A incrível história da prisão do editor de "Carandiru
– um depoimento póstumo" - Cristian Fernandes - por
Paulo Henrique de Figueiredo
15/07/2011
por PAULO HENRIQUE DE FIGUEIREDO
O livro, psicografado por Renato Castelani,
conta a história de Zeca, morto no massacre dos 111 presos. O
editor da obra não tinha meios de checar a veracidade dos minuciosos
dados do relato. Até que foi preso injustamente...
Todas as cadeiras à volta da longa mesa estavam tomadas. A sessão
estava cheia. Na atividade mediúnica, os Espíritos recém-desencarnados
descobriam sua nova situação num diálogo esclarecedor,
por meio dos médiuns. Saindo do habitual, um Espírito
levantou-se, tímido, e requisitou licença para fazer um
pedido. Um ar melancólico transparecia de sua figura.
Renato Castelani ficou surpreso quando viu que o recado era para ele.
O Espírito, Zeca, desejava contar sua história para ser
divulgada em um livro. “Que loucura!”, pensou Renato. Jamais
psicografara, apesar de há muitos anos servir como médium
psicofônico naquele mesmo trabalho.
Zeca morreu entre os 111 presos no “massacre do Carandiru”.
O Espírito confessa que fora um traficante. Começou criança.
Acreditou que poderia superar a pobreza da família pela opulência
efêmera do comércio das drogas. Traído, acabou na
prisão, dominado por um sentimento de vingança. Numa reviravolta
de seus sentimentos, porém, o encontro com uma moça simples,
filha de outro prisioneiro, tomou conta de sua atenção.
Sonhou com a idéia de formar uma família. Determinado,
fez de tudo para diminuir seu tempo recluso, pelo trabalho e bom comportamento.
Até que um dia houve um motim. O barulho de bombas e tiros espalhava
terror. Zeca estava assistindo ao jogo de futebol. A polícia
chegou, empurrando os presos em duas filas. Espremido entre seres apavorados,
acabou num pavilhão destruído. Cenas terríveis,
tiros zunindo, desespero na pavorosa matança. E o sonho acabou,
com Zeca morto.
Renato relutou para iniciar o trabalho. Não poderia negar a
ajuda ao Zeca, já um amigo do outro mundo. Mulher e filhos compreenderam
e ajudaram. Os dois combinaram um ritmo de trabalho, determinados dias
e horários, e a obra surgiu. Um forte relato da vida no crime,
prisão e morte, a surpreendente chegada num hospital da espiritualidade,
o repensar sobre a vida, remorso, o reaprendizado das virtudes, uma
trajetória de reconstrução e, finalmente, a oportunidade
de contar sua história.
Mergulhado em dúvidas
Depois de meses de sacrifício, Renato estava mergulhado em dúvidas.
Nada do detalhado relato podia ser confirmado. Foi quando o médium
buscou um conselho do experiente Herminio
Miranda, autor de clássicos da literatura espírita. As
perguntas borbulhavam. Deveria publicar? Como confirmar a veracidade?
Não seria tudo uma fantasia ou loucura? Por que isso tudo foi
acontecer comigo? Mas a resposta do sábio escriba foi simples
e conclusiva: “Não temos a mínima idéia dos
desígnios de Deus”.
O editor executivo Cristian Fernandes, em meio aos
livros e textos empilhados cuidadosamente em sua mesa, ficou satisfeito
com a edição e preparo do livro Carandiru – Um Depoimento
Póstumo. A escolha da capa agradou, com a sombra de um prisioneiro
cabisbaixo, revelando ao fundo a luz entre as frestas da grade. “Imagem
impactante e representativa do romance”, foi o comentário
geral na Editora Lachâtre.
No preparo da obra, Cristian impressionou-se com a riqueza de detalhes
da vida na prisão, dados sobre pavilhões e descrição
dos personagens. Mas a única testemunha era o próprio
Espírito, Zeca, e sua história. O Carandiru estava demolido
e não seria possível atestar os dados. O jeito foi suprimir
algumas informações específicas sobre os pavilhões.
Por outro lado, mesmo como obra de ficção, o romance é
coerente com a Doutrina Espírita e traz uma mensagem consoladora
para seus leitores. Por tudo isso, o livro chegou às livrarias.

Cristian Fernandes
Como num filme policial
São Paulo, quinta-feira, dia 7 de fevereiro de 2008. Cristian,
fugindo da rotina, teve que sair mais cedo do trabalho. Contratempo
comum nas cidades grandes, foi chamado a prestar esclarecimentos sobre
um acidente de trânsito. Seu carro estava realmente amassado,
coisa antiga. Deveria ser alguma confusão, que ele preferiu resolver
para não ter dor de cabeça futura.
Chegando à delegacia, o mundo caiu sobre sua cabeça.
Sem compreender os fatos inusitados, estava enfileirado com desconhecidos
diante de um vidro espelhado. Como num filme policial, viveu a cena
de reconhecimento e o inesperado aconteceu: foi identificado por uma
jovem vítima de assalto a mão armada e recebeu imediata
voz de prisão!
A moça estava abalada, duas semanas após levarem seu
carro. Sua irmã gêmea, dias depois, também reconheceu
Cristian como o cúmplice que ficara no carro durante o assalto
às irmãs, na frente de casa. O suspeito estava longe,
na esquina, em meio à escuridão da noite, mas o impulso
de solucionar a agressão sofrida cegou o bom senso, culminando
na acusação falsa por parte das vítimas. Cristian,
no momento do assalto, estava indo buscar seu filho do outro lado da
cidade e, durante o depoimento, não se lembrou deste fato que,
futuramente, diversas testemunhas iriam confirmar. O tenso momento na
delegacia terminou com a prisão preventiva do editor.
Transferido para outro departamento de polícia, encontrou assassinos,
traficantes, estelionatários e assaltantes. Cristian chegou lá
com todo o receio de quem imagina, pelos filmes, a situação
terrível de um inocente na prisão. Mas o medo durou pouco.
Descobriu logo que o convívio entre prisioneiros segue regras
rígidas de conduta e relacionamento.
Ele era um “157” (roubo), dividindo a cela com vários
“121” (assassinato) e “171” (estelionato), além
de diversos “155” (furto), crime mais comum entre os jovens.
É assim que os presos se identificam, pelos números dos
artigos do Código Penal. Durante a noite, todos ladeados como
sardinhas em lata, o editor dormiu como pôde no espaço
diminuto que lhe coube, sobre uma surrada e velha manta de algodão.
Trabalho na prisão
Cristian logo caiu na faxina. Essa é a tarefa dos últimos
quatro presos que chegam à cela. Lavar a louça, a cela
e a parte do pátio em frente. Outros presos transformavam os
bifes das marmitas em pratos mais elaborados, como estrogonofe, cozido
em banho-maria usando uma resistência de chuveiro. Os próximos
prisioneiros assumiriam as tarefas ‘caseiras’, revezando,
nos quatro meses em que Cristian ficou preso injustamente. Um cotidiano
entediante. Comer, dormir e vagar no pátio.
O caso de Cristian comoveu amigos e o movimento espírita. Enquanto
dezenas de pessoas se mobilizavam, advogados mergulhavam no esforço
para superar os enganos da lei. Toda a sua família sofria sem
saber como agir. Cristian explicou ao seu filho de quatro anos todo
o drama, e sempre aguardava, ansioso, seus contatos. Enquanto isso,
ocupava seu tempo editando originais de livros, trabalhando atrás
das grades.
Praticamente investiu todo seu tempo, que, aliás, tinha de sobra,
ajeitando os seus papéis e corrigindo textos. Sua atividade literária
foi recebida com respeito e interesse pelos prisioneiros. O Espiritismo
atiçou a curiosidade e, devagar, eles se aproximavam para conversar
e fazer perguntas sobre a vida após a morte. Aos poucos, ouvindo
confissões e analisando as histórias de vida, o editor
começou a indicar obras espíritas que tratavam do drama
vivido pelos presos. Pedia para editoras e familiares, recebia exemplares
das obras recomendadas e as emprestava. Essa atividade informal acabou
por criar uma biblioteca circulante de obras espíritas. Circulavam
O evangelho segundo o espiritismo, O Livro dos Espíritos, Nossos
Filhos São Espíritos e tantas outras.
Casos e acasos
Um detento perdeu seu filho recém-nascido; não acompanhara
o nascimento, mas o conhecera nas visitas de sua esposa. Depois de muito
conversar sobre relações familiares e a sobrevivência
após a morte, Cristian ofereceu a ele o livro Na Maior das Perdas,
de Regis de Morais, que, entre outros confortos, esclarece: “a
vida é um intricado tecido de ganhos e perdas, o que faz dela
um alegre sobressalto e, ao mesmo tempo, às vezes uma esperança
com laivos de melancolia. Os temores, que sempre existem dentro de nós,
têm que constantemente receber nossa assistência de fé,
bem como – acima de tudo – a assistência do Divino
Mestre através dos mensageiros do Plano Maior”.
Em meio às confissões sinceras nas conversas pelos cantos
do pátio, Cristian descobriu, em assassinos e ladrões,
almas temerosas, marcadas pela dor, titubeantes, mas com sentimentos
profundos e com uma esperança de mudança, como todo ser
humano.
O rapaz que perdera o filho, ao terminar a leitura do livro, perguntou
de pronto ao Cristian:
– Bandido também chora?
– Não sei. Não sou bandido! – respondeu espirituosamente
o editor.
– Pois eu chorei, e muito! Só de pensar em reencontrar
meu filho nesse lugar espiritual aí, ganhei um motivo pra ficar
vivo. Sinceridade!
O livro mais procurado era, obviamente, Carandiru – Um Depoimento
Póstumo. O dia a dia descrito por Zeca empolgava os presos pela
identificação. A segunda parte do livro, contando a vida
na espiritualidade, era uma novidade que afastava a condenação
eterna no inferno, pensamento mais comum. “A lei de Deus dá
sempre uma nova chance”, diz Zeca. Há esperança,
percebiam os condenados, de criar uma nova vida, trilhada por um novo
caminho pela reencarnação.
O jovem criminoso
Márcio, apesar de moço novo, tinha uma ficha recheada
de graves crimes. Aproximou se de Cristian por uma simpatia natural.
Conversaram muito nas horas longas e o diálogo saltava dos crimes
passados aos conceitos da Doutrina Espírita, numa mistura que,
convenhamos, só fazia sentido lá, num pátio de
prisão, entre um bandido e um espírita preso injustamente.
Amigos, trocavam confidências.
Márcio escondia um rapaz alegre, sensível e inteligente
por trás da máscara do terrível, cruel, frio e
melancólico criminoso. Fora iniciado pela família da namorada
aos 17 anos. Convidado para uma festança num sítio com
estacionamento apinhado de carros importados, comida farta e alegria,
não percebeu naquele dia que o ambiente fora todo planejado para
convidá-lo ao crime. Participou de um assalto e todo o valor
foi dado a ele pela quadrilha. O teatro estava armado para envolvê-lo
e, finalmente, a tentação venceu o medo. Numa escalada
abrupta e aterradora, sem dar-se conta do engano, já se tornara
um treinado assassino. Márcio devorou Carandiru. A identificação
com a vida de Zeca foi profunda e marcante, as mesmas mazelas do cárcere,
os mesmos dramas e sentimentos íntimos. Mas a vida após
a morte marcou sua alma por uma novidade: a possibilidade de transformação.
Márcio ficou fascinado por ter uma “chance”.
– Pensava, cara, que tudo ia acabar, que meu destino era viver
pra sempre no inferno, atacado por diabinhos. Te confesso, em minha
vida, as angústias nunca permitiram que eu tivesse remorso pelo
que fazia. Certo da condenação pela morte, depois do primeiro
crime, não tinha porquê parar mais. Mas, sabe, Cris, a
vida do Zeca abriu uma chance de uma nova vida, que até agora
nunca tinha passado pela minha cabeça.
– Eu mesmo – disse Cristian – passei por muita dificuldade
antes de conhecer o espiritismo. Refletindo, estudando, encontrei respostas
que mudaram minha vida. Tudo depende
da gente. Não existe diabo. Nem mesmo Deus castiga. O que importa
é a nossa consciência. Somos nós mesmos que escolhemos
nossos passos e o destino de todo mundo é ser bom! Nunca ficamos
sem uma nova chance. Basta querer mudar.
– Foi exatamente isso que eu pensei. Dá pra fazer diferente,
cara. É uma barra, mas dá. E não preciso esperar
morrer para mudar! – concluiu emocionado o jovem criminoso.
Márcio limpou uma lágrima em seu rosto. É verdade!
Bandido chora.
Uma grande surpresa
Dias depois, uma surpresa. Márcio chega empolgado à cela
de Cristian, balançando freneticamente o livro em suas mãos.
Em seu beliche de cimento, o editor baixou lentamente o calhamaço
do original que corrigia, para lhe dar atenção.
Márcio fizera uma descoberta! Sabia quem era um personagem do
livro, chamado Camarão. Estivera com ele numa penitenciária.
Os fatos batiam com os detalhes do livro, nas palavras de Zeca, em Carandiru:
“Conheci um rapaz mais novo do que eu, o Camarão, apelido
que ganhou por causa de seu cabelo cor de ferrugem e rosto todo pintado
da mesma cor. Tinha feito parte de uma gangue perigosa e cruel que não
deixara vítima nenhuma viva. Alguns ainda estavam em liberdade,
depois que a polícia desbaratou o bando. Só corriam atrás
de coisa rendosa. Atacar pobres e favelados era coisa para bandido pé-de-chinelo.
Estes, quando encontravam pelo caminho, eram liquidados sumariamente.
Por muito tempo a polícia confundiu seu bando com um grupo de
justiceiros. Não faltaram apartamentos de luxo ou casas suntuosas
onde não tivessem passado. O rapaz foi entregue como ‘boi-de-piranha’
nas mãos da polícia, para que os chefes do bando escapassem
de um cerco. Pagou por todos. Antes de se entregar, feriu dois soldados
e matou um sargento. Levou mais de um mês para poder ser apresentado
à justiça, tamanha foi a surra que levou dos colegas do
policial assassinado. ‘Preferia ter morrido’, dizia-me ele.
Andava preocupado com a namorada, menor de idade, que deixara lá
fora. Nem sabe se permitiriam sua visita um dia. Isso o atormentava
mais que as péssimas condições de vida do pavilhão.”
Além de confirmar toda a história do Camarão,
Márcio disse que ele ainda estava preso. E mais: o companheiro
de Cristian seria transferido nos próximos dias para a velha
penitenciária no interior de São Paulo, poderia reencontrar
Camarão e confirmar tudo pessoalmente.
A transferência
Um tempo depois, Cristian viu Márcio pela última vez.
Abraçaram-se. Finalmente a transferência saíra.
O camburão foi embora. A partir daí, iriam se comunicar
apenas por cartas.
A primeira chegou em 14 de maio, e num trecho, contava: “Ufa,
cheguei no lar, doce lar. Confesso que estou feliz. Tô sorrindo
até pras muralhas. Aqui nada mudou, tá tudo igual. Os
mesmos presos, os mesmos funcionários e eu novamente. Mostrei
o livro pro Camarão, ele se emocionou ao ler a história
e ficou feliz por ter sido lembrado.” Segundo Cristian, a vida
na delegacia de polícia é monótona e asfixiante.
Já na penitenciária é possível construir
um cotidiano útil. Tem trabalho, é possível estudar,
manter um convívio. Isso explica a alegria de Márcio.
Mas a notícia esperada sobre Camarão viria depois, na
carta de 29 de maio: “Acabo de receber sua carta e isso me deixou
muito contente, afinal fui lembrado! Estamos fazendo um comentário
sobre o livro. Realmente lágrimas rolaram. Todos os que leram
o livro se emocionaram. Estou freqüentando as reuniões espíritas,
tá crescendo o grupo, no momento estamos em 15.
As reuniões são todas as quintas, das 16h às 17h.
As cartas são como visitas para mim e esse é o meu passatempo
predileto.” Finalmente a veracidade de Carandiru estava confirmada.
As identidades de Camarão, Zeca e tantos outros foram reveladas
pelos depoimentos das testemunhas.
Outra revelação de Márcio sobre Camarão:
bandido velho também chora! Em 3 de junho, mais novidades: “Estou
me ocupando bastante, me matriculei no curso de inglês, creio
que no mês de julho já começo. Tô com o maior
sono; nessa madrugada teve tentativa de fuga na Penitenciária
I, que fica aqui ao lado e foi o maior tiroteio a noite toda. Só
helicópteros iluminando e sirenes, que deixou todos com um zumbido
no ouvido. ‘É, bom dia Vietnã’... Se a Keila
chegar aí até você, peça para ela me escrever.
As cartas são como visitas para mim e ajudam a aliviar o sofrimento.
Até o presente momento estou trabalhando na administração,
mas fiz ficha pra trabalhar na Funap. Lá paga mais. Aqui graças
a Deus a paz tem imperado. Cada um faz a sua e a meta é a liberdade.”
A merecida absolvição
Meses depois da prisão, a inocência de Cristian, enfim,
foi sentenciada pela juíza, conforme publicado pelo Tribunal
de Justiça de São Paulo: “Arquivo: 391. 17ª
Vara Criminal. Processo número 050.08.010621-8/00. Justiça
Pública x CRISTIAN FERNANDES. Resumo da sentença: Diante
do exposto, ABSOLVO CRISTIAN FERNANDES da imputação que
lhe é lançada nestes autos, com fundamento no artigo 386,
inciso VII do Código de Processo Penal.” Liberdade! Cristian
saiu da prisão e só queria abraçar seu filho e
sua família. Reviu os amigos. Voltou para o trabalho na editora.
Contou sua peculiar história no programa de rádio Universo
Espírita – Pensar e Viver com Liberdade.
Um ouvinte especial foi o atento Renato Castelani, que, emocionado,
viu seus anseios e dúvidas respondidos. Fora tudo verdade. Zeca
existiu realmente. Além de radiante ao ver sua obra dar os primeiros
frutos de renovação, pois “sempre existe uma nova
chance”, Zeca deve estar agradecido pela benção
da mediunidade ter permitido cumprir sua tarefa consoladora.
Em primeiro de julho, Cristian recebeu mais uma carta de seu amigo
Márcio, como se fossem páginas de um novo romance, num
drama da vida que nunca tem fim: “Tô bem contente pela sua
liberdade. Demorou, mas chegou, né? O amarão hoje é
pastor de igreja pentecostal, mas isso não impede de falar sobre
o Zeca, que foi seu companheiro de cela por meses. Aqui o mundo espiritual
é visível. Como de praxe, os vultos e barulhos são
por toda a noite”.
As reuniões espíritas continuam semanalmente na penitenciária.
Camarão ainda faz seus sermões em nome da paz. A biblioteca
circulante espírita está funcionando na delegacia de polícia,
além de Márcio ter levado a idéia para seu “doce
lar”. Castelani, quem sabe, está à disposição
para o pedido de um novo Espírito. E Cristian, seu filho e sua
família estão aproveitando plenamente a volta da liberdade!
Ficamos por aqui, nesta história rica de emoção
e significados, com uma certeza: não há limites na vocação
transformadora do Espiritismo. Ele representa, realmente, a espada do
Cristo na regeneração da humanidade.
Por fim, não poderíamos deixar de lembrar da sabedoria
simples de Herminio Miranda: “Não temos a mínima
idéia dos desígnios de Deus”. O Cristian que o diga!
PAULO HENRIQUE DE FIGUEIREDO pesquisa o Espiritismo
e o Magnetismo Animal há 25 anos, é coordenador editorial
da revista Universo Espírita e autor do livro Mesmer, a Ciência
Negada e os Textos Escondidos.