07/10/2012
Evidências científicas atuais sobre
a existência de vida após a morte
por
ELAINE CRISTINA VIEIRA (*)
Barcelona, Espanha
- grifos nossos -
Já faz muitos anos que
os seres humanos se perguntam se há algo além da vida.
Muitas culturas, religiões e doutrinas têm sido baseadas
na crença de que os mortos vão viver em outros mundos,
vão ao paraíso ou reencarnam. Mas o que aconteceria
se a ciência nos desse evidências de que há vida
depois da morte? Nas últimas décadas, vários
cientistas e médicos pesquisadores de várias universidades
do mundo estão revolucionando o paradigma do século
XXI mostrando evidências de que a consciência de fato
sobrevive à morte física.
Mediunidade
no laboratório
No Instituto Windbridge no Arizona, USA, a Dra. Julie
Beischel está conduzindo uma pesquisa importante para
demonstrar que há vida após a morte. Basicamente, utiliza
três métodos para estudar o fenômeno da mediunidade:
- proof-focused - são testes
para verificar que os médiuns estão dando a informação
correta;
- process-focused - estuda a experiência dos
médiuns durante as comunicações espirituais;
- applied-research - examina como a informação
dos médiuns pode beneficiar a sociedade em geral.
Os resultados da Dra. Beischel confirmaram
a hipótese de que o espírito sobrevive à morte.
Entramos em contato com a Dra. Julie Beischel para perguntar mais sobre
o método científico que aplica em suas pesquisas. Ela
disse que utiliza controles muito estritos para pesquisar o fenômeno
de mediunidade através de um programa científico que contém
uma quantidade grande de dados:
”No Instituto Windbridge, estamos interessados
principalmente no estudo da mediunidade. Utilizamos o método
científico e controles estritos para pesquisar estes fenômenos
e o programa de pesquisa de mediunidade abrange uma quantidade enorme
de dados. Através de nosso método científico
do quíntuplo-cego (protocolo científico realizado para
evitar resultados tendenciosos, onde nem o examinado (objeto de estudo)
nem o examinador (pesquisador) sabem das variáveis do estudo.
No caso do quíntuplo-cego são usadas 5 pessoas diferentes
para ajudar na analise dos dados sem que nenhuma delas saiba do que
se trata o estudo). Com médiuns certificados pelo Instituto
Windbridge, podemos demonstrar que as informações dos
médiuns sobre familiares já mortos são exatas,
e, além do mais, os médiuns não têm nenhum
conhecimento prévio sobre a família ou o desencarnado”.
Além disso, Beischel disse:
"Este paradigma de pesquisa é ideal porque
o fenômeno da mediunidade é facilmente replicável
e podemos trazer o fenômeno da mediunidade ao laboratório”.
A pesquisa da Dra. Beischel certamente demonstra
que o fenômeno da mediunidade é de fato autêntico.
No Brasil, a mediunidade de Chico Xavier foi estudada
pelo Dr. Paulo Rossi em 1991. Chico Xavier ficou conhecido
pelo seu trabalho gratuito, pelo qual publicou mais de 400 livros recebidos
de mais de 600 autores espirituais, e também recebia cartas de
pessoas já falecidas. O estudo do Dr. Paulo Rossi confirmou que
93,3% das pessoas que visitavam Chico Xavier não o conheciam;
62,2% das mensagens mostraram mais de seis fatos reais cada uma e 71,1%
continham informações detalhadas sobre pessoas falecidas,
que foram posteriormente confirmadas como verdadeiras por suas famílias.
Rossi concluiu que as informações reveladas por Chico
Xavier de fato provêm de espíritos de pessoas mortas e
não são resultado de qualquer classe de fraude.
Em 2004, Alexander Moreira de Almeida concluiu sua
tese de doutorado pela USP, na área de experiências mediúnicas.
Almeida estudou 115 médiuns espíritas que seguem a doutrina
codificada por Allan Kardec, com o objetivo de construir seu perfil
sociodemográfico e para comprovar sua saúde mental. Os
pesquisadores concluíram que a maioria dos médiuns desenvolveu
sua mediunidade durante a infância e mostraram altos níveis
socioeducativos. Além disso, os resultados mostraram um nível
muito baixo de desordens psiquiátricas entre os médiuns.
Esse estudo mostra que os médiuns que com frequência são
tachados como “loucos” são, na verdade, pessoas sem
quaisquer problemas psicológicos e apresentam um nível
muito alto de escolaridade.
O Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, da USP de São
Paulo, usa técnicas de difração de raios X, tomografia
computadorizada e ressonância magnética para explicar a
relação entre a glândula pineal e a mediunidade.
Dr. Sérgio demonstrou que médiuns de incorporação
possuem mais cristais de apatita na glândula pineal e que durante
o momento de comunicação espiritual os médiuns
possuem alta atividade cerebral e aumento de fluxo sanguíneo
na região da glândula pineal. A hipótese do Dr.
Oliveira é que a glândula pineal é o órgão
sensorial da mediunidade.
Pesquisas sobre experiências de quase-morte
No King´s College de Londres está acontecendo
uma revolução no mundo da tanatologia, o estudo científico
sobre a morte. O pesquisador e médico Peter Fenwick
está fazendo experimentos detalhados sobre um fenômeno
que acontece entre as 24 e 48 horas antes e depois da morte e também
no momento da morte. As experiências de quase-morte se referem
ao conjunto de visões ou sensações frequentemente
associadas a situações de morte iminente. Essas sensações
incluem: experiência fora do corpo; levitação; medo
extremo; serenidade total, segurança, calor e a presença
de uma luz. Esses fenômenos são normalmente informados
após uma pessoa ter sido considerada clinicamente morta e que
depois volta à vida. Dr. Fenwick estuda as visões de pessoas
que estão internadas e que falam com parentes já mortos.
Também pesquisa coincidências de desencarnados que contactaram
alguém somente para dizer que ela/ele havia morrido.
“Esses acontecimentos ocorrem com muita frequência
e em grande porcentagem dos casos e afirmam que a consciência
é diferente do cérebro”, conclui Dr. Fenwick.
O Dr. Kenneth Ring, da Universidade
de Connecticut e Sharon Cooper, da Universidade de Nova York, fizeram
um estudo de dois anos sobre as experiências de quase-morte em
deficientes visuais, com resultados espantosos. Os resultados foram
publicados no livro Mindsight (1999), o qual comprovou
que 31 pessoas cegas que passaram pela experiência de quase-morte
descreveram a experiência de terem podido ver pela primeira vez
em suas vidas, dando detalhes de procedimentos médicos na mesa
cirúrgica.
O médico oncologista Jeffrey Long,
que dirige a fundação de pesquisa sobre experiência
de quase-morte (http://www.nderf.org), tem recolhido mais de 2.500 estudos
de casos em todo o mundo de pessoas que tiveram esse tipo de experiência.
Por usar o método científico em sua pesquisa, decidimos
contatar Dr. Long para descobrir mais sobre seu trabalho. Em nossa entrevista,
feita por e-mail, ele nos declarou:
“Minha área profissional está
baseada em pesquisas sobre experiências de quase-morte. Em minha
opinião, as experiências de quase-morte proporcionam
uma das maiores evidências científicas da vida após
a morte”.
Em seu livro Evidence of the Afterlife
(Evidências da vida após a morte), Dr. Long faz um resumo
das linhas de evidência que apontam a veracidade das experiências
de quase-morte: os pacientes clinicamente mortos experienciam:
1) consciência clara;
2) experiências reais fora do corpo;
3) sentidos aguçados;
4) consciência durante a anestesia;
5) lembranças claras de reencontros com familiares falecidos.
Além disso, Dr. Long confirma que as experiências de quase-morte
em crianças são as mesmas que em adultos, que experiências
de quase-morte ocorrem no mundo todo e que as pessoas que passam por
experiências de quase-morte geralmente promovem uma mudança
de vida significativa.
Terapia de Regressão de Vidas Passadas
e Reencarnação
As pesquisas em regressão de vidas passadas
constam de práticas baseadas em evidências. Os resultados
provêm de questionários que são preenchidos antes
e depois da terapia com um número grande de participantes com
um tipo específico de problema e inclui um grupo de controle
para demonstrar sua efetividade (o duplo-método científico
cego). Entre 1985 e 1992, Hazel Denning, fundador da Associação
Internacional para Pesquisa de Regressão e Terapias (http://www.iarrt.org),
estudou os resultados de oito terapeutas de regressão com aproximadamente
1.000 pacientes. Os resultados foram medidos imediatamente após
a terapia, com acompanhamento de seis meses, um ano, dois anos e cinco
anos após a terapia. Dos 450 pacientes que puderam ser localizados
após cinco anos, 24% informaram que seus sintomas tinham desaparecido
completamente, 23% confirmaram uma grande melhora, 17% confirmaram uma
melhora, e 36% não obtiveram nenhuma melhora. Em geral, isto
faz um saldo positivo de 64%.
O psicoterapeuta Dr. Brian Weiss, do Centro Mount Sinai
em Miami, USA, que se declarava cético, mudou de opinião
e decidiu pesquisar o fenômeno da reencarnação e
espiritualidade ao constatar que uma de suas pacientes, após
recordar uma vida passada, podia dar detalhes impressionantes sobre
seu filho já morto. Ele também constatou que durante a
sessão de hipnose seus pacientes diziam ver professores (Espíritos).
Dr. Weiss teve a oportunidade de conversar com tais professores, que
lhe deram informações detalhadas sobre assuntos que a
paciente desconhecia. Depois de muita investigação, Dr.
Weiss escreveu vários livros, entre eles Many Lives, Many Masters
(Muitas vidas, muitos mestres), Messages from the Masters (Mensagens
dos mestres), Only love is real, (Somente o amor é real), entre
outros, nos quais explica a realidade da reencarnação
e do mundo espiritual numa perspectiva psiquiátrica.
Dr. Ian Stevenson, falecido em 2007, era um dos pesquisadores
mais conhecidos na área da reencarnação. Ele atuava
na Universidade da Virgínia. Stevenson não utilizava o
método de hipnose para verificar se uma pessoa teve uma lembrança
de uma vida anterior. Ao contrário, ele estudou milhares de casos
em crianças nos Estados Unidos, na Inglaterra, Tailândia,
Birmânia, Turquia, Líbano, Canadá, Índia
etc. Primeiro, ele verificava toda a informação sobre
a vida anterior da criança. Depois, identificava o desencarnado
que a criança dizia ter sido na vida anterior. Mais tarde, confirmava
os fatos da vida passada do desencarnado que coincidiam com as lembranças
das crianças. Ele também comparava marcas no corpo e defeitos
de nascimento das crianças com feridas e cicatrizes que os desencarnados
possuíam quando vivos, tudo isso confirmados por registros médicos.
Dr. Jim Tucker, diretor médico da Clínica
Psiquiátrica Child and Family, da Universidade da Virgínia,
é o atual sucessor do Dr. Stevenson. Nós entramos em contato
com Dr. Tucker para saber um pouco mais sobre as provas da vida após
a morte. Ele respondeu:
"As provas mais importantes da vida após
a morte, além das experiências de quase-morte, são
as pesquisas com médiuns, relatórios detalhadamente
estudados de aparições e lembranças de vidas
passadas em crianças. Ian Stevenson passou 40 anos estudando
tais casos, onde a maioria deles vinha de culturas com uma crença
em reencarnação. Eu agora estudo os casos ocidentais,
e os resultados são praticamente os mesmos”.
A ciência da vida após a morte
A ciência do pós-morte
foi investigada do ponto de vista judicial pelo advogado australiano
e escritor Victor Zammit. Ele afirma que todas as provas
que ele reuniu sobre a vida após a morte são bastante
fortes para serem aceitas em qualquer tribunal (http://www.victorzammit.com).
Em seu livro A Lawyer Presents the Case for the Afterlife (2006, 4ª
ed.) Zammit mostrou 23 áreas diferentes que demonstram a existência
de vida após a morte. Ele propôs um desafio para os cientistas,
pelo qual pagaria U$ 1.000.000 para que alguém provasse que não
há vida após a morte!
Atualmente, há numerosos estudos sendo conduzidos na área
de espiritualidade e vida após a morte, em que os cientistas
estão utilizando tecnologias de ponta e métodos científicos.
A pesquisa pioneira de Raymond Moody e Elisabeth
Kübler-Ross tem contribuído para o desenvolvimento
dessa área. Podemos citar vários outros nomes, como, por
exemplo, Erlendur Haraldsson, da Universidade de Islândia,
Morris Netherton, terapeuta de vida passada, o psicólogo
Peter Ramster, o psicoterapeuta Andy Tomlinson,
o cardiologista Pim Van Lommel e muitos outros. Embora
vários pesquisadores estejam encontrando evidências impressionantes
que sugerem que há vida após a morte, ou pelo menos a
sobrevivência da consciência, eles ainda não sabem
como explicar como tudo funciona...
É, às vezes a ciência funciona desta maneira. Um
exemplo clássico são os astrônomos e os astrofísicos
que podem identificar uma relação entre os ciclos de atividade
do Sol e o clima na Terra, assumindo que esta relação
existe, apesar de não saberem como funciona, como explica o professor
Sami Solanki, do Instituto Max Planck, do Departamento
de Pesquisa do Sistema Solar na Alemanha(http://tinyurl.com/77taz9c):
“A correlação
entre os ciclos solares e o clima terrestre não tem sido demonstrada”.
Então, por que estudam esta correlação se ainda
não sabem que isto realmente existe? A resposta é simples:
é porque eles têm observado evidências que sugerem
que isso pode ser desta maneira. Pois bem, parece que estamos em uma
situação muito similar com os estudos sobre a vida após
a morte. Os pesquisadores têm observado evidências que
sugerem que a consciência sobrevive à morte física,
mas ainda não conseguem entender bem como isso funciona. Se
nos dois casos a ciência ainda não foi capaz de demonstrá-los,
então, nós ainda não podemos rechaçar
a possibilidade de uma possível existência da vida após
a morte!"
(*) Participou na elaboração
deste artigo Mado Martínez, também radicada na Espanha.
Elaine Cristina Vieira é fisiologista
e pesquisadora PhD na área de doenças metabólicas
em Barcelona, Espanha.
Mado Martínez é filóloga e está
concluindo pós-graduação em estudos de culturas
e tradições na Universidade de Alicante, Espanha. Ela
mantém na internet o website http://www.madomartinez.com.
Fonte:
http://www.oconsolador.com.br/ano6/281/especial.html
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