17/08/2011
Síndrome do Pânico na
Visão Espírita - Entrevista com Jaider Rodrigues de Paulo
01. O que é Síndrome
do Pânico?
Resposta: Síndrome do Pânico É
uma vivência geralmente abrupta sem motivos aparentes levando
o individuo portador a um estado de pavor, medo de morrer e de enlouquecer,
como sentimento de estranheza e varias sintomas orgânicos tais
como taquicardia, sudorese, mau estar, boca seca, falta de ar e outros.
02. Quais são as medidas profiláticas dessa síndrome?
Resposta: Toda e qualquer atitude salutar diante da vida.
03. Quais são as causas da síndrome do pânico?
Orgânicas-genéticas ou espirituais (obsessivas)?
Resposta: A ciência oficial ainda não tem uma causa definida
e clara para esta síndrome.
Somos do parecer pelos estudos que já fizemos que o núcleo
central da síndrome do pânico está na reencarnação
translata, quando o individuo teve uma morte violenta e prematura, por
acidente ou suicídio. Nas regressões de memórias
que submetemos a alguns clientes com essa síndrome encontramos
em todas uma morte traumática. A dificuldade em desvenciliar-se
do corpo físico morto, sentindo as conseqüências de
sua decomposição, fixa no perispírito das pessoas
aquelas impressões desagradáveis que o corpo físico
da seguinte reencarnação, não consegue apagar.
De uma maneira geral temos observado que pessoas que têm síndrome
do pânico tem medo de cemitério e não gostam de
freqüentar velórios, ou seja, evitam inconscientemente aqueles
locais aonde sofreram muito. Quanto à parte genética,
há a possibilidade de transmissão autossômica dominante
com reentrância parcial do gene do cromossomo 16.
04. Como podemos viver em harmonia com alguém que sofre
dessa síndrome?
Resposta: Primeiro entendendo que se trata de uma pessoa enferma necessitando
de compreensão e apoio. Segundo, auxiliando-o em seu tratamento
especializado.
05. Na prática do dia-a-dia, como podemos ajudar um
companheiro que possui a síndrome do pânico?
Resposta: Procurando entender o seu sofrimento e fazendo a ele o que
você gostaria que fosse feito a você, como por exemplo,
evitando criticas exigências que ela não dá conta
de fazer.
06. Sensação de medo do futuro, ansiedade, tontura
gerando insegurança, sensação de falta de ar, são
possíveis sintomas da síndrome do pânico? A síndrome
do pânico pode ser confundida com a aproximação
de energias estranhas à nossa?
Resposta: Não, estão mais parecidos com crise de ansiedade.
Com energias estranhas sim, principalmente se a pessoa for médium.
07. Gostaria de saber se a obsessão é sempre
a causa desta síndrome, e se devemos tomar remédios controlados
para amenizar as crises já que estes viciam e afetam o perispírito,
e também sobre a terapia de regressão se é talvez
o caminho para a cura?
Resposta: Primeiro há um engano na afirmação. Síndrome
do pânico não tem ao nosso ver como causa a obsessão.Isso
é vicio de interpretação de espíritas mal
informados que afirmam que tudo que um individuo sente em nível
mental ou é obsessão ou mediunidade. Isso revela desconhecimento
das obras de Kardec. Um processo obsessivo agrava um quadro de síndrome
do pânico, mais isso não quer dizer que seja a etiologia
da mesma. Quem tem síndrome do pânico necessita de tratamento
especializado. Quanto ao fato dos medicamentos afetarem o perispírito,
isso é uma verdade somente se o individuo usa o medicamento de
maneira abusiva e não procura fazer nada que venha a modificar
as suas atitudes diante da vida. A regressão de memória
pode ser muito útil para o paciente portador dessa síndrome.
08. Atualmente estou ficando com a língua, os braços
e as pernas dormentes, sem contar com a sensação de perda
de consciência e sensação de falência. Já
realizei vários exames e fui a diversos especialistas, todos
me dizem que estou com síndrome do pânico. Tenho discordado,
pois além de não estar com medo de sair de casa e das
pessoas (o que é um sintoma), essas crises aparecem nos momentos
de maior relaxamento. Tenho a impressão que essa sensação
tem influencia espiritual. Pergunto: é possível associar
esses sintomas com a questão espiritual?
Resposta: Acreditamos que sim, embora falte ainda uma análise
mais detalhada para suspeitarmos de síndrome do pânico.
09. Como lidar com esta síndrome com um filho adulto
e espírita? (índice)
Resposta: Por ser espírita seu filho tem mais recursos para
lidar com a doença embora tenha necessidades de tratamento medico.
Os recursos espíritas ajudam a amenizar as influências
espirituais o que pode aliviar muito a sobrecarga sobre o paciente.
Porém repetimos que ele necessita de tratamento especializado.Você
pode incentivá-lo a procurar tais ajudas.
10. A síndrome do pânico pode atingir alguém
que mora em uma cidade pacata, do interior?
Resposta: Perfeitamente.
11. A síndrome do pânico não deveria ser
tratada como obsessão? Por que espíritas se refugiam na
medicina quando não querem enfrentar a causa espiritual primaria
de muitas doenças?
Resposta: Não porque não é simplesmente uma obsessão.
Trata-se de uma nosologia medica com tratamento medico. Querer tratar
problemas psicológicos e orgânicos somente com recursos
espirituais é não aceitar a realidade e muitas vezes refugiar-se
na doutrina espírita para não aceitar que está
doente. O inverso também ocorre como você está dizendo.
Tem muitos espíritas que refugiam-se em consultórios médicos
quando na realidade deveriam assumir as suas necessidades
espirituais.
12. Onde eu poderia ter algum esclarecimento sobre o tema?
Resposta: Dentre muitas revistas medicas e livros que versam sobre
o assunto, existe um livro com o titulo “pânico” de
Mario Eduardo Costa Pereira muito bom.
13. Até que ponto a mente influencia no comportamento
do individuo e o ajuda a conquistar o que deseja, tanto material quanto
espiritual?
Resposta: A mente está na base de todos fenômenos humanos.
Uma vontade firme determinada é capaz de realizar prodígios
muitas vezes inimagináveis por nós. Como dizia Einstein
é preciso crer para ver.
14. Quando se acorda, sentindo um medo que não se sabe
de que, um vazio, apesar de ter inúmeras atividades, isso é
síndrome do pânico?
Resposta: Não. É bem provável que sejam vivencias
obsessivas ou admoestações feitas por mentores nos orientando
que estamos fora do caminho programado.
15. Como diferenciar síndrome do pânico de uma
influenciação, uma aproximação de alguma
entidade espiritual?
Resposta: A síndrome do pânico apresenta sintomas característicos
embora, alguns possam confundirem com influência espiritual. Uma
influência de tamanha proporção já está
nas raias da obsessão e esta apresenta outras características.
Os pesadelos persecutórios com despertar na madrugada com medo,
insônia por medo de dormir,irritabilidades constantes crises de
ansiedades sem outros sintomas físicos, mudanças de humor
constantemente, idéias esquisitas invadindo a mente do individuo,
aversões sem justificativas, pensamentos suicidas e outros quase
sempre estão presentes nas obsessões.
16. Ocupar o nosso tempo com atividades úteis, alegres,
participativas auxiliam o tratamento de pessoas que tem síndrome
do pânico?
Resposta: Muito, porque elevam o padrão mental da pessoa, fazendo-a
vibrar numa oitava a cima do normal dela,dificultado as incursões
inconsciente da mente nos dramas passados que ao nosso ver são
as verdadeiras causas da síndrome do pânico.
17. Não sei se aplica ao pânico, mas como se analisa
a questão do medo advindo de experiências nessa existência
que minaram a confiança da pessoa ( ex.. sofrer atos de violência
física ou mental, acidentes, etc)? Qual o melhor caminho para
se desvencilhar desse medo?
Resposta: Essas experiências traumáticas muitas vezes
tornam o individuo mais sensível e costumam despertar dificuldades
ocultas que até então estavam sobre controle em seu campo
mental.Nesses casos o bom seria procurar um profissional competente
que ajudasse a pessoa a se dessensibilizar-se desses traumas. Existem
técnicas de tratamento para isso.
18. O que fazer quando percebo que a “crise” está
começando... o coração passa de 220 batimentos
por minuto... tenho medo de enfartar ( o cardiologista falou que não
tenho nada no coração). Eu começo a orar, peço
ajuda, mas parece que não consigo evitar...estou tomando passe
e água fluidificada.
Resposta: Normalmente é isso que acontece. As pessoas dizem:
rezo, rezo, rezo e não melhoro vou ao centro tomo passe água
fluidificada e nada. Será que Deus esqueceu de mim? A sua questão
vem reafirmar o que estamos dizendo: paciente com síndrome do
pânico necessita de tratamento especializado, alem da ajuda espiritual.
19. Senti-me mal e foi diagnosticada síndrome do pânico.
Sou espírita e fiquei com uma interrogação : ouvi
dizer que tem a ver com falta de fé, mas não me considero
sem ela. Isto é correto?
Resposta: As maiores dificuldades que temos na vida realmente é
por falta de fé. Mas no caso da síndrome do pânico
isto não é apanágio da falta de fé propriamente
dito.
20. Teria a síndrome do pânico algum papel punitivo
ou educativo na encarnação?
Resposta: Punitivo não porque Deus não pune os seus filhos
que erram porque são ignorantes. Essa idéia de punição
são resquícios de idéias religiosas da “psicologia
do inferno”. Educativas sim. Pois todo sofrimento quando bem entendido
tende a levar a conscientização da pessoa.
21. Uma pessoa que tenha um problema tipo ciúme obsessivo,
pode ter síndrome do pânico?
Resposta: Pode sim, mas não vejo ligação direta
entre eles.
22. Tenho uma formação espírita desde
criança, leio livros espíritas, participo de reuniões
semanais e faço o evangelho no lar. Mesmo assim não consigo
me livrar da síndrome de pânico, tomo regularmente Rivotril,
duas vezes ao dia e nas tentativas que fiz para parar de tomar me senti
péssima. Tudo começou após o nascimento de minha
filha, hoje possui dez anos. A sensação que tenho é
que alguma catástrofe está para acontecer, a todo instante
mas principalmente a noite e em ambientes fechados. Tenho muito medo
de que algo me aconteça ,pois, mesmo acreditando na vida em outro
plano, não quero que minha filha sofra a minha falta ainda tão
nova, não quero vê-la sofrer. Atualmente tenho sofrido
muito, pois o meu marido está desempregado e a empresa que eu
trabalho já avisou que irá demitir funcionários,
pois está sendo adquirida por outra. Não tenho me sentindo
bem e, mesmo com os remédios, vivo em pânico, acordo durante
a noite e fico pensando como vou sustentar a minha família. Às
vezes tenho vontade de morrer, mas ao mesmo tempo não quero que
isto aconteça pois quero criar a minha filha, encaminha-la na
vida. Estou sofrendo muito. O que o espiritismo pode ajudar quanto ao
pânico?
Resposta: O seu quadro ao nosso ver trata-se de transtorno de ansiedade
generalizado, complicado pelas vicissitudes da vida. Não me parece
estarmos diante de um quadro de Síndrome do Pânico característico.
Você necessita de fazer o tratamento deste transtorno e trabalhar
mais a sua fé no criador. Alias, no momento atual pelo qual passamos,
todos nós necessitamos buscar na nossa fé, a força
necessária para vencermos essas dificuldades que assolam o nosso
país.
23. Quero saber como devo agir no meio de tanto estresse,
para evitarmos tê-la, e melhor, como auxiliar alguém que
esteja começando a tê-la ou até já esteja
em grau um pouco mais adiantado da doença?
Resposta: Fazendo uma analise de como você está administrando
a sua vida. O que realmente é necessário e o quê
está de supérfluo ocupando o espaço do vital para
você. Nós muitas vezes sofremos desnecessariamente por
não sabermos o que queremos da vida. Necessitamos priorizar em
nossa vida o que realmente é necessário. Leia o livro
“mereça ser feliz” vai lhe ajudar muito, espero.
24. Deve a pessoa que tem síndrome do pânico,
tomar medicação? A meu ver trata-se somente de obsessão.
Resposta: Já foi respondido em outra parte (questões
4 e 11).
25. Milha filha apresentou esse problema alguns anos atrás.
Os médicos demoraram muito para diagnosticar; tiveram que fazer
muitos exames. Enfim, ela ficou sete dias internada. Fez tratamento
alopático e só. Gostaria de saber se há possibilidade
de voltar o problema e em que situação?
Resposta: Geralmente são os psiquiatras ou cardiologista que
fazem o diagnostico com mais facilidades, pois é grande a freqüência
em suas clinicas de tais pacientes. Junto com o tratamento alopático
(sempre necessário), deve-se buscar a psicoterapia e também
os tratamentos complementares. A ajuda espiritual é muito benéfica.
Leituras salutares, o hábito da oração, esportes,
divertimentos sadios são muito importantes para manter a mente
da pessoa sempre em um nível superior, pois o pessimismo o vicio
de mentalizar o lado negativo da vida podem ser fatores desencadeante
das crises.
26. Sou casada há l2 anos e tenho um filho de seis
anos. Tenho sofrido ao longo de sete anos entre período de depressão
e outro, e hoje foi diagnosticado que tenho além de fibromialgia,
que é um distúrbio neurológico, a síndrome
do pânico. Há dias que é ainda mais intenso o meu
pavor e aversão ao mundo externo. Gostaria de saber porque esta
síndrome se instala e se há cura.
Resposta: A causa como já falamos alhures, é desconhecida
pela ciência. Existem varias hipóteses, mas nenhuma por
si responde todas as questões. É muito comum depressão,
fibromialgia e síndrome do pânico, estarem presente numa
mesma pessoa. No final destas questões exporemos o nosso ponto
de vista sobre a síndrome do pânico.
27. Como ajudar uma pessoa com esses sintomas fora de um centro
espírita? A terapia de regressão a vidas passadas não
incorre em riscos para o paciente (se Deus nos deu a benção
da amnésia parcial, será beneficio relembrar certas vivencias)?
Resposta: Aconselhando-a procurar um médico em primeiro lugar.
Depois a orientando fazer uma revisão de como tem vivido. Procurar
vincular-se a um trabalho voluntário em favor de alguém
e não esquecer de buscar o habito da oração.Quanto
ao fato da regressão de memória a vivência passadas,
costuma ser muito útil no tratamento destas pessoas. O esquecimento
do passado é realmente uma benção, mas não
impede que busquemos recursos para a solução dos nossos
problemas hoje. O nosso “ EU” superior só permitirá
vir á consciência aqueles fatos que o nosso psiquismo de
superfície já suportar elaborar. A mente tem os seus mecanismos
de defesas, que protegem a integridade psíquica. Quando Emmanuel
desaconselha vasculhar o passado, afirma isso nas questões de
curiosidade e não para tratamento. Para tratamento somos do parecer
que é valido desde que seja feito por profissional competente.
28. Como o medo e a solidão influenciam no processo
da síndrome do pânico?
Resposta: O medo quando em grau superlativo, é o pior sentimento
que uma pessoa possa sentir. A síndrome do pânico é
um medo extremo, que desencadeia vários sintomas numa pessoa.
Ele é para nós a porta de entrada da síndrome do
pânico.
29. Minha mãe teve síndrome do pânico logo
após o desencarne de meu pai ( ele ficou doente 15 anos e nesse
tempo todo ela dedicou somente a sua doença). Com a síndrome
do pânico, ela várias vezes foi ao hospital com a pressão
alta e após várias crises, foi constatada a doença.
Ele hoje está bem melhor, mas continua tomando os medicamentos.
Na mesma época que ela começou o tratamento, ela voltou
a aplicar passe no centro. Não sabemos se a melhora foi devido
aos trabalhos no centro ou a medicação. Se ela parar com
a medicação a síndrome pode voltar? Ela não
queria mais ficar tomando tantos remédios.
Resposta: Somos do parecer que foram as duas coisas que redundaram
na melhora. É bom que ela procure o seus médico e converse
com ele na possibilidade de reduzir a medicação e observar
como ela irá sentir.
30. Observação do entrevistado (índice)
A síndrome do pânico à nossa experiência
tem como provável causa uma morte traumática na reencarnação
próxima passada. Geralmente por suicídio. No livro Memórias
de um suicida, Camilo Castelo Branco descreve com rara felicidade os
principais sintomas encontrados em tal síndrome. A dificuldade
em desvencilhar-se do corpo vital quando de um desencarne abrupto provocado
direta ou indiretamente pelo próprio individuo é que ao
nosso ver responde por todo cortejo de sensações estranhas
que a pessoa sente. De uma maneira geral vários sintomas são
confundidos com esta síndrome. Ansiedade, palpitação,
mal estar e outros por si só não nos autoriza a dar este
diagnostico A sensação de desrealização,
despersonalização, medo de enlouquecer ou de morte eminente
com a angustia de que ninguém pode ajudar, são para nós
os principais sintomas dessa síndrome. Os pacientes em regressão
de memória quando acessam estes momentos, nos revelam esses sentimentos.
A dificuldade em desencarnar (não de morrer) é que trás
esse sofrimento. A morte pode ser de varias maneiras: suicídio,
enfarto, guerra, traumas vários, mas é a dificuldade em
desvencilhar-se do corpo e ficar preso ao duplo etérico quando
o corpo já está morto que é o grande problema.
Ao reencarnar, o novo corpo não é capaz de abafar as sensações
violentas do passado e por ressonância com vivencias atuais ,
pode abrir-se uma janela dos passados e essas sensações
podem materializarem-se na vida atual. O momento da morte como do nascimento
é muito importante para todos nós.
FONTE - http://casadeemmanuel.org.br/entrevista_jaider_rodrigues.html#tema
veja também
- http://casadeemmanuel.org.br/panico.html