15/01/2016
Reportagem da revista Galileu
Caso vem chamando atenção da imprensa
mundial: professor de Harvard ficou em coma e diz que, mesmo com o cérebro
desligado e quase sem chances de sobrevivência, passou esse tempo
em um reino espiritual

Eben diz que, no Paraíso, não existe
o conceito de braços, pernas, ver, ouvir:
tudo está entrelaçado e acontece ao mesmo tempo - Crédito:
Reprodução
Um neurocirurgião professor de Harvard é o tipo de pessoa
que se leva a sério. Não precisa concordar e nem acreditar,
mas, se você tem juízo, vai ouvir o que ele tem pra falar.
Pois é. O Dr. Eben Alexander tem muito que falar e quer que todo
mundo ouça. Ele quer que a ciência entenda que o Paraíso
existe. Mas ele é um acadêmico de Harvard, ele não
brinca em serviço, ele merece crédito. Ele não
acha que o Paraíso existe porque quer atenção,
ele sabe que o Paraíso existe porque viveu uma semana lá.
Tudo começou quando Eben acordou com dor de cabeça
em uma manhã de 2008. Não suportando a dor, foi levado
ao hospital. Chegando lá, foi diagnosticado com um surto de meningite
bacteriana –algo muito raro e que costuma atingir apenas recém-nascidos.
A bactéria havia entrado em seu fluido cérebro-espinhal.
A dor que ele sentia era da bactéria comendo seu cérebro
e do seu córtex sendo desligado.
Eben chegou ao hospital com poucas chances de ter alguma
sobrevivência que fosse além do estado vegetativo. Com
o passar do tempo, essa estatística caiu pra praticamente zero.
Uma semana depois, quando os médicos já debatiam se continuavam
ou interrompiam o tratamento, ele abriu os olhos. Totalmente consciente
e com uma certeza: passara os últimos dias no Paraíso.
A descrição do neurocirurgião é
tão rica, tão cheia de detalhes que realmente leva a crer
que ele não está inventando nada disso. Tanto que ele
foi capa da revista americana Newsweek e está lançando
um livro, que já chegou às lojas americanas. Um acadêmico
sério, um professor com respeitada carreira em Harvard, um médico
especialista em cérebro...qualquer uma dessas pessoas falando
de coisas como experiência pós-morte e reino espiritual
chamaria atenção. Um ser humano que reúne as 3
características se importar em escrever um livro inteiro sobre
o tema é suficiente para fazer o mundo virar a cabeça
lentamente e se perguntar “Será que...?”
Se você já leu algum relato de viagem de
ácido ou cogumelos, vai achar o Paraíso um lugar familiar.
Eben diz que estava em cima de nuvens rosadas que contrastavam com um
céu azul escuro. Acima dele, seres transparentes (nem anjos,
nem pássaros, uma forma superior, segundo ele) cruzavam o céu.
Ele sentia como se estivesse naquele lugar há muito tempo e não
tinha nenhuma memória de sua vida aqui na Terra. A sinestesia
imperava: sons são sentidos pela pele “como uma chuva
que você sente mas não te molha”. O médico
ficou o tempo todo acompanhado de uma mulher de olhos azuis que não
falava nada, e nem precisava: “Se ela te olhasse daquele jeito
por 5 segundos, sua vida inteira até aquele momento já
teria valido a pena.” As cores de tudo à sua volta
tinham um aspecto “avassalador e super vívido”
– ele ficou um tempo com a mulher em cima de uma asa de borboleta,
enquanto outras incontáveis borboletas voavam em volta deles.
O olhar arrebatador da mulher não era de amizade,
nem de sedução ou amor: era algo muito além, muito
acima e inédito para olhos mundanos – expressão
bastante recorrente em seu relato. Sem falar nada, ela disse pra ele:
- “Você é amado e querido para
sempre”
- “Você não tem nada para temer”
- “Não tem nada que você pode fazer
de errado”
E depois ainda emendou “Iremos mostrar muita coisa pra você
aqui. Mas, eventualmente você vai voltar”. Tudo isso
apenas olhando para Eben, que se perguntava “Voltar praonde?”.
As respostas para suas perguntas existencialistas vinham “como
uma explosão de cor, luz, amor e beleza que explodia em mim como
uma onda quebrando”.
No final do seu relato, Eben deixa claro que sua
estada no paraíso lhe pareceu mais real do que qualquer outra
coisa que tenha acontecido com ele durante sua vida – casamento
e nascimento de filhos incluso. Evidente que o relato de Eben não
está acima de qualquer suspeita, mesmo que ele tenha passado
por tudo isso, não há como garantir que esse lugar é
real: todos nó sabemos quanto um sonho pode parecer real, mais
até que a própria realidade, em alguns momentos. A diferença
é que estamos falando de alguém que sempre teve todos
os motivos do mundo para ser cético. É a ciência,
mais uma vez, se confrontando com as imprecisões da mente e da
alma humana
Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI321174-17770,00-NEUROCIRURGIAO+ESCREVE+LIVRO+SOBRE+SUA+EXPERIENCIA+DE+QUASE+MORTE+E+GARANTE.html
>>> clique aqui para acessar a página principal
de Notícias
>>>
clique aqui para voltar a página inicial do site
>>>
clique para ir direto para a primeira página de Artigos, Teses e Publicações