27/09/2011
Como renovar atitudes - de Astrid Sayegh
por Nancy Puhlmann
Astrid Sayegh é a autora deste livro que tem
o título
- Como renovar atitudes. Convite, intenção
motivacional, premissa interrogativa -
Com sua conhecida gentileza, pediu-me para escrever algumas palavras
para prefaciar essa obra do seu pensamento, sem perceber que vinha oferecer
a oportunidade de prestar minha homenagem à escritora, conferencista
e mestra emérita, muito querida pelo meu coração
e por milhares de outros corações. Foi como humildemente
pedir ao aluno para falar em público sobre seu mestre.

É de se perguntar: Pode o aluno ter a capacidade de fazer isto?
Sinceramente, respondo que sim. Talvez ninguém, melhor que um
aluno, para levantar-se em público e dizer (escrever) aos ouvintes
(leitores) palavras sobre o mestre, quando a união entre ambos
é o bom relacionamento, isto é, “o querer bem”,
como diria Rousseau.
Autora, entre outros, do excelente livro Ser para conhecer... conhecer
para ser, referência para a iniciação ao estudo
da filosofia espírita, com vasta experiência no ensino
de adolescentes, jovens e adultos em várias universidades, criadora
do Instituto Espírita de Estudos Filosóficos, atualmente
com sede na Instituição Beneficente Nosso Lar, em São
Paulo, mestre e doutora em filosofia contemporânea, Astrid é
conhecida e amada em todo o Brasil, realizando palestras, conferências
e entrevistas, organizando simpósios e multiplicando cursos,
incentivando o ser humano a refletir com o “dom dos deuses”,
que é o pensamento filosófico.
Une-se, desta forma, estreitamente ao professor Rivail, Allan Kardec,
que posicionou sua obra básica, O livro dos Espíritos,
como “filosofia espiritualista”.
Desde Léon Denis, contemporâneo de Allan Kardec, o pensamento
filosófico espírita vem tendo ilustres seguidores e, no
Brasil, entre outros, destacamos mais recentemente os ilustres professores
Deolindo Amorim, Herculano Pires e Manoel Pelicas São Marcos,
fundador do primeiro curso de filosofia no movimento espírita
brasileiro.
Atualmente, Astrid Sayegh vem realizando uma evolução
significativa no saber e no pensar filosófico, decalcando o pensamento
kardeciano sobre ser a doutrina espírita basicamente uma filosofia,
alicerçada pelo fenômeno mediúnico cientificamente
cada vez mais estudado, e com claras e diretas consequências morais
e religiosas.

Astrid poderia, se o quisesse, ter escrito um grande volume com mil
páginas, colocando o título desse livro sob a luz da filosofia
no sentido histórico, expandindo conceitos ontológicos,
utilizando a linguagem filosófica, a dialética e a lógica
clássicas, mas evidentemente optou por escrever um livro compreensível
para todos os interessados no despertamento da própria consciência,
adeptos de qualquer crença não-materialista, evitando
complicar a maior dentre as qualidades do saber, que é a simplicidade
da sabedoria.
Escreveu um livro sintético, holístico, teleológico,
simples, claro, linear, transparente, eminentemente didático.
A vocação educacional e a experiência comunicativa
fizeram dele um roteiro claro e conciso, ao mesmo tempo incentivando
o leitor a reflexões próprias, sem aquele tom, hoje em
dia inaceitável, do moralismo repetitivo, crítico e do
prejulgamento de atos e fazeres inspirados por ideias e pensares em
estilo medieval.
Todas as frases desse livro oferecem assuntos dignos de reflexão
e direcionam condutas na variante moderna da autocondução.
Estabelecem relações entre a filosofia espírita
e a liberdade, colocando a liberdade condicionada à alegria moral.
Separam viver e existir, pressionando o nosso entendimento para o significado
mais pleno de vivência no existir cotidiano.
Enfim, desde as primeiras palavras, esse livro sintetiza um caminho
motivador e facilitador da renovação de atitudes, que
também abre campo e aponta a direção para uma plena
renovação interior pela ligação da natureza
corpórea com a natureza divina, à disposição
na interioridade do ser.
Seguindo a pedagogia do mestre Jesus, que criava parábolas dentro
de situações comuns na época, a autora aborda vícios
e virtudes, na “situação” em que se apresentam
na atualidade, abordando as causas e abrangendo as soluções,
ou como superá-las, incluindo as respostas ao título,
no contexto da renovação moral e da renovação
íntima, assim nos colocando frente a frente com o maior desafio
de nossos tempos: a regeneração ou religação
da natureza corporal com a natureza divina, da criação
e da criatura com o Criador.
Astrid, feliz é a nossa geração por poder conhecê-la,
escutar, ler e aprender com você a importância de não
apenas viver, mas também existir para a eterna busca da perfeição.
Gratidão a você por esse tesouro em forma de livro, que
está nos oferecendo.