08/02/2016
..."Depois que entendeu
o significado de amar, do que é ter por meta servir, ser
alguém que a outrem ajude, ter o poder de estender bênçãos,
ter uma vida dedicada a construção de sorrisos, de
como é extraordinário preencher o lado existencial.
E onde ele está, há paz, onde ele passa deixa a esperança,
quando abre a boca ensina, quando é perseguido perdoa”...
Foi assim que o médium e orador
espírita Divaldo Pereira Franco, descreveu Tolstói, na
palestra de ontem no Centro Espírita Caminho da Redenção.
( 02/02/2016)
Texto e foto: Maria Rachel Coelho

Divaldo, fez uma reflexão acerca do momento em que estamos
vivendo. Dias de intranqüilidades e falta de perspectivas. Fez
uma retrospectiva, relembrando o nazismo de Hitler, e como um austríaco
e portador de várias deficiências físicas, que para
o partido eram incompatíveis com o conceito de raça superior
poderia ser o responsável pela “seleção étnica
do biótipo humano”. Recordou que Ravenscroft , no livro
A Lança do Destino, apresentou Hitler como alguém
que não era moralmente correto e que vivera vários insucessos
nos relacionamentos humanos.
Mas periodicamente a humanidade passa por esses períodos. Lamentáveis,
porque a guerra é uma anomalia, é um estágio primitivo
da evolução. Citou a terrível e cruel Guerra do
Vietnã onde usaram o napalm, uma espécie de arma incendiária,
lança-chamas de efeitos tão perversos que foi proibido
seu uso pela Convenção de Genebra, arrasou florestas inteiras
para abrir clareiras para a aterrissagem de aeronaves.
E agora entramos num período de outros desafios, da tecnologia,
da ciência avançada que atingiram o seu clímax.
Mas alertou: estamos tão ligados ao mundo virtual que não
temos mais tempo de estudarmos a nós mesmos. E não podemos
esquecer a nossa auto iluminação. O ideal é adicionarmos
o conhecimento tecnológico com nossa saúde moral, a saúde
de comportamento. Porque o que temos hoje são pessoas que administram
grandes empresas mas não se administram a si mesmas. Daí
aparecem os vazios existenciais.
Indivíduos com corpos perfeitos e fascinantes sem qualquer conteúdo
de conhecimento, sem ideal, sem nada, vazios, só pensam no mais
dinheiro e são objetos de uso e de consumo. Temos que reaprender
a conversar porque a beleza muda e não se mantém se não
a moldarmos com outros valores. Por isso buscamos alguém que
nos complete mas quando dois vazios se encontram não se preenchem,
ficam isolados. São dois vazios acompanhados, pela ausência
de valores. Daí as uniões se desfazem, as pessoas não
sabem conversar, só sabem discutir, censurar. E a conseqüência
direta disso é a procura de outras soluções, surgindo,
então, os abandonos, a desventura, a orfandade. E torna-se necessária
a fé religiosa, que vem preencher esse grande vazio.
O Conferencista, citou Liev Nicolaevitch Tolstói,
e como é fascinante sua conversão. Tolstoi atormentado
com questões sobre o sentido da vida deixou-se guiar pelo exemplo
da vida simples dos camponeses, a qual se adequou perfeitamente. O escritor
recusou a autoridade de qualquer governo organizado e de qualquer igreja.
Fez críticas ao direito à propriedade privada e pregou
a não-violência. Buscou uma vida simples e próxima
à natureza. Difundiu suas idéias em panfletos, ensaios
e peças teatrais, a criticar a sociedade e o intelectualismo
estéril a tal ponto que influenciou um importante admirador:
Mahatma Gandhi.
E nós estamos vivendo um momento bem peculiar.
Divaldo contou a todos que na reunião mediúnica do dia
anterior, segunda-feira, dia 1º de fevereiro, uma benfeitora que
fazia anos não escrevia, trouxe-nos uma mensagem, Aura Celeste,
pseudônimo de Adelaide Augusta Câmara, que foi uma médium,
poeta, conferencista, contista e educadora brasileira. Que no mundo
espiritual começou a comunicar-se através de Chico Xavier.
O orador, então, leu toda a mensagem que se direcionou para todos
aqueles que estão destituídos de um sentido na vida, ou
por terem algum problema de infância, a criança doente,
a criança enferma; ou ainda aqueles desanimados; depressivos,
que carinhosamente resumimos: nunca desistir da vida; nunca dizer-se
cansado e que a existência perdeu seu sentido antes da data; nunca
se deixar levar pela depressão; nunca perder a arte de sorrir;
romper a carapaça da amargura e jamais permitir a autocompaixão.
Sair da concha do ego para o espaço do infinito amor, pensando
sempre nas lutas vitoriosas que já alcançamos nessa existência,
pois sempre há ocasião de sorrisos, e de lágrimas
também. Que contemplemos, por instantes, as sequóias norte
americanas como túneis e estradas gigantes. Também podemos
fazer como elas, para que as dificuldades passem por dentro de nós,
sem nos afetar.
Há beleza em tudo e em toda parte esperando ser contemplada.
E quando não conseguir despertar, lembrem de Jesus que vos espera
e conta contigo para construir um mundo melhor. Não desista nunca.
Torna-te um sonhador. Uma reencarnação é uma semente
de amor.
O Mestre e embaixador mundial da Paz encerrou a reunião ensinando-nos
que cada dia que nós existimos reencarnados e atravessamos é
um dia de vitória em nosso mapa da evolução. Não
devemos ter culpas, conscientes ou inconscientes e que o espírito
de Joanna De Ângelis trabalha para que não a tenhamos.
Ninguém é culpado no sentido espiritual, no texto legal
sim e as penas e as responsabilidades já estão estabelecidas.
A pessoa não é culpada mesmo quando faz propositalmente
porque houve um desvio de conduta mental. Porque a conduta mental correta
é a ação dirigida. Mas se a pessoa inveja, deseja
o mal dos outros, perturba, atravessa situações dolorosas.
E deu, como exemplo, a foto postada da cinegrafista que colocou o pé
na frente do sírio que tentava escapar da polícia com
sua filha no colo. A foto, que era para ser a desgraça daquele
homem foi sua salvação, a representação
diplomática da Espanha ofereceu-lhe um lugar em Barcelona. Ela
agora está desajustada e ele está com sua família.
Há muitas pessoas “ponte” no sentido de estenderem
a mão para socorrerem-se umas as outras.
Então, concluiu, Divaldo Franco, que não precisou entender
o significado de amar, já nasceu amando (grifo meu): ...”
busquemos o sentido, coloquemos em nossas vidas objetivos. Nós
podemos ser a semente. A semente da sequóia. Não é
importante que já sejamos a sequóia, basta que sejamos
a semente, com os valores básicos para desenvolvermos a planta.
E é necessário aprendermos a olhar, porque muitos vêem
e não percebem o que tem em volta, e quanta beleza estão
perdendo!
Fonte: http://www.noticiasespiritas.com.br/2016/FEVEREIRO/08-02-2016.htm
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