13/06/2016
por Diana Burgos
Tradução adaptada de Maria Helena Marcon
Fotos: Katherine Del Toro

Nasci da poeira das estrelas.
Minha vida é uma canção de eternidade, que
vai de experiência em experiência, cantando a glória
do viver.
Diante de mim, há uma emoção que me fala
das existências passadas e das glórias do amanhã.
Assim iniciou Divaldo a Conferência
A busca da paz interior, no dia 4 de junho, no XVI Congresso Espírita
Colombiano, fazendo referência à obra do dr. Miguel Ruiz,
Os quatro compromissos, no qual é apresentado o caminho
para se encontrar a verdadeira felicidade:
1. Seja impecável com suas palavras:
a palavra é a música universal. Ela transforma as ondas
vibratórias dos pensamentos em emoções verbais,
demonstrando o estado de evolução de cada indivíduo.
2. Não faça suposições: se deseja a plenitude,
nas conversações, não tire conclusões,
de forma precipitada, do que o outro pensa… Desarme-se do rancor,
dos sentimentos negativos, do ódio, de suposições
destrutivas.
3. Não receba nada como pessoal. Se a pessoa não tem
valor moral para dizer o que pensa e se aproveita da sua ausência
para falar, impedindo-lhe o direito de defesa, essa pessoa não
merece respeito e a falsa imputação não deve
ser considerada.
4. Faça muito bem o que fizer. Não se satisfaça
em fazer qualquer coisa simplesmente por fazer. Faça de uma
forma profunda, significativa, dando o melhor de si e não permitindo
que ninguém suspeite de seu caráter.
O Espírito Joanna de Ângelis ensina: Não permita
que alguém se afaste sem que leve algo de bom dos minutos passados
com você.
Tudo isso evoca o Mártir da Cruz,
o homem extraordinário que veio à Terra para conduzir
a criatura humana pelos caminhos da imortalidade, uma vida impecável.
Leon Tolstói, o notável escritor russo de Guerra e
Paz, nos brindou com obras fascinantes, que nos penetram a alma
como um punhal, rompendo a ignorância. Conde, aristocrata da Rússia,
renuncia a tudo, quando Jesus o alcança com sentimento de profunda
ternura, como jamais encontrara na religião ortodoxa a que se
vinculava.
Para poder penetrar na alma da doutrina cristã, para poder ler
as anotações iniciais, ele foi estudar grego. Tudo para
melhor entender o significado do verbo Amar. E escreveu o livro O
reino de Deus está em vós, o que significa que não
está fora, não é algo que tenhamos que conquistar,
saindo do nosso eu profundo para alcançar o exterior, por meio
de rituais. Nada, senão o ritual do amor.
Exerceu grande influência sobre Martin Luther King e Gandhi. Esse,
depois de ler a sua obra, se transforma no Mahatma, o grande condutor
das massas, o exemplo da não violência, que afirmava:
Não existe um caminho para
a paz. A paz é o caminho.
Divaldo cita como exemplos do amor e da
paz Madre Teresa de Calcutá, o Papa Francisco, Francisco de Assis,
Francisco Cândido Xavier, esse líder da literatura nacional
e internacional, com obras traduzidas para dezoito idiomas.
Fala, com emoção, de sua experiência de 68 anos,
ao lado do dedicado companheiro da Mansão do Caminho, Nilson
de Sousa Pereira, que confessava ter dificuldades para amar a Jesus.
Divaldo narra a história de Joana de Cusa, que foi queimada,
no circo romano, ao lado do filho, que lhe pedia para negar a Jesus,
a fim de não morrer. Nilson, naquela vida, era esse filho de
Joana de Cusa. Estando em Roma, no local do holocausto, Nilson reconhece
seu amor a Jesus. Teve uma vida de abnegação, atendendo
aos órfãos e aos pais que não têm filhos.
Pela psicofonia de Divaldo, em sua primeira comunicação
mediúnica, disse:
Nunca te entristeças. Tu conheces
Jesus e quem O conhece, não tem razão para se entristecer.
Quero te pedir, amigo querido, que nunca caias em depressão
ou tristeza, diante das lutas iluminativas da vida. Guarda a certeza
de que os que te amamos, os guias e teu amigo e irmão, estaremos
ao teu lado.
Luta contra as tuas imperfeições, busca o autoconhecimento
e te faças hoje melhor do que ontem e amanhã melhor
do que hoje. Estou te esperando.
Confessa Divaldo que, ao escutar a mensagem gravada, não
pôde sopitar as lágrimas de gratidão por esta doutrina
científica, esta filosofia do amor, esta doutrina ética,
com que a Divindade o presenteia, nesta existência longa e profundamente
pacífica e pacificadora.
E conclui: assim, se desejais a paz, mantende a paz íntima. Se
desejais conquistar o mundo, conquistai a vós mesmos. Se tendes
necessidade de vitórias contra as imperfeições,
lembrai que os verdadeiros heróis vencem a si mesmos e ninguém
lhes conhece as dificuldades do coração.
Estamos convidados para um mundo novo. É preciso que não
reajamos contra os que não nos querem bem, que não reajamos
ao mal e que tudo façamos para conquistar o bem.
Criemos a nossa paz, vivamos a não violência, mesmo vivendo
num mundo violento porque somos trabalhadores da Seara do Mestre Jesus.
Fonte: http://www.noticiasespiritas.com.br/2016/JUNHO/13-06-2016.htm
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