15/09/2016
“Trabalhar pelo próximo é
o que nos ensina a viver a vida, a compreendê-la e amá-la”

O presidente do IDE – Instituto
de Difusão Espírita concedeu entrevista sobre seu trabalho
de divulgação espírita por meio do livro ao Portal
Eletrônico "O Consolador"
Wilson Frungilo Júnior (foto),
espírita desde 1974, é natural de Araras (SP), onde reside.
Formado em Ciências Físicas e Biológicas, bancário
aposentado, é presidente do IDE – Instituto de Difusão
Espírita. Autor de vários livros, ele fala na presente
entrevista sobre sua experiência com a difusão espírita
pelo livro e seu trabalho à frente da conhecida editora.
Como se tornou espírita?
Foi muito simples. Na verdade, isso se deu quando li, em 1974, uma das
obras do Espírito André Luiz, psicografada por Francisco
Cândido Xavier: E a Vida Continua..., a mim emprestada
pelo espírita e colega de trabalho Francisco Sanches Lopes, a
quem sou eternamente grato pelas primeiras e elucidativas explicações
sobre a Doutrina Espírita.
Como se deu seu envolvimento com o IDE?
Foi nesse mesmo ano, após ler mais algumas obras e ter sido convidado
a assistir às aulas sobre Espiritismo ministradas pelo meu grande
amigo e mestre Edmundo Eugênio Archelós Blasco, hoje vice-presidente
do IDE.
Quando o IDE foi fundado? E por quem?
O IDE foi fundado no ano de 1963 por um grupo de espíritas que
desde 1958 realizava reuniões de estudo, distribuía sopa
aos pobres, e possuía um albergue noturno para migrantes ou itinerantes.
Nesse mesmo ano (1963) Chico Xavier sugeriu a esse grupo que lançasse
um Anuário Espírita com vistas a noticiar os acontecimentos
espíritas mais marcantes do ano, bem como artigos, mensagens
e outras matérias relativas à Doutrina Espírita.
Inclusive as denominações Anuário Espírita
e Instituto de Difusão Espírita (IDE) também foram
sugestões de Chico. E, com o passar do tempo, o querido médium
começou a enviar material psicografado para que o IDE os editasse
em forma de livros, contando hoje com mais de setenta títulos
de Chico Xavier.
O IDE mantém também atividades típicas
de um centro espírita na cidade?
Sim. Possui o Centro Espírita, que oferece auxílio material
aos mais necessitados, através de alimentação,
albergue noturno, tratamento médico, dentário, psicológico,
farmacêutico, doação de fraldas geriátricas
e infantis, curso para gestantes, com distribuição de
enxovais, leite em pó para as crianças, além do
atendimento fraterno, espiritual, cursos sobre a Doutrina Espírita,
passes e reuniões mediúnicas. Todos esses trabalhos contam
com o auxílio de mais de uma centena de voluntários e
de doações materiais.
No trabalho editorial, quais as principais dificuldades?
Costumamos dizer que as dificuldades existem em todos os trabalhos pertinentes
ao ser humano e que devemos encará-las como oportunidades de
aprendizado e aprimoramento. No caso em questão, referente ao
trabalho editorial, a dificuldade maior provém do fato de primarmos
pela distribuição das obras de Kardec, mais notadamente
O Evangelho segundo o Espiritismo e O Livro dos Espíritos
(edições econômicas), através de um preço
baixíssimo, a fim de que essas obras cheguem mais facilmente
ao leitor sem recursos, ou sejam adquiridas para serem doadas. Na verdade,
essas obras, tão baratas, dependem da venda de outros livros
do IDE (romances, estudos, mensagens, cartas etc.), que as subsidiam
financeiramente. E aproveitamos a oportunidade desta entrevista para
falar sobre antiga campanha que lançamos há tempos e que
se intitulava “Sua chance de retribuir”.
Ela assim exortava:
Retribua toda a felicidade que a Doutrina
Espírita tem lhe proporcionado, divulgando-a por meio de O
Evangelho segundo o Espiritismo. Para tanto, distribua-o
a pessoas que sabe necessitadas ou, simplesmente, “esqueça-os”
em locais de grande acesso, tais como: hospitais, hotéis,
cinemas, ônibus, consultórios, ou onde sua intuição
lhe indicar. E pode ter plena certeza de que o Plano Espiritual saberá
como utilizar essa sublime ferramenta.
Ainda há muita gente que faz esse
anônimo e silencioso trabalho.
De sua experiência espírita, qual o fato mais marcante
que gostaria de compartilhar com nossos leitores?
O que posso dizer é que o trabalho na seara espírita,
mais precisamente neste em que presto minha colaboração,
que é o da divulgação da doutrina, através
dos livros, é marcado constantemente por acontecimentos surpreendentes
e, até mesmo, deslumbrantes, no que tange ao auxílio que
os Espíritos nos prestam a todo instante, sem o qual seria muito
difícil levar adiante tão importante empreitada. São
inspirações ou “coincidências” que chegam
a nos deixar perplexos e cada vez mais confiantes nos trabalhadores
do espaço.
E na presidência do IDE, o que gostaria de destacar?
Somente posso destacar o trabalho de todos os voluntários e funcionários
da instituição, grandes amigos, que são os responsáveis
pelo bom andamento do meu encargo, frente a esta casa espírita.
Algo mais que gostaria de relatar aos leitores?
Apenas reforçar o que todos já sabem: que o trabalho no
bem do próximo é a tarefa que nos ensina verdadeiramente
a viver a vida, a compreendê-la e amá-la.
Suas palavras finais.
Meus agradecimentos pela bondosa oportunidade de poder falar um pouco
a respeito desta instituição, da qual tenho a felicidade
de participar.
Fonte: http://www.oconsolador.com.br/ano10/480/entrevista.html
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