômenos e outros relacionados, pode-se consultar
as obras, na lista afixada a este volume.
Fonte: Stainton Moses "Psicografia"
link
direto para a obra citada - clique aqui

Número 13 e 14 - A Escrita
direta obtida pelo Barão de Guldenstubbé
Nr.13: A escrita grega no "dialeto iônico" obtido em
uma folha de papel conforme observou, enquanto os escritos apareceram
por meios desconhecidos
Nr.14: O desenho do "Tripé Pythic do Oráculo de Delfos"
obtido durante um experimento no Louvre a 04 de novembro de 1856

Número 15 e 16 - A Escrita
direta obtida pelo Barão de Guldenstubbé
Nr.15: Sob a presença de dois amigos russos convidando as palavras:
Fé, amor, esperança, com a assinatura do poeta russo Pushkin
russo que apareceu em 20 de novembro de 1856
Nr.16: A 10 de dezembro de 1864 "escrita de espírito"
foi obtida dizendo: A moralidade é mais do que poder aquisitivo
ou um nascimento elitista

Número 23 e 24 - A Escrita
direta obtida pelo Barão de Guldenstubbé
Nr.23: Os parentes da falecida escritora que nesta carta amigável
escrita identificou a letra dela, quando este texto apareceu a 20 de
fevereiro de 1857.
Nr.24: A letra do falecido padrinho de Ludwig era tão impressionantemente
idêntico que mesmo a passar dos anos, os seus antigos amigos da
agência do governo, onde foi presidente, falaram apaixonadamente
sobre o acontecimento.

Número 26 e 27 e 28 - A
Escrita direta obtida pelo Barão de Guldenstubbé
Nr.26: Obteve o 03 de setembro, em grego a palavra "Apolônio"
no "Glyptothek" de Munique
Nr.27: Na mesma data, a palavra "Hannibal" recebeu no "Glyptothek"
Nr.28: O nome de "Livia" obtido no Louvre
Fontes: Barão de
Guldenstubbe - La re´alite´ des esprits et le phe´nome`ne
merveilleux de leur e´criture directe - Cap. Final - Explication
des e´criture directe
Fonte secundária:
http://www.noticiasespiritas.com.br/2016/SETEMBRO/17-09-2016.htm
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