15/01/2016
Divaldo Franco, VI Congresso Espírita Paraibano
- 10/01/2016
Fotos e texto: Maria Rachel Coelho
Encerrando o VI Congresso Espírita Paraibano em João Pessoa,
na Paraíba que se realizou dos dia 8 a 10 de janeiro de 2016
o médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco proferiu,
na manhã de domingo, dia 10/01/2016, o seminário O
Despertar do Espírito, no Teatro A Pedra do Reino, para
mais de duas mil pessoas presentes e 35 mil que acompanharam pela internet
que transmitiu, ao vivo, pela TV da FEB.

O seminário foi
realizado em dois módulos e um intervalo.
Divaldo citou a obra "O Cavaleiro
da Armadura Enferrujada", de autoria de Robert Fisher, e sugeriu
a todos uma “viagem” interior, em busca da nossa realidade.
Referindo-se à alguns conceitos da Psicologia Analítica
de Carl Gustav Jung, que confrontou-se com os grandes conflitos da criatura
humana como: o inconsciente coletivo e o individual, os arquétipos,
que toda a criatura humana tem: o ego e o Self.
Arquétipos , que são conjuntos de “imagens
primordiais” originadas de uma repetição progressiva
de uma mesma experiência durante muitas gerações,
armazenadas no inconsciente coletivo; marcas antigas porque todos nós
temos conflitos de nascença mas também outros do insconsciente
profundo, lembranças das encarnações. A problemática
do ego que para Kardec era o egoísmo e “outros venenos”
e da necessidade de lutarmos contra nossas tendências negativas
(ego) e caminhar até o self, podendo, assim, nos transformar
em criaturas humanas melhores, alterando nossa conduta moral até,
um dia chegarmos a plenitude.
Em seguida, Divaldo analisou a estória do Cavaleiro da Armadura
Enferrujada” de forma poética e com extraordinária
capacidade de provocar mudanças profundas em nossas vidas nos
revelando de forma simples, verdades de uma sabedoria profunda. O primeiro
passo do cavaleiro na sua viagem iniciática e alquímica
é também o nosso primeiro passo no caminho misterioso
da Verdade e da Vida. Suscita a expansão da nossa mente e nos
transforma, libertando-nos do egoísmo, das paixões e de
todas as barreiras que nos impedem de nos conhecer e amarmos a nós
mesmos.
Na estória, o cavaleiro mantem-se muito tempo vestido com sua
armadura de ferro. Lutava contra inimigos reais e imaginários,
salvando donzelas mesmo quando não queriam ser resgatadas. Corria
para as cruzadas e não parava nunca. E embora casado com uma
esposa fiel e poetiza, Juliet, e com um filho de cabelos dourados, Chistopher,
eles pouco se viam. Quando Chistopher queria saber como era o pai, Juliet
o mostrava fotografias.
O cavaleiro começa, então a ter dificuldades para comer,
beber e dar abraços por causa da armadura e conversar com ele
só era possível através da viseira fechada. Juliet
pede que ele remova a armadura ameaçando afastar-se cada vez
mais. O que não foi fácil, a armadura estava muito enferrujada,
nem mesmo o ferreiro conseguiu.
O cavaleiro resolve afastar-se e faz uma viagem, conhece outros personagens,
com os quais se relaciona e que o ajudaram a refletir sobre a própria
existência. É quando descobre que tem que atravessar uma
trilha e que vai se deparar com três castelos: o do silêncio,
o do conhecimento e o da vontade e ousadia. Precisou viver um pouco
em cada um deles para aprender as lições e continuar sua
viagem em busca de sua libertação.
Ele procura Merlin. Merlin é um mago, profeta e conselheiro do
rei Artur, criador da Távola Redonda, símbolo dessa parte
boa que encontramos no céu. Que o mostra que a vida não
é como a queremos mas que já está elaborada.
O cavaleiro vai então refletindo sobre a própria vida,
conhecendo-se mais e passa a mudar seus pensamentos e comportamentos,
e , com isso, a armadura começa a cair aos poucos de seu corpo
até que se vê totalmente livre dela.
Divaldo esclareceu que a viagem do cavaleiro é também
a nossa viagem em busca do autodescobrimento e de autoiluminação,
nos libertando das máscaras, as personas a que se referia Carl
Gustav Jung.
Durante nosso processo evolutivo criamos tendências negativas,
mudamos nossa própria natureza, passamos a usar máscaras
que revelam a nossa personalidade, tudo em nome de convenções
sociais, egoísmos, vaidades, ciúmes, invejas... Dessa
forma perdemos a percepção de nós mesmos, com o
nosso ser profundo, com a nossa realidade espiritual.
Divaldo ensina que precisamos todos fazermos essa viagem interior para
que nos desarmemos! O conhecimento é a luz através da
qual encontraremos nosso caminho, que somos Espíritos imortais
e a grande dificuldade na busca pela felicidade é que a procuramos
no lugar errado. O caminho da felicidade está no Evangelho de
Jesus e precisamos amar, vencendo os nossos medos e dúvidas,nos
livrando de todos esses venenos, tirando o peso da culpa, eliminando
as nossas imperfeições morais e estabelecendo-se, assim,
a conexão entre o ego e o Self.
Divaldo menciona frases que marcam nossos corações como:
...”A beleza salva o mundo, (da obra O Idiota de Dostoievski).
Não devemos temer ou ter vergonha da beleza, da gentileza, da
suavidade, da doçura e do amor. Ninguém mais suave que
Jesus. A verdade é tão grandiosa que Jesus a nos deu por
etapas, por parábolas. Lembremos dos nossos irmãos invisíveis.
As dores são processos de purificação e não
processos punitivos. Se sentirmos saudades, em memória daqueles,
façamos aquilo que os fariam felizes”...

Divaldo encerrou o VI Congresso Espírita Paraibano parabenizando
a Federação Espírita Paraibana pelo seu centenário.
Incansável, o Semeador de Estrelas retornou ao palco do Teatro
A Pedra do Reino às 15h para receber carinhosamente a todos que
fizeram uma fila interminável para receber o autógrafo
nas obras do médium e tirar fotos. E depois ainda presenteou
o público com mais uma brilhante e bem humorada palestra onde
enfatizou a necessidade de educarmos nossas crianças, dando amor
e exemplo e explicando como surgiu A Mansão do Caminho e também
o Movimento Você e a Paz que foi lançado oficialmente na
cidade de João Pessoa. Concluiu pedindo que cada um de nós
comecemos trabalhar a paz em nós mesmos e só assim mudaremos
o mundo!

Fonte: http://www.noticiasespiritas.com.br/2016/JANEIRO/13-01-2016.htm
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