20/09/2016
OMS: suicídio é responsável
por uma morte a cada 40 segundos no mundo
No Dia Mundial de Prevenção
ao Suicídio (10 de setembro), a Organização Pan-Americana
da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OMS)
alertaram para este grave problema de saúde pública responsável
por uma morte a cada 40 segundos no mundo. Segundo a organização,
poucos países incluíram a prevenção ao suicídio
entre suas prioridades de saúde e só 28 relatam possuir
uma estratégia nacional para isso.
No mundo, eles são mais numerosos
que os homicídios. Entre os 14 e 29 anos, tornaram-se o segundo
fator de mortes. Entre as causas, depressão e abuso de álcool
— mas também fim de relacionamentos e problemas financeiros
Reportagem do website da ONUBR - Nações
Unidas no Brasil

Suicídio é a segunda principal causa
de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos.
Foto: EBC
No Dia Mundial de Prevenção
ao Suicídio (10 de setembro), a Organização Pan-Americana
da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OMS)
alertaram para este grave problema de saúde pública responsável
por uma morte a cada 40 segundos no mundo.
Em comunicado, a OPAS/OMS reconheceu o suicídio
e as tentativas de suicídio como uma prioridade na agenda global
de saúde e incentivou os países a desenvolver e reforçar
estratégias de prevenção, quebrando estigmas e
tabus existentes sobre o assunto.
Segundo dados de 2012 da agência da ONU, mais
de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo,
sendo a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre
15 e 29 anos. Setenta e cinco por cento dos suicídios ocorrem
em países de baixa e média renda.
“Para cada suicídio, há muito
mais pessoas que tentam a cada ano. A tentativa prévia é
o fator de risco mais importante para o suicídio na população
em geral”, disse a organização.
A ingestão de pesticida, enforcamento e armas
de fogo estão entre os métodos mais comuns de suicídio
em nível global.
“Trata-se de um grave problema de saúde
pública; no entanto, os suicídios podem ser evitados
em tempo oportuno, com base em evidências e com intervenções
de baixo custo”, disse a OPAS/OMS.
“Embora a relação entre distúrbios suicidas
e mentais (em particular, depressão e abuso de álcool)
esteja bem estabelecida em países de alta renda, vários
suicídios ocorrem de forma impulsiva em momento de crise, com
um colapso na capacidade de lidar com os estresses da vida –
tais como problemas financeiros, términos de relacionamento
ou dores crônicas e doenças”, afirmou a agência.
Além disso, enfrentamento de conflitos, desastres,
violência, abusos ou perdas e um senso de isolamento estão
fortemente associados com o comportamento suicida.
As taxas de suicídio também são elevadas em grupos
vulneráveis que sofrem discriminação, como refugiados
e migrantes; indígenas; lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros
e intersexuais (LGBTI); e pessoas privadas de liberdade. De longe, o
fator de risco mais relevante para o suicídio é a tentativa
anterior, disse a organização.
Segundo a OPAS/OMS, os suicídios podem ser evitados
com uma série de medidas que podem ser tomadas junto à
população, subpopulação e em níveis
individuais.
Entre as medidas está a redução de acesso aos meios
utilizados; a introdução de políticas para reduzir
o uso nocivo do álcool; identificação precoce,
tratamento e cuidados de pessoas com transtornos mentais ou por uso
de substâncias, dores crônicas e estresse emocional agudo;
entre outras.
“O suicídio é uma questão
complexa e, por isso, os esforços de prevenção
necessitam de coordenação e colaboração
entre os múltiplos setores da sociedade, incluindo saúde,
educação, trabalho, agricultura, negócios, justiça,
lei, defesa, política e mídia”, disse a organização.
O estigma, particularmente em torno de transtornos mentais
e suicídio, faz com que muitas pessoas que estão pensando
em tirar suas próprias vidas ou que já tentaram suicídio
não procurem ajuda e, por isso, não recebam o auxílio
que necessitam, disse a OPAS/OMS.
“A prevenção não tem sido
tratada de forma adequada devido à falta de consciência
do suicídio como um grave problema de saúde pública.
Em diversas sociedades, o tema é um tabu e, por isso, não
é discutido abertamente”, salientou.
Até o momento, apenas alguns países incluíram
a prevenção ao suicídio entre suas prioridades
de saúde e só 28 países relatam possuir uma estratégia
nacional para isso. Sensibilizar a comunidade e quebrar o tabu são
ações importantes aos países para alcançar
progressos na prevenção do suicídio, disse a organização.
Fonte: https://nacoesunidas.org/oms-suicidio-e-responsavel-por-uma-morte-a-cada-40-segundos-no-mundo/
* leiam mais:
Texto do website da Organização Pan-Americana
de Saúde
Grave problema de saúde pública,
suicídio é responsável por uma morte a cada 40
segundos no mundo
O dia 10 de setembro é marcado pelo Dia Mundial
de Prevenção ao Suicídio, grave problema de saúde
pública responsável por uma morte a cada 40 segundos.
A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização
Mundial da Saúde (OPAS/OMS) reconhece o suicídio e as
tentativas de suicídio como uma prioridade na agenda global de
saúde e incentiva os países a desenvolverem e reforçarem
suas estratégias de prevenção com uma abordagem
multisetorial, quebrando os estigmas e tabus que existem sobre o assunto.
Confira mais informações sobre o tema.
Principais fatos
• Mais de 800.000 pessoas morrem por suicídio
todos os anos.
• Para cada suicídio, há muito
mais pessoas que tentam o suicídio a cada ano. A tentativa
prévia é o fator de risco mais importante para o suicídio
na população em geral.
• O suicídio é a segunda principal
causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos.
• 75% dos suicídios no mundo ocorrem
em países de baixa e média renda.
• Ingestão de pesticida, enforcamento
e armas de fogo estão entre os métodos mais comuns de
suicídio em nível global.
Introdução
A cada ano, mais de 800 mil pessoas tiram a própria
vida e um número ainda maior de indivíduos tenta suicídio.
Cada suicídio é uma tragédia que afeta famílias,
comunidades e países inteiros e tem efeitos duradouros sobre
as pessoas deixadas para trás. O suicídio ocorre durante
todo o curso de vida e foi a segunda principal causa de morte entre
jovens de 15 a 29 anos em todo o mundo no ano de 2012.
O suicídio não ocorre apenas em países
de alta renda, sendo um fenômeno em todas as regiões do
mundo. De fato, 75% dos suicídios ocorreram em países
de baixa e média renda em 2012. Trata-se de um grave problema
de saúde pública; no entanto, os suicídios podem
ser evitados em tempo oportuno, com base em evidências e com intervenções
de baixo custo. Para uma efetiva prevenção, as respostas
nacionais necessitam de uma ampla estratégia multisetorial.
Quem está sob risco?
Embora a relação entre distúrbios
suicidas e mentais (em particular, depressão e abuso de álcool)
esteja bem estabelecida em países de alta renda, vários
suicídios ocorrem de forma impulsiva em momento de crise, com
um colapso na capacidade de lidar com os estresses da vida – tais
como problemas financeiros, términos de relacionamento ou dores
crônicas e doenças.
Além disso, o enfrentamento de conflitos, desastres,
violência, abusos ou perdas e um senso de isolamento estão
fortemente associados com o comportamento suicida. As taxas de suicídio
também são elevadas em grupos vulneráveis que sofrem
discriminação, como refugiados e migrantes; indígenas;
lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais
(LGBTI); e pessoas privadas de liberdade. De longe, o fator de risco
mais relevante para o suicídio é a tentativa anterior.
Métodos de suicídio
Estima-se que cerca de 30% dos suicídios globais
acontecem por auto-envenenamento com pesticidas, dos quais a maioria
ocorre em zonas rurais de países com baixa e média renda.
Outros métodos recorrentes são enforcamento e uso de armas
de fogo.
O conhecimento dos métodos de suicídio
mais utilizados é importante para a elaboração
de estratégias de prevenção que têm se mostrado
eficazes, como a restrição de acesso aos meios de suicídio.
Prevenção e controle
Suicídios são evitáveis. Há
uma série de medidas que podem ser tomadas junto à população,
subpopulação e em níveis individuais para prevenir
o suicídio e suas tentativas, incluindo:
• Redução de acesso aos meios
utilizados (por exemplo, pesticidas, armas de fogo e certas medicações);
• Cobertura responsável pelos meios de
comunicação;
• Introdução de políticas
para reduzir o uso nocivo do álcool;
• Identificação precoce, tratamento
e cuidados de pessoas com transtornos mentais ou por uso de substâncias,
dores crônicas e estresse emocional agudo;
• Formação de trabalhadores não
especializados em avaliação e gerenciamento de comportamentos
suicidas;
• Acompanhamento de pessoas que tentaram suicídio
e prestação de apoio comunitário.
O suicídio é uma questão complexa
e, por isso, os esforços de prevenção necessitam
de coordenação e colaboração entre os múltiplos
setores da sociedade, incluindo saúde, educação,
trabalho, agricultura, negócios, justiça, lei, defesa,
política e mídia. Esses esforços devem ser abrangentes
e integrados, pois apenas uma abordagem não pode impactar em
um tema tão complexo quanto o suicídio.
Desafios e obstáculos
Estigma e tabu
O estigma, particularmente em torno de transtornos mentais
e suicídio, faz com que muitas pessoas que estão pensando
em tirar suas próprias vidas ou que já tentaram suicídio
não procurem ajuda e, por isso, não recebam o auxílio
que necessitam. A prevenção não tem sido tratada
de forma adequada devido à falta de consciência do suicídio
como um grave problema de saúde pública. Em diversas sociedades,
o tema é um tabu e, por isso, não é discutido abertamente.
Até o momento, apenas alguns países incluíram a
prevenção ao suicídio entre suas prioridades de
saúde e só 28 países relatam possuir uma estratégia
nacional para isso.
Sensibilizar a comunidade e quebrar o tabu são
ações importantes aos países para alcançar
progressos na prevenção do suicídio.
Qualidade dos dados
Em todo o mundo, a disponibilidade e a qualidade dos
dados sobre suicídio e tentativas de suicídio são
baixas. Apenas 60 Estados-Membros possuem registros vitais de boa qualidade
que podem ser usados diretamente para estimar taxas de suicídio.
Esse problema de dados sobre mortalidade de baixa qualidade não
é exclusivo ao suicídio, mas dada a sensibilidade do assunto
– e a ilegalidade do comportamento sucedida em alguns países
– é provável que a subnotificação
e a má classificação sejam maiores problemas para
o suicídio do que para a maioria das outras causas de morte.
A melhoria na vigilância e monitoramento do suicídio
e das tentativas de suicídio é necessária para
efetivas estratégias de prevenção. Diferenças
entre os países nos padrões de suicídio e as mudanças
nas taxas, características e métodos destacam a necessidade
de cada país melhorar a abrangência, a qualidade e a resposta
precoce de suas taxas relacionadas ao suicídio. Isso inclui o
registro vital do suicídio, registros hospitalares de tentativas
de suicídio e inquéritos nacionalmente representativos
que coletem informações das tentativas de suicídio
auto relatadas.
Resposta da OMS
A OMS reconhece o suicídio como uma prioridade
de saúde pública. O primeiro relatório sobre suicídio
no mundo da OMS “Prevenção do suicídio:
um imperativo global”, publicado em 2014, tem
como objetivo conscientizar sobre a importância do suicídio
e das tentativas de suicídio para a saúde pública
e fazer da prevenção uma alta prioridade na agenda global
de saúde pública. O documento também incentiva
e apoia os países a desenvolverem ou reforçarem estratégias
de prevenção ao suicídio em uma abordagem de saúde
pública multisetorial.
O suicídio é uma das condições
prioritárias do “Mental Health Gap Action Programme (mhGAP)”
(programa de saúde mental da OMS), que fornece aos países
orientação técnica baseada em evidências
para ampliar a prestação de serviços e cuidados
para transtornos mentais e de uso de substâncias. No Plano de
Ação de Saúde Mental 2013-2020, os Estados-Membros
da OMS se comprometeram a trabalhar o objetivo global de reduzir as
taxas de suicídios dos países em 10% até 2020.
Fonte: http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5221:grave-problema-de-saude-publica-suicidio-e-responsavel-por-uma-morte-a-cada-40-segundos-no-mundo&catid=845:noticias&Itemid=839
Leiam também de André Trigueiro:
->
Está na hora de romper o silêncio sobre o suicídio
>>> clique aqui para acessar a página principal
de Notícias
>>>
clique aqui para voltar a página inicial do site
>>>
clique para ir direto para a primeira página de Artigos, Teses e Publicações