25/06/2016
Richard Simonetti, autor com mais
de dois milhões de exemplares vendidos no Brasil e diversos títulos
traduzidos para mais de oito línguas lança sua 60º
obra, Amor de Provação, pela Editora CEAC.
Richard explora o mais espinhoso dos temas, o amor
proibido, em moderna versão de Romeu e Julieta, adaptado ao nosso
tempo através do reencontro de almas afins em diferentes compromissos
cármicos. Partindo de um triângulo amoroso, Amor
de Provação é uma história
que convida o leitor a refletir sobre as origens e desafios do chamado
amor proibido e outras nuances como o amor platônico, frustrado,
obsessivo, infiel, os tormentos do amor. Reportando-se aos postulados
da Doutrina Espírita, a obra esclarece porque situações
dessa natureza penalizam os apaixonados e, principalmente, como lidar
com elas sem perder a serenidade nem a capacidade de ser feliz.

Leiam abaixo entrevista com o autor,
por ocasião do lançamento
01 – O que significa o “Amor de Provação”,
título de seu 60º livro, publicado pela Editora Ceac?
A ideia foi resumir o romance no título, falando de um casal
submetido à provação de sentir intenso amor, impossível
de ser realizado, em virtude de seus compromissos cármicos.
02 – Qual a origem de um amor de provação?
Geralmente nos desvios do passado. Digamos que em vida anterior, para
ficarem juntos, amantes comprometeram-se em desatinos variados, tipo
abandonar cônjuge e filhos, mentir, trair, cometer crimes…
A experiência tem função educativa, com o princípio
de que não podemos construir nossa felicidade em cima da infelicidade
alheia.
03 – É comum uma situação dessa natureza?
A provação de não poder consumar uma ligação
amorosa?
Acontece com frequência. Na história de muitas pessoas
há, não raro, o drama de um amor não realizado.
Amam-se muito, mas por circunstâncias alheias à sua vontade,
não podem ficar juntas. Há sempre algo do passado na origem
dessas situações.
04 – A Doutrina Espírita nos fala que o Espírito
encarnado pode estar em provação ou expiação.
Qual a diferença entre essas duas situações?
No amor de provação, seria a impossibilidade de realizar
uma união entre almas afins, em virtude da escolha de ambos,
objetivando resgate do passado. Num amor de expiação seria
essa mesma situação imposta pela justiça divina,
contrariando a vontade do casal.
05 – Ao que parece, o amor de expiação seria
mais complicado?
Sim, porque é menos problemático cumprir o que planejamos
do que cumprir o que planejam para nós. Geralmente é num
amor de expiação, que vemos alguém deixar um casamento
para ficar com o ser amado.
06 – Dizem que quando alguém encontra sua alma
gêmea, o Espírito ao qual está ligado há
milênios, nos domínios do amor, a atração
é irresistível. A pessoa abandona tudo para ficar com
a alma gêmea…
Em primeiro lugar é preciso lembrar, que almas gêmeas,
no sentido que se atribui ao vocábulo, Espíritos criados
juntos que devam unir-se para sempre, não existem. Não
somos criados aos pares, nem precisamos estar unidos a alguém
para nos realizarmos como filhos de Deus. Quanto à atração
irresistível, é apenas uma maneira de justificar o delito
do adultério. Nenhum sentimento vicioso ou desajustado será
irresistível para aquele que cumpre o orai e vigiai recomendado
por Jesus.
07 – Qual a diferença entre o amor e a paixão?
A paixão situa-se no domínio dos instintos, procura apenas
a autoafirmação, o prazer a qualquer preço, sem
perspectivas além da hora presente, sem intenções
mais sérias. O amor, pelo contrário, situa-se nos domínios
do sentimento, realiza-se com o bem que possa oferecer ao ser amado.
Exemplo maior está no amor de mãe que tem no bem do filho,
“espelho em que se mira admirada, luz que lhe põe nos olhos
novo brilho”, como ressalta Coelho Neto.
08 – Pode o amor converter-se em paixão?
Sim, com frequência, quando aquele que ama envolve-se com a fantasia,
pensamento voltado para a sensualidade, o prazer sexual. O anseio de
comunhão das almas pode ser substituído aqui pelo anseio
de comunhão dos corpos. É o instinto falando alto. O adultério
é eminentemente originário da paixão.
Fonte: http://www.noticiasespiritas.com.br/2016/JUNHO/21-06-2016.htm
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