02/10/2011
Impressões Digitais provam a Reencarnação ? - Dr.
Fiorini
por Reinaldo Andrade
No Paraná o delegado de Policia João
Fiorini perito em identificação realiza pesquisas de ponta
sobre vidas passadas
"Mamãe, eu morri num rio...." a frase dita a alguns
anos por Felipe (nome adotado para este relato) ao passar sobre uma
ponte, chocou sua mãe, que aqui chamaremos de Amélia.
O menino, que desde muito cedo manifestava um grande medo do mar, tinha
na ocasião apenas dois anos de idade e a família morava
em Santos, litoral de São Paulo. Hoje, Felipe tem treze anos
e mora com a família na cidade paulista de Jarinu. Já
não se lembra mais dos detalhes da estória que contava
aos atônitos pais : a de que havia vivido em Campos de Jordão,
que se chamava na ocasião Augusto Ferreiro, que mexia com ferragens
e cavalos e que havia morrido num acidente em que um automóvel
Gol cor de vinho caberá num rio. Quando pequeno, o menino contava
ainda detalhes da cidade serrana que não poderia conhecer –
como o clima frio e a grande quantidade de flores azuis (hortênsias)
nas ruas – já que a sua família atual jamais estivera
ali.
O tempo passou e a família de Felipe nunca teve
oportunidade de verificar a veracidade da estória. Até
que, em dezembro passado, ao assistir ao programa "Espiritismo
Via Satélite", hoje "Visão Espirita", no
canal executivo da Embratel, dona Amélia conheceu o entrevistado
daquele domingo, Dr. João Alberto Fiorini de Oliveira, delegado
titular do Serviço de Registros Policiais para Investigações
em Curitiba - Paraná. E quando soube que ele realiza pesquisas
de casos de reencarnação, utilizando-se de técnicas
avançadas de investigação, não teve duvidas:
mandou um fax contando sua estória e pedindo o auxilio do perito.
O Dr. Fiorini interessou-se pelo caso e saiu a campo
para investigar. Foi a campos de Jordão na semana do Natal de
2000 e, depois de muito procurar por pistas do tal Augusto Ferreiro
– individuo que Felipe dizia ter sido em encarnação
anterior – não logrou êxito. Consultou registros
na Prefeitura , delegacia, cemitério, hospitais... e nada . Nenhum
sinal daquele senhor. Até que, passando próximo ao teleférico
num ponto de charretes (que em Campos de Jordão desempenham a
função de táxi), decidiu parar e indagar aos carreteiros
mais idosos.
- "Perguntei a um deles, chamado seu Antônio,
se havia conhecido um tal de Augusto Ferreiro. Ele respondeu:"
- conheço !, conta Fiorini. "Fiquei perplexo". Tudo
indicava, portanto, tratar-se de um caso de paranormalidade, mas não
de reencarnação já que Augusto Ferreiro continuava
vivo. Fiorini, então, telefonou para a mãe de Felipe e
relatou-lhe o fato. Ela por sua vez, contou a estória ao seu
filho, que teve uma reação inusitada: entrou em um estado
de profunda agitação, quase de pânico, ao se lembrar
do verdadeiro Augusto Ferreiro.
Diante disso, Fiorini decidiu ir à procura desse
personagem que, nesta altura dos acontecimentos, era a única
pessoa capaz de decifrar o enigma. Voltou, então, ao ponto de
charretes e, retomados os contatos, foi levado a residência daquele
senhor.
Ali, numa casa simples, distante sete quilômetros
do teleférico, Fiorini encontrou um ancião de 80 anos
que o atendeu com cortesia, mas bastante desconfiado. Soube, então,
que Augusto Ferreiro era um apelido. Sue nome verdadeiro é José
Chagas, embora ninguém o conheça como tal, ganhara o apelido
de Augusto ainda bebê, quando uma outra criança que havia
nascido no mesmo dia que ele – esta sim chamada de Augusto –
falecera dois dias depois. O "sobrenome" Ferreiro só
veio muito mais tarde, quando passou a trabalhar com charretes, metais,
ferraduras.... Feitas as apresentações, travou-se o seguinte
dialogo:
Eu trouxe aqui um documento – principiou Fiorini,
entregando-lhe o fax que a mãe de Felipe lhe havia enviado com
o relato da historia - e gostaria que o senhor o visse e me desse algumas
informações.
Augusto Ferreiro dispôs-se a colaborar.
Esse menino – prosseguiu o delegado – esta
dizendo que é o senhor. É claro que está enganado
! Mas existe alguém na sua família que morreu afogado
num rio ?
Não, foi a resposta categórica – não existe.
Bem, então como explica que um menino que nunca ouviu falar do
senhor saiba seu nome, a cidade onde mora e como é essa cidade,
mesmo nunca tendo estado aqui ?
Eu não sei – respondeu, sincero, o distinto senhor - Eu
não sei nada sobre esse assunto- finalizou .
Fiorini agradeceu e se despediu, frustrado. Mas, a
perplexidade não havia sido só dele, soube-o mais tarde
. Naquele dia, o velho Augusto Ferreiro não consegui conciliar
o sono. Disse, posteriormente, que custou a dormir e, quando pegou no
sono, sonhou com um neto seu, Fernando, que ele não via há
quase quinze anos. Fernando era filho de uma de suas filhas, Cidinha,
que morava em Ubatuba, litoral norte de São Paulo. O que intrigou
o senhor Augusto foi o fato de que o menino, no sonho, só lhe
aparecia de costas. E, segundo ele, quando uma pessoa aparecia de costas
- num sonho - era porque essa pessoa estava morta.
No dia seguinte, Augusto Ferreiro reuniu os filhos
e contou-lhes a estória toda: o aparecimento em sua casa, na
véspera, de um sujeito estranho contando uma estória igualmente
estranha, de um menino que dizia ser ele e que havia morrido afogado.
Depois, emendou o relato do impressionante sonho que tivera com Fernando,
que há muito tempo não via, e perguntando-lhes se estavam
escondendo algo sobre o neto.
Os filhos ficaram horrorizados. Entre confusos e encabulados,
contaram ao pai que seu neto, Fernando, realmente havia falecido há
vários anos - afogado - no rio do Boi, em Ubatuba, dragado por
um tubo, ao cair de uma ponte que o próprio Augusto havia ajudado
a construir. Na ocasião, a família deliberou esconder
o fato do avô, para que ele não sofresse. Sim, era verdade,
disseram-lhe os filhos, Fernando não estava mais entre eles.
Foi uma comoção geral e Augusto Ferreiro
decidiu procurar o estranho que lhe visitara na véspera para
contar-lhe o ocorrido. Mas, onde encontrá-lo? Decidiu, então,
dirigir-se ao ponto de charretes e deixar recado para Fiorini procurá-lo,
caso ele voltasse a passar por ali.
E foi o que ocorreu. No dia de Natal, Fiorini - que
havia feito amigos entre os charreteiros - voltou para presenteá-los
com panetones e vinhos. Foi quando recebeu o recado de Augusto Ferreiro
e voltou a procurá-lo, ouvindo de sua boca a estória toda:
Há quinze anos, minha filha Cidinha teve um
problema de tuberculose e eu fui buscá-la para fazer tratamento
aqui em Campos. Ela veio e trouxe o filho, Fernando, que ficou comigo
durante o período em que ela se tratava . Na época, um
outro filho meu tinha um carro Gol cor-de-vinho e eles passeavam bastante
pela cidade; só que esse carro não caiu no rio, não;
foi destruído, tempos depois, num incêndio. Eu fazia carrinhos
e brinquedos de boi para Fernando, que se afeiçoou bastante a
mim, e eu a ele. Foi nessa época que ele conheceu o frio e as
flores da cidade. Quando a mãe melhorou, voltaram para Ubatuba
e, depois disso, eu nunca mais vi Fernando. Meus filhos contaram, agora,
que pouco tempo depois de voltar para casa, meu neto - brincando num
rio - foi dragado por um tubo, debaixo de uma ponte que eu ajudei a
construir e morreu afogado. Eles esconderam essa estória de mim
e só agora eu soube de tudo.
Mesmas digitais
A estória de Felipe, aparentemente, termina
aqui. Fiorini gostaria de ter as impressões digitais de Fernando,
o neto de Augusto Ferreiro, mas isso não será possível.
Fernando faleceu aos seis anos de idade. Dois anos mais tarde, reencarnou
em Santos, onde recebeu o nome de Felipe. Se fosse possível confrontar
as digitais das duas crianças... Fiorini está convencido
de que elas seriam idênticas. E esta seria a prova definitiva
da realidade da reencarnação.
Essa, alias, é a polemica tese do Dr. João
Fiorini : a de que carregamos as mesmas impressões digitais de
uma encarnação à outra quando o intercurso –
tempo decorrido entre uma encarnação e a seguinte –
é relativamente curto.
Sabe-se que não existem dois seres humanos com
as mesmas impressões digitais. Fiorini cita os estudos do medico
Almeida Jr., já falecido, que foi professor de Direito da Faculdade
do largo São Francisco, em São Paulo, e de Medicina Forense
da Escola Paulista de Medicina. De acordo com esses estudos, numa relação
sexual existem cerca de dezessete milhões de espermatozóides
se debatendo para fecundar um dos óvulos da mulher. Isso resulta
na espantosa cifra de possibilidades de combinações diferentes.
Daí a improbabilidade de duas pessoas terem as mesmas digitais.
Não obstante, lembra Fiorini, existe - nos Estados
Unidos - um serviço centralizado de cadastramento de pessoas
com cinqüenta milhões de indivíduos registrados,
todos com suas digitais. Pois bem, sempre que ocorre uma repetição
de digitais, uma das pessoas envolvidas no episodio já faleceu.
Jamais a digital se repete entre pessoas vivas. Como os americanos,
de maneira geral, não acreditam na reencarnação,
tudo para eles não passa de uma fortuita coincidência.
Segundo Fiorini, quando o período entre as encarnações
é longo, as digitais acabam por sofrer a influência genética
dos pais do reencarnado. Mas, se a reencarnação ocorre
pouco tempo depois de desencarne anterior, a possibilidade de o períspírito
manter as digitais inalteradas é bastante acentuada.
Neto de si mesmo
Entre os casos que estão sendo pesquisados pelo
perito, está o de uma criança de Maceió, Alagoas,
que segundo a família seria a reencarnação do próprio
avô. Também, neste caso, as evidências são
significativas. A estória é a seguinte: um advogado de
80 anos de idade faleceu e, em sonhos de vários familiares, avisou
que retornaria como seu próprio neto. Ocorre que esse advogado,
quando tinha dezoito anos, sofreu um acidente durante uma caçada
quando a espingarda que utilizava disparou por acaso e diversos chumbos
alojaram-se em sua mão direita. Todos os chumbos foram removidos,
menos um, que se instalara na junta do polegar direito; o que resultou
numa deformidade local: seu dedo ficou torto puxando para a palma da
mão.
O advogado faleceu em 1977 e depois dos avisos em sonho
- de que voltaria - em 1999 nasceu seu neto, hoje com três anos
de idade. Atualmente, a criança começa a apresentar o
mesmo defeito de que seu avô era portador no polegar da mão
direita. A família enviou para o Dr. Fiorini as impressões
digitais do menino, tiradas rudimentarmente com batom, e xerox de um
documento do advogado com sua digital. Numa analise preliminar, Fiorini
– que é especialista em identificação –
encontrou algumas semelhanças intrigantes, mas como a digital
que existe no documento do advogado é aparentemente o polegar
esquerdo – talvez devido à sua deformidade na mão
direita – os sinais correspondentes na impressão digital
da criança estão "espelhados", já que
foi tirada da mão direita. Agora, Fiorini aguarda novas impressões
digitais do menino, tiradas com maior técnica, para verificar
se há - realmente - as tais correspondências.
Lembranças da guerra
Na cidade paulista de Riberão Preto, um outro
caso curioso esta sendo investigado pelo delegado Fiorini. O menino
Geraldo, (nome fictício) quando tinha apenas três anos
e quatro meses de idade, voltou-se para sua avó e disse "Vó,
quando eu era grande e você era pequenininha, eu era seu pai"...
A frase, dita assim de supetão, deixou a pobre senhora abismada.
Hoje, Geraldo tem oito anos e, nesse período,
muitas outras revelações sobre supostas vidas passadas
foram feitas por ele, como a de que algumas das marcas de nascença
que carrega no corpo são resultado de tiros que teria levado
em outras vidas.
Ele vive tendo pesadelos, sempre relativos a guerra
– diz Fiorini que, após investigações, descobriu
que o bisavô de Geraldo, efetivamente, participou de uma luta
armada, a Revolução Constitucionalista de 1932, quando
levou um tiro na perna.
Geraldo traz uma marca de nascença na parte
posterior da perna esquerda e outras quatro marcas semelhantes às
de tiros; duas menores, como se os projéteis tivessem entrado
por ali e, duas maiores, como se marcassem a saída dos disparos.
Essas marcas maiores estão posicionadas na parte oposta da perna
e em diagonal.
Uma informação dada pelo garoto, no entanto,
parece não fazer muito sentido. Ele fala da sua participação
numa guerra em 1968. Ora, a única guerra que acontecia naquela
época, que se saiba, era a do Vietnã. Fiorini levanta
uma hipótese:
Supostamente, ele teria sido um norte-americano nessa
encarnação. Como o bisavô de Geraldo morreu em 1950
e a guerra do Vietnã aconteceu em 1968, portanto dezoito anos
depois, é possível que Geraldo, realmente, tenha participado
dela, já que a idade para alistamento militar nos Estados Unidos
é de dezesseis anos. Nesse caso, essa seria uma encarnação
intermediária entre a de Geraldo e de seu bisavô.
Analisando as digitais de Geraldo, de sua avó
e de seu tio, Fiorini chegou a uma coincidência no tipo de "arco"
dos dedos médio e indicador da mão esquerda de todos.
Mas, para concluir a pesquisa, Fiorini precisa comparar as digitais
do menino com as de seu bisavô. Em quanto isso não ocorre
– as buscas estão em andamento - a expectativa permanece.
Divisor das águas
Além destes casos, Fiorini investiga outros
igualmente intrigantes, como por exemplo, um que lhe chegou ao conhecimento
por meio do conferencista espirita Henrique Rodrigues, de Belo Horizonte.
É a estória de um sujeito Italiano chamado Giuliano Bonomi
que, certa feita, procurou um pesquisador também Italiano, o
professor Rancanelli, para lhe dizer que seu nome verdadeiro era Edward
Schimit, que era um cidadão americano e que "durante um
combate", entre 1939 e 1945, "dormiu" e depois "acordou"
pequenino, numa casa Italiana, onde recebeu o nome com que agora era
conhecido". Bonomi forneceu a Rancanelli os nomes dos atuais pais
Italianos e dos pais americanos. O professor, que era católico
e não acreditava em reencarnação, apenas anotou
os dados numa ficha e anexou os retratos dos dois personagens: o italiano
e o de sua suposta personalidade anterior, o americano.
Bonomi nasceu em Consenza, ao sul da Itália,
em 1972. de posse dessas informações, Fiorini pretende
dirigir-se aos dois paises, Itália e Estados Unidos, para pesquisar
"in loco" este caso.
Com a documentação dos casos que já
investigou e com as que se encontram em andamento, o delegado João
Fiorini pretende escrever um livro que, acredita, será um divisor
de águas na historia das pesquisas científicas de identificações.
A comprovação documental da reencarnação,
sem duvida, dará em salto qualitativo não só na
investigação policial, como também – e principalmente
– em outras áreas do conhecimento científico com
ênfase para a Medicina e a Psicologia.
Fonte: http://www.espiritnet.com.br/Colunistas/caso3.htm