21/06/2011
Apresentamos abaixo um resumo da viagem
de Divaldo Franco pela Europa. Este relato começa em Stuttgart
dia 18 de maio até Zurique dia 09 junho. A Jornada completa de
Divaldo Franco iniciou dia 09 de maio em Dublin/Irlanda e terminou dia
11 de junho em Winterthur/Suíça.
Texto completo escrito por Paulo Salerno encontra-se
no site http://www.oconsolador.com.br
Divaldo Franco inicia novo périplo pela Alemanha
As atividades do conhecido orador tiveram início
no dia 18 de maio na cidade de Stuttgart, na sede da Federação
Espírita Alemã
Divaldo e o Cônsul Geral em Frankfurt |
O Arauto do Evangelho e conferencista internacional Divaldo Pereira
Franco iniciou numa quarta-feira, dia 18 de maio (fotos),
a sua mais recente excursão de natureza doutrinária por
diversas cidades da Alemanha. A primeira atividade foi na cidade de
Stuttgart, na sede da Federação Espírita Alemã
e do Studienkreis Allan Kardec e V.
Divaldo, neste périplo pela Europa e Países Baixos, encontra-se
acompanhado de seu primo Nilson de Souza Pereira.
A reunião teve início com as palavras
de acolhimento proferidas por Mary Gekeler, presidente da Federação
Espírita Alemã e do Grupo
Espírita. De imediato, um belo momento musical preparou o ambiente.
A harmonia, a vibração e a emoção experimentada
naquele momento foram prenúncios, que se concretizaram, de grande
proveito para todas as pessoas que superlotaram as dependências.
Autógrafos em Bonn |
Divaldo Franco, com o apoio de Edith Burkhard, sua tradutora para a língua
alemã, apresentou o tema Libertação do Sofrimento.
Trouxe para embasamento do assunto o pensamento de alguns filósofos
e psicólogos sobre a felicidade, o objetivo ou o sentido da vida,
sobre o possuir ou não possuir bens materiais, a felicidade relativa.
A falta de um objetivo para viver leva a criatura
ao sofrimento. Ilustrando esse ponto, Divaldo apresentou, de forma sucinta,
a história de Sidarta Gautama – o Buda –,
que foi quem melhor definiu o sofrimento, antes de Jesus. Buda afirmava
que as quatro grandes verdades são: o sofrimento, a causa do
sofrimento, como se libertar do sofrimento e os meios para se libertar
do sofrimento.
Pensar, falar e agir corretamente; perdoar totalmente;
servir sempre; fazer o bem a todo o instante; não incentivar
o mal; e viver em totalidade, eis a libertação do sofrimento
de acordo com o pensamento filosófico de Buda. Jesus,
seiscentos anos depois, com sua luz incomum, preconizou como solução
para todos os problemas o amor. Amar de tal forma que possa dar-se ao
próximo em totalidade.
Público em Bonn |
Jesus reformulou a história da humanidade. Até Ele, o vitorioso
era aquele que vencia os outros. Depois Dele, o vitorioso é aquele
que vence as suas próprias paixões. É muito fácil
vencer os outros utilizando-se da calúnia, da traição,
do punhal, do revólver. Vence-se qualquer um utilizando-se da calúnia.
Mas, para vencer-se, vencer as paixões, é necessário
grande esforço moral, com a utilização de um objetivo
psicológico, afirmou Divaldo Franco.
Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, sintetizou
o pensamento de Buda e de Jesus dizendo que cada criatura é aquilo
que ela faz de si mesma, que a vida tem um sentido psicológico,
sendo o homem um semeador que colhe o que semeia. Quando a criatura
humana tem problemas, eles são frutos dos equívocos passados.
Para modificar-se é necessário realizar ações
nobres para colher os frutos depois. Amar para não ter problemas,
essa é a ação enobrecedora da criatura humana,
porque todo o bem que possa ser feito elimina o mal que foi realizado,
sintetizou o incansável conferencista.
Divaldo e a tradutora em Essen |
A Lei do Universo é a Lei do amor. A busca da
autorrealização é o objetivo essencial da existência,
de acordo com Carl Gustav Jung. É fácil encontrar o significado
psicológico da vida, basta ser melhor em todos os aspectos, amando
mais, reclamando menos. Finalizando, Divaldo Franco, recitou o Poema
de Gratidão, de Amélia Rodrigues, como oração
final. Os aplausos irromperam espontâneos e vigorosos. Foi um
preito de gratidão daqueles que se dispuseram a investir visando
libertarem-se dos sofrimentos.
Após o evento Divaldo Franco foi entrevistado
por Ligia Braz, do Brasiversum Her(t)z Show. (www.freies-radio.de)
A etapa seguinte foi Frankfurt
Público em Frankfurt |
Em Frankfurt, no dia 19 de maio, Divaldo Franco foi recebido pelo Freundskreis
Allan Kardec e. V. – Círculo de Amigos Allan Kardec.
Norma Buss e Liana Schmidt, presidente e vice-presidente do Círculo,
respectivamente, recepcionaram com brilhantismo os participantes da
conferência. Estava presente o Cônsul-geral do Brasil, em
Frankfurt, Cézar Amaral, ativo participante do evento.
Divaldo desenvolveu a conferência Conflitos
Existenciais, analisando de forma judiciosa a resposta para
a questão do perdão das ofensas. Dar o direito ao ofensor
a ser como é, inclusive o de manter-se no mesmo estágio
de compreensão e atitudes. Apresentou o pensamento, de forma
sintética, de vários pesquisadores da psique humana e
em várias épocas da humanidade, sempre em busca da compreensão
das atitudes psicológicas do homem.
Na base dos conflitos existenciais
estão presentes a ansiedade, a solidão e o medo. Cada
uma dessas emoções foi dissecada pelo nobre conferencista
brasileiro que, como sempre faz, apresentou a solução
para trabalhar a intimidade do ser, sendo o amor, conforme esclareceu,
a grande solução.
Ao criar os seus próprios conflitos, o homem
infelicita-se, informou Divaldo. Os fatores ilusão e
narcisismo; os sentimentos de inferioridade, de incapacidade e de culpa;
a origem dos conflitos existenciais, tudo isso foi muito bem
elucidado, tanto quanto foram apresentadas as soluções
para eliminar ou, ao menos, diminuir a incidência dos conflitos
na vida da criatura humana, tanto os de origem patológica, quanto
os de natureza espiritual.
Após pequena pausa foi iniciada a fase das perguntas,
e pelo conteúdo de cada uma delas foi possível avaliar
o grau de interesse e o desejo de aprofundamento de questões
pontuais. A todas, Divaldo respondeu com clareza e simplicidade, ampliando
o entendimento com vistas a oferecer variáveis para se alcançar
a plenitude. Os aplausos que se sucederam foram o carinho e o reconhecimento
que o público ofereceu, em gratidão, a Divaldo Franco.
Essen foi a cidade a seguir visitada
Público em Essen |
Recebido com fidalguia por Kay Kreutzfeldt, Divaldo
Franco realizou mais um brilhante trabalho doutrinário em terras
alemãs. Foi a primeira vez que o nobre conferencista brasileiro
visitou Essen, mais precisamente o encantador distrito de Bottrop. O
encontro com os espíritas e vários psicoterapeutas foi
promovido pelo Präventionszentrum Bottrop – Cento de
Prevenção Bottrop.
A conferência de Divaldo, proferida
no dia 20 de maio, foi centrada na pandemia da atualidade que, segundo
a Organização Mundial de Saúde, é a depressão.
Ele apresentou as diversas conclusões e possíveis soluções
que vários pesquisadores ofereceram sobre o assunto ao longo
dos séculos.
Medo, solidão e ansiedade são os fatores
predisponentes à depressão. Discorreu de forma magnífica
sobre cada uma dessas emoções, permitindo que cada um
aprofundasse o conhecimento sobre si mesmo. Divaldo enfatizou que as
emoções necessitam ser exteriorizadas, ouvindo a consciência
que, de forma clara, aconselha a criatura a fazer o melhor para si e
para o próximo.
Medo, solidão e ansiedade são os fatores predisponentes
à depressão. Discorreu de forma magnífica sobre
cada uma dessas emoções, permitindo que cada um aprofundasse
o conhecimento sobre si mesmo. Divaldo enfatizou que as emoções
necessitam ser exteriorizadas, ouvindo a consciência que, de forma
clara, aconselha a criatura a fazer o melhor para si e para o próximo.
Outros aspectos abordados foram os transtornos obsessivos
compulsivos, as obsessões e possessões, informando que
a Ciência e o Espiritismo estão totalmente de acordo, quanto
a isso, com a psicologia e a psiquiatria. Nos transtornos psiquiátricos
ou psicológicos, aconselhou Divaldo, deve-se procurar, de imediato,
o recurso oferecido pela medicina, buscar Jesus e procurar identificar
as causas das dificuldades vivenciadas.
A solução? O amor. “Quem ama não
adoece”, ensinou o intrépido orador. Seja aquele que ama.
Quem ama não pratica nenhum mal. A felicidade não é
ter dinheiro, mas saber administrar a vida. Para ser feliz, exerça
a filantropia. Encontre o sentido para a vida.
Pelo nível das perguntas que se seguiram percebeu-se
o grau de interesse que o assunto despertou. Isso ensejou a Divaldo
a oportunidade de aprofundar alguns conceitos, enriquecendo o entendimento
de todos que se encontravam no Centro de Prevenção Brottop.
Finalizada a atividade, os aplausos de carinho e agradecimento irromperam
fortes e demorados.
A quarta etapa foi a cidade de Bonn
Encerramento em Bonn |
O Allan Kardec Studien und Arbeitsgruppe (Grupo de Estudos
e Trabalho Allan Kardec) promoveu nos dias 21 e 22 de maio de 2011 o
Seminário que fora amplamente divulgado. O evento, realizado
na Academia Andreas Hermes, teve por tema: Devemos amar ao próximo
como a nós mesmos – Qual a importância do amor próprio?
Após excelente momento musical com o pianista
Flávio Benedito, Divaldo Franco, o semeador de estrelas, disse
que o amor é a alma de Deus e Deus é a alma do amor.
Com esta assertiva foram desenvolvidas as atividades programadas para
o dia 21 de maio. Elucidando o tema, foi apresentado o pensamento de
Mahatma Gandhi, de Sidarta Gautama – o Buda e de Jesus. Acrescentou
que, se pudéssemos reduzir tudo o que sabemos em uma única
palavra, essa palavra seria o amor.
O amor encerra a sabedoria que é composta por
dois fatores: o conhecimento e o sentimento. A moderna ciência
médica, disse Divaldo, assevera que quem ama não adoece.
Afirmou que o ser humano está na Terra essencialmente para amar-se
e amar. É necessário evitar os pequenos vícios
para que não se tornem grandes. Segundo Buda, a criatura humana
é vítima da ilusão e, assim, foge da realidade
para viver iludido.
A proposta do amor é um desafio psicológico;
mesmo que a criatura não se ache muito digna, deve amar-se e
amar.
“Ame, mas não expresse por palavras
o seu amor a qualquer pessoa para não ser mal compreendido;
use atitudes ou gestos”, propôs Divaldo.
O homem ainda não aprendeu a amar,
por isso sofre. Quando aprender a amar-se e amar, alcançará
a plenitude. Amar é ter compaixão do outro,
ser solidário, fraterno.
No domingo, 22 de maio, o seminário teve prosseguimento.
Harmonizado o ambiente com uma excelente apresentação
musical pelos cantores Warren Richardson e Maurício Virgem, em
dueto, Divaldo destacou o trabalho realizado pelo professor Leo Buscaglia,
em Nova York, que ensinava seus alunos a amar.
O amor é um sentimento espontâneo, foi a terceira emoção
básica da vida animal, mas é necessário saber desenvolvê-lo
e aplicá-lo diariamente, disse Divaldo. O arauto do Evangelho
e conferencista internacional afirmou que a solidão devora a
sociedade e que existe solidão a um só, a dois e na multidão.
Ela é uma má conselheira. Buscar o estado solitário
uma vez ou outra é saudável, mas quando habitual é
um estado patológico.
Os homens, continuou Divaldo, são animais gregários,
têm necessidade de relacionar-se com os outros, têm necessidade
de calor humano uns dos outros, evitando, porém, asfixiar um
ao outro.
Nesta fase do seminário, Divaldo deteve-se, com
maior intensidade, nas relações familiares, especialmente
entre os casais.
O amor dá a vida, é tão
benéfico que enriquece. O amor não pode ser
feito de piedade, mas de solidariedade. Ser otimista,
amar-se e amar incondicionalmente. Os gestos de amor são
infinitos e nunca se sabe sobre os seus efeitos, porque se
estendem no tempo, alcançando as criaturas, construindo a vida.
O amor é terapêutico, pois aquele que ama enche a mente
de ternura e já não há mais espaço para
sofrimentos, tristezas. Quem ama possui dignidade.
O amor nunca exige, nunca se impõe.
Você seria capaz de amar assim? Então comece a treinar.
Com todos esses enunciados, Divaldo Pereira Franco trabalhou
as diversas expressões do amor. Lições de vida,
exemplos diversos foram apresentados, tornando a compreensão
mais fácil. Como agradecimento, o público, heterogêneo
em nacionalidades e línguas, mas unido pelo sentimento do amor,
aplaudiu entusiasticamente o conferencista. Foi um gesto mínimo
diante da grandeza do trabalho apresentado.
Estavam presentes delegações de França,
Luxemburgo, Suíça, Bélgica, Áustria, Espanha,
Portugal, Brasil, Holanda e, naturalmente da Alemanha.
Público em Mannheim |
As fotos que ilustram esta reportagem
são de autoria de Jorge Moehlecke.
Divaldo Franco vai a Auschwitz e fala ali pela primeira
vez
Varsóvia e Cracóvia, na Polônia,
e outras localidades da Áustria e da República Tcheca
foram também visitadas pelo orador brasileiro
Em Varsóvia, a capital da Polônia, Divaldo falou no dia
29 de maio. A Sociedade Polonesa de Estudos Espíritas promoveu
a participação de Divaldo Franco no encerramento do Fórum
de debates inter-religioso sobre a reencarnação.
Varsóvia - Público
|
O evento foi realizado nas dependências da Federacja Stowarzyszen
Naukowo-Technicznych Not, desde o início da manhã,
com a participação de diversos expositores representando
várias linhas do pensamento filosófico e religioso. Konrad
Jerzak, líder e dirigente espírita polonês, foi
o intérprete, traduzindo a palestra de Divaldo.
A hospitalidade e afabilidade com que os companheiros espíritas
receberam Divaldo e Nilson de Souza Pereira e mais os sete integrantes
da Equipe do Livro Divaldo Franco, voluntários da Mansão
do Caminho, oriundos do Rio Grande do Sul, e que tem participado das
atividades doutrinárias na Europa desde o dia 18 de maio, permitiram
que todos se sentissem à vontade.
Proveniente de Copenhague/Dinamarca, Divaldo Franco proferiu palestra
sob o título, O Sentido de Viver. Apresentou
o pensamento dos filósofos da corrente idealista e as do atomismo
grego, que mais tarde foi denominada materialismo, todos envolvidos
na busca de uma definição do significado da felicidade
para a criatura humana. Teceu comentários sobre as várias
escolas de pensamento da Grécia, tais as dos filósofos
Epicuro, Diógenes e Zenon, todas procurando definir e estabelecer
parâmetros para a felicidade.
A verdadeira felicidade, disse Divaldo, é o resultado de uma
conduta reta, de um coração tranquilo e de uma mente harmoniosa.
Jesus, o maior psicoterapeuta da humanidade, trouxe à Terra a
mais revolucionária proposta filosófica, a proposta do
amor. Divaldo continuou a apresentar vários pensamentos filosóficos,
todos em busca de uma definição para a felicidade.
Para alcançar a plenitude, ou o estado numinoso, é
necessário ter um objetivo na vida. Porém, a
mais notável de todas é a proposta de Allan Kardec, codificador
da Doutrina Espírita. Apresentou e comentou os conceitos encontrados
nas obras doutrinárias e os fundamentos da Doutrina Espírita.
Jesus, o homem mais notável, propôs a filosofia do amor.
O amor a si mesmo é o desenvolvimento intelecto-moral da criatura
humana, os cuidados que deve ter para com o corpo, para com as emoções.
Divaldo Franco, o incansável conferencista, apresentou os conceitos
sobre a depressão, o sentido psicológico da vida, a lei
de causa e efeito, as propostas espíritas que abrem as possibilidades
para o infinito. A verdadeira felicidade é fazer o bem, perdoar.
Ser solidário é ter um sentido psicológico para
a vida.
Inúmeras perguntas foram realizadas, oferecendo oportunidade
para a ampliação de conceitos e aclaramentos de outros
pontos que foram aprofundados. Os participantes plenamente envolvidos
pelo carisma de Divaldo Franco aplaudiram-no de forma vibrante e demoradamente.
A reencarnação foi o tema da conferência
realizada em Cracóvia
Cracóvia - Público
|
A Sociedade Polonesa de Estudos Espíritas, dando continuidade
à programação estabelecida, promoveu, no dia 30
de maio, o primeiro trabalho doutrinário de Divaldo Franco na
cidade de Cracóvia/Polônia. O tema abordado foi a Reencarnação.
Konrad Jerzack, dirigente da entidade promotora e intérprete
de Divaldo, recepcionou a todos com fidalguia e simpatia.
A reencarnação é uma das mais antigas doutrinas
filosóficas do mundo. Na história do Oriente ela era base
da evolução filosófica. No Ocidente, graças
às propostas gregas, a reencarnação experimentou
várias alterações. Platão, após estudar
no Egito, difundiu em Atenas a proposta reencarnacionista. Mais tarde
Jesus, em outras palavras, falou sobre a reencarnação.
Na atualidade a reencarnação tem sido estudada por várias
doutrinas, a ciência da parapsicologia, a psicotrônica,
a psicobiofísica e é estudada especialmente através
da ciência espírita, disse o conferencista.
Divaldo citou o parapsicólogo indiano Hamendra Nath Banerjee,
e Ian Stevenson, neuropsiquiatra, informando que na atualidade há
dois mil casos de investigação científica no Departamento
de Psicologia da Universidade de Virginia/EUA. Segundo o Dr. Banerjee
há quatro posturas para classificar aqueles que não estão
familiarizados com a reencarnação.
No primeiro grupo estão os que afirmam que não creem
na reencarnação; no segundo, os que dizem que a sua religião
nega a reencarnação; o terceiro grupo é constituído
pelos que afirmam crer na reencarnação; e o quarto, formado
de pessoas lógicas que preferem investigar, são os denominados
pelo Dr. Banerjee de cientistas.
Divaldo explanou as peculiaridades de cada uma dessas posturas, permitindo
que se compreendesse o ponto de vista que as criaturas, em geral, possuem
sobre a reencarnação. Analisou o diálogo entre
Nicodemos e Jesus, registrado por João, comentando e esclarecendo
as várias facetas desse diálogo notável, oportunizando
um entendimento maior sobre a reencarnação naqueles tempos.
Ilustrando a crença na reencarnação, Divaldo citou
os autores: Orígenes, que no Século II escreveu o livro
A Doutrina dos Princípios; Tertuliano, autor da Apologética;
e Santo Agostinho, que escreveu As Confissões. Comentou sobre
a crença na reencarnação que era aceita no Cristianismo
e que no ano 552, quando foi realizado o 2º Concilio Ecumênico
de Constantinopla, pelo Imperador Justiniano, tornou-se uma doutrina
herética, passando os reencarnacionistas a serem perseguidos.
Quando Allan Kardec publicou O Livro dos Espíritos
estabeleceu os seis fundamentos dessa ciência filosófica.
São eles: a crença em Deus, a imortalidade da alma, a
comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnação,
a pluralidade dos mundos habitados e a crença no Evangelho de
Jesus, conforme Ele e seus primeiros discípulos viveram. Não
foi o Espiritismo que descobriu a reencarnação, utilizou-se
da reencarnação que faz parte da cultura oriental, disse
Divaldo.
No Século XX eminentes pesquisadores foram estudar a reencarnação.
Foram vários casos comprovados. Divaldo apresentou os estudos
e narrou os fatos investigados sobre a reencarnação realizados
por eminentes cientistas, cada qual aprofundando a sonda da investigação
na memória cerebral e extra-cerebral da criatura humana. Os casos
de reencarnações investigados são inúmeros,
com comprovação apresentada por cientistas de renome internacional,
conceituados em estabelecimentos universitários, autores de obras
portentosas, como o caso do livro Muitos Mestres, Muitas Vidas, de Brian
Weiss.
Como explicar os casos de crianças portadoras de conhecimentos
altamente complexos, como explicar os gênios musicais, os grandes
matemáticos, sem os conceitos da reencarnação?
A reencarnação é uma doutrina comprovada, na atualidade,
em vários laboratórios. Allan Kardec, o codificador do
Espiritismo diz que todo efeito provém de uma causa, isto é
uma Lei da Física, logo tudo aquilo que acontece para a criatura
humana tem uma causa anterior.
O homem esta na Terra para resgatar e para evoluir, não
para sofrer. A Terra não é um vale de lágrimas,
não é um inferno. É uma escola que, de acordo com
os alunos, pode ser avançada ou atrasada. Só através
da reencarnação é que o homem pode entender a Justiça
Divina, afirmou o nobre conferencista.
Seguiu-se de imediato o período das perguntas. Foram muito bem
elaboradas e permitiram aprofundar alguns pontos específicos,
tais a felicidade, as experiências de regressão de memória,
as hipnoses, entre outros. Divaldo Franco, finalizando sua abordagem,
disse valer a pena amar, não guardar ódio na mente, nem
ciúme, ressentimentos, pois quem carrega lixo mental fica doente,
mas quem carrega amor torna-se muito feliz. Os aplausos irromperam de
imediato, fortes, demorados. Dessa forma Cracóvia agradeceu o
trabalho realizado por Divaldo Pereira Franco, por primeira vez.
Vida Feliz foi o tema da conferência em Auschwitz,
dia 31 de maio
Auschwitz - Palestra
|
Pela parte da manhã, Divaldo Franco, acompanhado por Nilson
de Souza Pereira e de um grupo de amigos, visitou pela primeira vez
o Campo de Concentração de Auschwitz. Ambiente pesado,
tudo ali evoca dor, sofrimento, barbárie. Hoje transformado em
um museu, guarda as marcas daqueles dias de horror. Por não ser
objetivo deste texto, descrever o que lá foi observado é
disseminar a dor. Em respeito à vida, e guardando na memória
as cenas tétricas, horripilantes, evocamos a presença
dos Benfeitores para que vítimas e algozes possam perdoar-se
mutuamente, construindo a paz em suas mentes. Que Jesus abençoe
todos os que sofrem, na qualidade de vítima ou de facínora.
Ao entardecer Divaldo Franco compareceu ao Centro de Cultura da cidade
de Oswiecim – Auschwitz no idioma alemão - para proferir
uma conferência sobre o tema Vida Feliz. O evento,
que se realizou no dia 31 de maio, foi promovido pela Sociedade Polonesa
de Estudos Espíritas. Seu líder é Konrad Jerzack,
polonês, fluente em português do Brasil, atuou também
como intérprete.
A busca filosófica da criatura humana está reduzida ao
encontro da felicidade. Ser feliz tem sido a meta de todas as existências,
no entanto a felicidade é tão difícil de ser encontrada.
O que é felicidade para uns, não é para outros.
Essas foram as palavras iniciais da primeira conferência proferida
por Divaldo Franco em Auschwitz.
O grande psiquiatra austríaco Viktor Frankel, que sobreviveu
ao holocausto, estabeleceu que a felicidade é de natureza psicológica,
que toda a criatura humana deve ter um ideal, porém um ideal
que dignifique o ser e a sociedade. Se esse ideal não tiver a
força de sobreviver, a vida da criatura é somente um desejo
de natureza sensorial.
Divaldo Franco narrou o encontro do Rabino mais importante do Século
XX, Meir Lau, com o Papa João Paulo II. Karol Wojtyla, quando
exercia a função de padre na Polônia, orientou a
uma mãe católica que ficara responsável por um
menino, durante a II Guerra Mundial, a atender a promessa que havia
feito à mãe do menino – enviá-lo, após
o término da guerra, para Israel a fim de ser educado no judaísmo.
Assim, cinquenta e poucos anos depois, ali se encontrava o outrora menino,
agora Rabino, agradecendo o estoicismo moral do Papa.
Jesus estabeleceu a mais notável diretriz de felicidade para
o ser humano. A felicidade é emocional. Viktor
Frankel propõe que se dê um sentido para a vida, um significado
psicológico. Não perder a esperança, conservar
os ideais, sintetizou o orador entusiasmado.
Quando Viktor Frankel estava prisioneiro em Auschwitz, no Campo de
Birkenau, perto das câmaras de gás, dizia: Vou sobreviver
aos nazistas. Não darei a eles o prazer de odiá-los, é
isso que eles querem. Tenho que denunciar esse crime à humanidade.
Por duas vezes Viktor Frankel teve seu nome na lista para ser enviado
às câmaras de gás. Consegui libertar-se. Cumpriu
sua promessa, denunciou os crimes perpetrados contra a humanidade. Ele
tinha um objetivo, sua vida tinha um sentido.
Auschwitz - Entrada do Campo
|
A felicidade só é possível quando se ama.
O amor dá forças, impulsiona para frente.
Muitos vivem tristes, amargurados, por que não tem um sentido,
não tem uma meta. Amar não é um negócio.
Tal qual a flor que perfuma e nada pede de volta em retribuição,
o ser humano deve amar sem aguardar que alguém lhe retribua.
O amor é bom para quem ama e não para quem é amado,
comentou o arauto do amor, Divaldo Franco.
Exemplificando o poder do amor, Divaldo narrou uma história.
Os participantes habitavam Varsóvia/Polônia. Eram dois
homens. Um, Rabino Ortodoxo, o outro, um jovem alemão que cultivava
a terra, este de nome Müller. A insistência do Rabino
em cumprimentar o jovem alemão fez com que este, após
algum tempo, também respondesse os cumprimentos.
Tiveram oportunidade de se reencontrarem durante a II Guerra Mundial.
O Rabino sendo enviado a um campo de concentração e o
jovem Müller, um soldado da SS nazista, que selecionava
quem sobreviveria aos fornos crematórios. Na fila de seleção
estava o Rabino. Quando chegou sua vez, o Rabino cumprimentou o soldado
alemão. Este levantou os olhos, cumprimentou-o também
e com um gesto, indicou o lado dos que sobreviveriam.
Mais tarde, terminada a guerra, um novo reencontro aconteceu. O soldado
estava sendo julgado. O Rabino era a testemunha. Respondendo aos juízes,
o Rabino disse que aquele soldado não tinha cometido os crimes
que lhe eram imputados, mas sim o modelo, a cultura, a filosofia que
o soldado passou a adotar e a representar. O Rabino, como sempre fizera,
cumprimentou o soldado alemão, este lhe retribuiu o cumprimento,
agradecendo-lhe. Foi uma cena comovedora. O soldado Müller,
da SS, foi sentenciado à morte.
Quem ama sobrevive ao mal, vale a pena amar e como
disse Madre Teresa de Calcutá, deve se amar até
doer. Desejou muita paz, bênçãos de alegria
e felicidades. Assim finalizou Divaldo Franco a sua primeira atividade
doutrinária em Auschwitz. O público, sempre muito participativo,
aplaudiu-o vivamente e de pé, o que é raríssimo
na cultura polonesa.
A conferência proferida por Divaldo Franco se constituiu em uma
aula aos alunos da Universidade da Terceira Idade de Auschwitz. Divaldo
assinou o livro de presenças, como professor, validando dessa
forma, a participação dos alunos em uma atividade acadêmica.
Em Praga, o assunto da conferência foi Mediunidade
Praga - Público
|
A Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec, de Viena/Áustria
e o recém-fundado Grupo de Estudos Allan Kardec de Praga/República
Tcheca, promoveram a conferência espírita com Divaldo Pereira
Franco, que completa vinte e um anos de trabalho doutrinário
neste país. O tema da conferência, proferida no dia 1º
de junho, foi Mediunidade: Nosso contato consciente ou inconsciente
com o mundo espiritual. O intérprete Josef Jackulak fez a apresentação
inicial, recepcionando todos os participantes, destacando a presença
de uma delegação da Suíça, de Nilson de
Souza Pereira que tem acompanhado Divaldo na divulgação
doutrinária pela Europa e de um grupo de brasileiros, dentre
outros. Josef Jackulak, tcheco de nascimento, fala com extraordinária
desenvoltura o idioma português do Brasil.
Divaldo Franco iniciou a conferência discorrendo sobre a mediunidade
na história da humanidade, afirmando que a melhor maneira
de se estudar um tema é ler o que a História escreve a
seu respeito. Fez uma narrativa sobre exercício da mediunidade,
presente em todos os tempos e em diversos lugares. No Século
I d.C., em Éfeso, Apolônio de Tiana, filósofo respeitado
e profeta, descreveu, através da mediunidade, o assassinato do
Imperador Tito Lívio Domiciano, em Roma, como se estivesse acontecendo
sob o seu olhar direto.
As experiências mediúnicas vivenciadas por várias
personalidades, dentre elas, a do Papa Pio V que descreveu a vitória
dos exércitos católicos sobre os turcos, conhecida como
a batalha naval de Lepanto; a de Emanuel Swedenborg, descrevendo, a
partir de Gotemburgo, onde se encontrava, o incêndio que consumia
Copenhague.
Divaldo continuou sua narrativa, agora sobre as informações
prestadas por Dante Alighieri, logo após sua morte, ao seu filho
Jacopo, informando que a obra Divina Comédia, já publicada,
não estava completa. Dante informava onde havia guardado os 13
cantos finais da entrada do Céu. Outro fato notável foi
o ocorrido com o Cardeal Eugênio Pacelli, que enquanto orava percebeu
chegar o Papa Pio X, que havia morrido, informando-o que brevemente
seria o novo Papa.
Esses fatos, disse Divaldo, tem apenas um significado, mostrar que
eles acontecem na História com todas as pessoas. Durante muito
tempo não eram compreendidos. Eram tidos como milagres, como
carismas ou outras significações variadas. Em todas as
épocas da História, desde as mais antigas, os mortos se
comunicaram com os vivos. Quando veio Jesus, Ele demonstrou que não
se tratava de nenhum milagre, mas de um fenômeno perfeitamente
natural. Sua chegada foi anunciada por seres espirituais.
Qual a finalidade dessa comunicabilidade com os Espíritos? Todos
os seres humanos têm perguntas, dúvidas, alguns descreem,
outros possuem formação materialista, lógica, dialética,
adeptos do materialismo histórico, mecanicista, e se perguntam:
Será que a vida termina com a morte? As religiões dizem
que não. O Espiritismo prova que a vida continua, que os mortos
voltam, comunicam-se com os encarnados e que se reencontram depois da
morte do corpo físico. A vida física é o resultado
do congelamento da energia e a vida espiritual é a desagregação
da forma, voltando à energia, segundo a tese de Albert Einstein
que dizia que energia é matéria desagregada e que energia
se condensava em matéria.
A vida tem um sentido. Viktor Frankel, notável psiquiatra austríaco
que sobreviveu ao campo de extermínio de Auschwitz, estabeleceu
que a vida do ser humano tem um sentido psicológico e propôs
a logoterapia, ou terapia dos sentidos. Stanislav Grof, psiquiatra,
transferindo-se para os Estados Unidos da América, criou com
um grupo de cientistas em psicologia e psiquiatria a psicologia transpessoal,
cujas bases científicas são: imortalidade da alma, comunicabilidade
da alma, reencarnação, transtornos psicológicos
e transtornos obsessivos.
O amor enriquece a vida, dá ideais, ajuda a lutar e,
sobretudo, torna o ser humano feliz. O amor é a alma da vida
e feliz é aquele que ama, não importa o tipo de amor.
O amor é como uma circunferência. Tem um epicentro e vários
raios. Amor fraterno, filial, conjugal, de abnegação,
etc. Sem amor, a vida não tem sentido. Os Espíritos nobres
dizem que o sentido psicológico da vida é amar. O ser
humano viaja na direção de Deus e como Deus é amor,
já traz na sua intimidade. Graças à mediunidade
sabe-se que a vida prossegue e que aqueles que se amam vivem juntos.
Assim, Divaldo concluiu mais uma brilhante conferência, recebendo
os aplausos vibrantes que lhe ofereceram em gratidão.
De imediato, foi oferecida a oportunidade de se formular perguntas.
Essa prática ensejou a Divaldo a possibilidade de aprofundar
algumas questões, adindo dados que enriqueceram o entendimento.
O Coordenador do recém-fundado Grupo de Estudos Allan Kardec
de Praga/República Tcheca, Auzier Cosenza Junior, dirigiu-se
ao público historiando a fundação do Grupo, cujos
objetivos são os de estudar e divulgar a Doutrina Espírita.
Agradeceu o apoio do Conselho Espírita Internacional e da Sociedade
de Estudos Espíritas Allan Kardec, de Viena/Áustria e
a presença participativa de cada um nesses momentos enriquecedores.
Agradeceu a Divaldo e a Nilson Pereira pela forma carinhosa e amiga
com que aceitaram o convite para desenvolverem esse trabalho. Informou
que o método de estudo é participativo, interativo e que
está aberto aos que desejarem conhecer, com mais propriedade,
o Espiritismo.
Transição Planetária foi o
tema da conferência em Brno
Brno - Palestra
|
Retornando pela 10ª vez à Brno/República Tcheca,
Divaldo Franco foi recepcionado por Josef Jackulak, da Sociedade de
Estudos Espíritas Allan Kardec, de Viena/Áustria, promotora
desse evento. É uma frente de trabalho que Divaldo Franco, insistentemente
vem implantando nesta cidade, visando consolar os corações
e esclarecer as mentes daquelas criaturas que lá residem. Após
as boas-vindas e agradecimentos, Josef Jackulak nominou os integrantes
das delegações da Áustria, Suíça
e Brasil. Agradeceu a participação dos Tchecos, que se
sensibilizaram com o convite, destacando a presença de Nilson
de Souza Pereira.
A conferência foi realizada no dia 2 de junho e o tema, Transição
Planetária, apropriado e judiciosamente escolhido pelos
organizadores, tendo em vista as diversas fases pelas quais passou,
nos últimos tempos, a República Tcheca e seu povo. Disse
que era um grande prazer poder conviver com as pessoas da República
Tcheca. É natural que as pessoas indaguem por que um brasileiro
está em Brno, com que finalidade realiza esta viagem com vários
amigos. Explicou que é espírita brasileiro e que tem um
grande carinho por esse país.
Disse que o codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec,
em encarnação anterior, no Século XV, fora Jan
Hus, ou João Huss, como é mais conhecido, o grande missionário
assassinado em Constança no ano de 1415, traído pelo seu
Imperador Sigismundo e considerado um honrado orador sacro. Jan Hus
é um marco histórico da humanidade. Suas ideias de liberdade
e o seu amor à pátria Tcheca tornaram-no um extraordinário
pensador que desejou libertar as consciências perdidas na ignorância
medieval.
As estatísticas modernas realizadas na Europa afirmam que até
o ano de 2020 o ateísmo tomará conta do continente e que
a República Tcheca apresenta o maior número de materialistas
da Europa. Apesar dos avanços científicos e tecnológicos,
a sociedade vivencia grandes sofrimentos, disse Divaldo.
Allan Kardec quando apresentou o Espiritismo procurou demonstrar que
a vida tem um sentido psicológico. As sensações
não são suficientes. As sensações básicas
de comer, dormir, fazer sexo, reduz o ser humano a uma qualidade de
quase animal, porém quando tem ideais psicológicos passa
a experimentar emoções. A emoção
da amizade, do afeto, da gratidão, por que não são
sensações físicas, são emoções
transpessoais. A proposta Espírita tem dupla finalidade
– superar as paixões -, que levam a criatura ao egoísmo
e, - desenvolver as emoções -, que levam ao altruísmo.
No tocante à transição planetária, Divaldo
traçou um paralelo entre a cultura da idade média e da
moderna. São dois mundos muito diferentes, especialmente do ponto
de vista tecnológico, porém o homem não logrou
evoluir moralmente. O homem vive na atualidade o momento do medo. Há,
também, em contrapartida, milhares de organizações
que estão trabalhando para a implantação do bem.
A Terra é um planeta muito jovem dentro da cosmologia, possui
somente quatro bilhões de anos e a vida na Terra tem dois bilhões
e duzentos milhões de anos. Do ponto de vista do cosmo a Terra
vai ser destruída, tendo em vista que o Planeta vive período
de transformações. É natural que tudo esteja mudando
constantemente.
A vida na Terra depende do sol, além do oxigênio, do hidrogênio.
Qualquer fenômeno que ocorra no sol afeta a vida na Terra. Os
astrônomos notaram que no dia 05 de outubro de 2005 as manchas
solares, ou erupções solares, foram tão grandes
que eram maiores do que a Terra e que partículas caíram
sobre o Planeta, partículas de fótons, de tal forma que
deram lugar ao terrível fenômeno do furacão Katrina
que destruiu várias cidades dos Estados Unidos da América.
Logo depois do dia 20 de outubro, novos fenômenos solares modificaram
a temperatura terrestre. Os tsunamis, desde o ano de 2002, no oceano
índico, no Haiti, Chile e agora no Japão, mudaram o eixo
da Terra, diminuindo a sua inclinação, levando-o para
uma postura de verticalidade. Isto, naturalmente afeta o clima, o comportamento
e a vida da criatura humana.
Além destes fenômenos naturais, há aqueles provocados
pela poluição, de toda espécie, produzida pelo
homem. Tudo isto tem um objetivo, contribuir para que a criatura humana
mude de comportamento, para melhor, afirmou Divaldo. Destacou outra
questão fundamental, a poluição mental, geradora
de grandes desastres.
Divaldo salientou a mensagem de Jesus, - Deus tem o seu endereço
no coração da criatura humana. Nas palavras de Ernest
Renan, filósofo francês, Jesus foi um homem tão
notável que seu nascimento dividiu a História. A mensagem
de Jesus, explicou Divaldo, é a do amor. Durante vários
séculos o amor foi uma proposta religiosa. A partir de Freud,
o amor tornou-se um fenômeno sexual.
Na atualidade, o amor é uma proposta terapêutica.
Os melhores psicoterapeutas e psiquiatras do mundo afirmam que a pessoa
que ama consegue imunizar-se contra várias doenças contagiosas.
A pessoa que sorri e tem as emoções superiores também
produz, na saliva, uma substância química chamada imunoglobulina,
que ajuda na digestão e sustenta o sistema imunológico.
A grande filosofia de Jesus é o amor. Para
os espíritas isso é fundamental, por que ensina ao ser
humano aproximar-se do próximo. O Espiritismo completa a proposta
de Jesus estabelecendo a solidariedade e o sentimento da caridade, disse
Divaldo.
Divaldo, o Paulo de Tarso de nossos dias, informou que, além
do trabalho grandioso executado na Mansão do Caminho, no Brasil,
tem viajado entre 38 e 40 dias, todos os anos, à Europa. Nessa
tarefa de divulgação, Divaldo visita 28 cidades de 14
países. Faz isso por amor e por acreditar em um mundo melhor.
Criou instituições espíritas em 62 países,
para que a caridade e o amor possam ser divulgados e para que a esperança
não morra dentro do ser humano.
Neste momento em que a sociedade parece ter enlouquecido pelo prazer,
contempla-se o fim de uma época e o amanhecer de outra. Quando
o egoísmo ceder lugar ao altruísmo não haverá
miséria. A proposta é muito simples, explicou Divaldo.
Seja você aquele que faz algo, um pouco de bem, sendo mais amigo
dos pais, dos filhos, dos parceiros, que a vida não transcorra
na Terra apenas no egoísmo. Aplaudido com entusiasmo, Divaldo
respondeu, ainda, algumas perguntas, aprofundando os dados apresentados
durante a exposição.
Em Villach/Áustria Divaldo falou sobre a transformação
do planeta
Villach - Público
|
A atividade desenvolvida no dia 3 de junho por Divaldo Franco em Villach/Áustria
teve por título, Transformação do Planeta
Terra e as Consequências para a Humanidade. O evento
foi uma iniciativa de um grupo de amigos que se reúnem para estudar
o Espiritismo. Não há, ainda, um grupo espírita
formado, estruturado. Constitui esse núcleo de estudos, Beatriz
Grundener, a líder; Dagmar Neffe; Wald Neffe; Ingrid Augsburger;
e Sabine Kohl Weis. São lâmpadas celestes, irradiando luzes
de esclarecimento e amparo.
Beatriz Grundener fez a abertura do evento, proferindo palavras de
acolhimento. Josef Jackulak deu as boas-vindas nominando a presença
de Nilson de Souza Pereira e aqueles provenientes do Rio Grande do Sul/Brasil,
dos que vieram de outras cidades, inclusive de Mannheim/Alemanha, entre
outros. Apresentou a intérprete, Edith Burkhard e a Divaldo Franco.
Há vinte anos visitando a Áustria, Divaldo disse que
a humanidade vive um momento muito grave no contexto da sociedade contemporânea.
As grandes conquistas da ciência e da tecnologia não conseguiram
resolver a grande problemática da criatura humana e o homem moderno
apresenta as mesmas aflições de seus antepassados. Foi
possível penetrar nas micropartículas e no macrocosmo,
mas não foi possível penetrar no âmago dos sentimentos.
Vive-se momento muito grave na história da cultura, nunca houve
tanto conhecimento e tanta solidão.
Explicou que a criatura vive a solidão de apenas uma pessoa,
a dois nos relacionamentos e a solidão no grupo social. Os estudiosos
do comportamento afirmam que o homem moderno perdeu a confiança
no homem moderno. O teólogo e psicólogo americano Rollo
May afirmou, com tranquilidade, que o ser humano tem medo de amar. Normalmente
o indivíduo quer ser amado e quando diz que ama, ele projeta
os seus conflitos, desejando dominar o outro. Quando o outro não
consegue atender aos seus caprichos, o indivíduo diz que não
é amado. Isso é o efeito natural dos dias que vive a humanidade.
Os psicólogos, continuou Divaldo, apontam ainda um terceiro
problema. É a ansiedade. O indivíduo vive ansioso pelo
que vai acontecer. Vive insatisfeito onde está, desejando estar
onde não se encontra. Dizem os estudiosos do comportamento que
esses três fatores psicossociais, o medo, a ansiedade e a solidão
são responsáveis por um dos maiores problemas da atualidade,
a depressão. E, ao lado da depressão, a síndrome
do pânico.
A evolução tecnológica não correspondeu
a evolução moral. Disse Divaldo que quando se refere a
evolução moral não é dentro da questão
religiosa, mas no sentido ético. Desapareceram
os valores éticos da sociedade. A ganância do poder, o
egoísmo, os interesses imediatistas, levam o ser contemporâneo
aos piores crimes, à traição, às guerras,
ao terrorismo.
Os que estudam a astronomia informam que a vida na Terra depende muito
do sol. Ele é constituído de uma massa plástica
sempre em ebulição e como consequência geram as
manchas solares. São uma espécie de erupção
no centro do sol e que ameaçam o clima da Terra. No dia 05 de
outubro de 2005 houve uma dessas erupções, as labaredas
eram maiores do que a dimensão da Terra. No dia 20 do mesmo mês
aconteceu algo pior, a dimensão era a do planeta Júpiter.
Isso foi responsável pelo grande tornado Katrina, que destruiu
New Orleans e grande parte do sul dos Estados Unidos da América.
Divaldo lembrou que a ocorrência do maremoto que gerou o tsunami
no oceano índico, em 26 de dezembro de 2004, mudou o eixo da
Terra, tal era sua magnitude. Os terremotos no Haiti, no Chile e, recentemente
no Japão deram sua contribuição para a mudança
do eixo. No Japão a questão se tornou mais grave. Afetando
a usina nuclear de Fukushima houve uma contaminação de
consequências imprevisíveis.
O planeta Terra passa por uma transição, e sendo um planeta
jovem, com suas placas em movimento constante, causam desastres, erupções
vulcânicas, terremotos e maremotos, mudança de clima, agravados
pela poluição provocada pelo ser humano. O impressionante,
destacou Divaldo, é que a pior poluição não
é abordada nos diversos periódicos. É a poluição
mental. A mente é responsável por tudo o que acontece.
Tudo começa no pensamento e, se o pensamento não é
saudável as ocorrências são desastrosas.
Que fazer? Uma mudança de comportamento pessoal.
Foi Jesus quem propôs essa mudança no sermão profético,
registrado no Evangelho de Marcos.
É curioso notar, disse Divaldo, que isso foi dito há
mais de dois mil anos. O Templo de Jerusalém era o mais notável
daquela época e, nos anos 70, Tito, o filho do Imperador Vespasiano,
destruiu totalmente a cidade de Jerusalém e não ficou
uma pedra sobre outra pedra no Templo. Foi uma visão profética
extraordinária, acrescentou Divaldo. Filhos entregando pais,
pais entregando os filhos foi observado durante o período nazista.
Auschwitz e outros campos de concentração são a
provas das palavras de Jesus.
Jesus fez uma profecia mais grave, informou Divaldo. Aconteceriam terremotos
e haveria uma escuridão tão grande na Terra que, quem
estivesse no telhado não teria tempo de descer, quem estivesse
em casa não teria tempo de sair. O que seria isto? Foram as bombas
atômicas de Hiroshima e Nagasaki. Em um décimo de segundo
morreram 180.000 pessoas. Isto feito pelo ser humano. O poder bélico
atual, as chamadas armas inteligentes podem destruir o planeta cem vezes.
Até onde irão a presunção e a vaidade do
homem?
A humanidade e o planeta Terra passam por uma transição
e há, na atualidade, uma união de muitos segmentos da
sociedade em favor do planeta, preocupados em melhorar a vida, preservando
a natureza. O nosso sistema solar gravita em torno de Alcione, uma estrela
de 3ª grandeza que se encontra a 440 anos-luz distante da Terra.
O sistema solar gira em torno de Alcione durante o período de
26.000 anos. A cada 12.000 anos o sistema solar aproxima-se dessa estrela
grandiosa, circundada por uma imensa camada de fótons. Penetrando
essa camada, aí se demora por um período de 2.000 anos.
Acreditam os estudiosos que a partir do ano de 1972 o sistema solar
vem se adentrando neste envoltório de fótons, e a partir
de 1978 a Terra começou a penetrar nessa camada de energia que
produz certa luminosidade, resultado da excitação molecular
que não tem calor, nem proporciona sombra. É muito curiosa
esta informação, disse Divaldo. Todos sabem que o sistema
gravita em torno de uma estrela mais poderosa, mas o detalhe de que
entraria em uma camada de fótons é muito especial, ainda
mais que esses fótons não têm calor e produzem uma
energia benéfica, o que naturalmente irá beneficiar, não
somente o sistema solar, mas também a Terra.
A vida na Terra tem um sentido psicológico. Todos acreditam
que o objetivo da vida na Terra é a felicidade, mas a felicidade
é muito relativa. O que é para uns, não é
para outros. Qual é o sentido da vida? Viktor Frankel, psiquiatra
austríaco, disse que a finalidade da vida é um sentido
psicológico, a pessoa ter um ideal, lutar por ele, especialmente
se for um ideal que promova a criatura humana. Viktor Frankel criou
uma das mais belas propostas terapêuticas, a logoterapia.
Na atualidade a discípula de Viktor Frankel, a psiquiatra alemã
Dra. Elisabeth Lukas, criando o decálogo da logoterapia, diz
o seguinte: se você deseja ter saúde, saúde integral,
pense na transcendência da vida, pense que um dia vai morrer,
pense na realidade do ser transpessoal. Sugere também: seja otimista,
cultive as ideias superiores. Nesse decálogo ela apresenta as
melhores lições da vida.
Divaldo disse acreditar que o mundo vai ser melhor. Este é o
século da arte, da beleza, e que todas as técnicas e ciências
serão aplicadas para o bem, para o amor, para a promoção
da criatura humana, é o que o Evangelho fala a respeito da nova
Jerusalém. Alguns dos Espíritos habitantes na Constelação
das Plêiades irão se reencarnar na Terra para criar um
mundo melhor. Os grandes filósofos, os mártires, os heróis
da fraternidade, da caridade, os grandes gênios da Renascença
já estão reencarnando-se na Terra, construindo uma sociedade
melhor.
Observando-se a nova geração infantil, compreende-se
que é uma geração diferente e para melhor. As crianças
já nascem com uma grande capacidade mental e moral, que em um
passado recente não existia. Alguns psicólogos americanos
e europeus chamam-nas de crianças índigo, e crianças
cristal, por que são possuidores de uma capacidade acima da média
comum.
Há uma nova geração. Uma geração
para criar um mundo melhor. Este é um momento de transição.
Quais são as consequência para a sociedade? Mudanças
éticas, emocionais. As criaturas estão cansadas
do prazer, da droga, do sexo, do álcool e do tabaco. Procuram
dar um sentido novo para a vida, o sentido do amor. Quando o ser humano
ama, é feliz. Até então, o amor que o homem desenvolveu
é um tanto quanto egoísta. Está em marcha para
desenvolver o amor altruísta.
A Terra está melhorando. Há mais amor na atualidade do
que ódio, assim finalizou o grande orador brasileiro de Feira
de Santana/Bahia. As perguntas que se sucederam, ensejaram momentos
dilatados para reflexões e ponderações. Como agradecimento,
o público retribuiu o magnífico trabalho realizado em
Villach/Áustria com um vigoro aplauso, recebendo muitos cumprimentos.
Segundo Beatriz Grundener há algumas resistências às
ideias espíritas, porém, através de diálogos
esclarecedores, as pessoas com quem tem contatado, e ao saberem da proposta
espírita, mostram-se interessadas em conhecer um pouco mais sobre
a Doutrina Espírita. Assim, Beatriz e seu grupo de amigos estabelecem
uma base de divulgação do Espiritismo em Villach/Áustria.
As fotos que ilustram esta reportagem são
de autoria de Jorge Moehlecke.
Divaldo Franco encerra em Zurique o périplo iniciado
em maio
Viena, Bratislava e Zurique, localidades situadas
em três diferentes nações, foram os locais das conferências
finais proferidas pelo orador brasileiro
Dirigentes em Viena
|
No domingo, dia 5 de junho, das 10h às 17h, Divaldo Franco coordenou
o seminário, Transição Planetária
e suas Consequências para a Humanidade. Os participantes
foram recebidos com simpatia e carinho pelos organizadores. O evento
foi promovido pela Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec,
de Viena/Áustria. Seus dirigentes, Rejane Planer e Josef Jackulak
desdobraram-se para que todos os detalhes estivessem prontos e a disposição
do público. A equipe de trabalho, dedicadíssima, esmerou-se
em organizar o ambiente e bem atender.
Josef Jackulak e Rejane Planer apresentaram as boas-vindas, agradecendo
a participação de todos. Além de Divaldo, destacaram
a participação de Nilson de Souza Pereira, de Edith Burkhard,
a intérprete, da Equipe do Livro Divaldo Franco, de Porto Alegre/Brasil,
entre outros.
Divaldo Franco, o Paulo de Tarso da atualidade, iniciou sua abordagem
dizendo que o grande problema da criatura humana é a própria
criatura humana. Onde ela estiver aí estarão seus problemas.
Visitando, ao longo de trinta anos, 64 países nos cinco continentes
e mais de três mil cidades, constatou que a criatura humana é
a mesma, varia mudando de nome e de lugar, mas os problemas são
os mesmos, disse.
Como poder entender a criatura humana? A tarefa inicial foi da filosofia.
Os orientais resolveram o problema através da inspiração.
A filosofia oriental é religiosa, pelo menos nos clássicos.
O ocidente optou pela lógica e pela razão. A filosofia
grega tornou-se a parte básica do pensamento da humanidade. No
entanto, os filósofos encontraram um problema: o que é
a vida? Essa interrogação originou o surgimento de duas
correntes. A idealista, ou espiritualismo e a corrente atomista, ou
materialista.
Antes dos gregos, Buda afirmou que a vida tinha um papel fundamental.
Jesus disse que a finalidade da vida era encontrar o reino dos céus.
Esse reino dos céus não está fora, está
dentro da criatura humana, sendo necessária uma viagem interior.
Toda viagem interior é muito difícil. Viajar para dentro
é um desafio. Exige educar a mente e mergulhar no abismo que
é o ser humano para melhor entender-se e, então, iluminar-se.
Divaldo discorreu sobre a escola filosófica de Epicuro - o hedonismo
-, dizendo que essa proposta não é a felicidade, mas o
prazer. O prazer é sensorial, a felicidade é emocional.
A felicidade é a busca de um sentido psicológico, é
saber o que é importante na vida. Carl Gustav Jung estabeleceu
uma diferença entre prazer, bem-estar e sentido psicológico.
Todos os seres humanos possuem o prazer, mas é sempre rápido,
passageiro. O objetivo da vida não é a busca da felicidade,
é encontrar uma harmonia íntima de tal forma que nada
consiga perturbar.
O ser humano vive sob a ação de três inimigos
emocionais, o medo, a ansiedade e a solidão. O medo,
a primeira emoção que o homem desenvolveu, é a
manifestação do instinto de preservação
da vida, todos possuem medo. Várias denominações
do medo são experimentadas pelas criaturas, porém, o pior
medo é o de amar, frisou Divaldo.
O Dr. Rollo May disse: ame-se, cuide de você, zele pela sua vida,
embeleze-se. Afirmou Divaldo que se a criatura humana não se
ama, não amará a ninguém. Se a pessoa que se conhece
não se ama, como irá amar aquela que não conhece?
O amor é fundamental. O medo do amor deve ceder
lugar para a abertura do amor. O medo de amar é o inimigo da
alegria, o objetivo da vida é encontrar a harmonia, sentenciou
Divaldo.
A ciência conseguiu equacionar vários problemas médicos,
porém, outros vieram para substituí-los. Um grande número
de pessoas vive a depressão, outros o distúrbio do pânico,
o câncer, a síndrome de Alzheimer, o Parkinson, as doenças
cardíacas. Viva intensamente agora, não espere para depois,
coloque em execução os planos, não adie.
Sobre o calendário Maia, que tanto desperta o interesse das
pessoas, informou que os maias possuíam vários calendários.
Aquele que preconiza o fim do Planeta Terra em 12 de dezembro de 2012
é um calendário lunar, diferente do nosso atual, que é
solar, portanto não há coincidências de dias, meses
e anos com o nosso atual calendário. O planeta não vai
se extinguir exatamente como comentam. É natural que os planetas
nasçam, envelheçam e morram. O sol, por exemplo, que é
a fonte de calor e vida para o Planeta, pode responsabilizar-se por
muitos desastres ecológicos na Terra.
As manchas solares são episódios vulcânicos. No
dia 05 de outubro de 2005 houve uma dessas erupções, as
labaredas eram maiores do que a dimensão da Terra. No dia 20
do mesmo mês houve outra, maior que a dimensão do Planeta
Júpiter. Essa atividade do dia 20 foi responsável pelo
grande tornado Katrina que destruiu grande parte do sul dos Estados
Unidos da América.
Diariamente o sol irradia para a Terra uma quantidade enorme de fótons,
em um dado momento pode ocorrer uma irradiação de tal
magnitude que torne a vida insuportável, como houve no período
glacial ou, outro desastre como, por exemplo, a queda de um meteoro
sobre a superfície terrestre, tal qual ocorreu na época
dos dinossauros. Em assim sendo, disse Divaldo que, do ponto de vista
astronômico, isso pode acontecer, mas dentro de um período
de onze bilhões de anos, segundo cálculos dos especialistas.
Há duas citações sobre essas questões nos
Evangelhos. Os evangelistas anotaram que Jesus se referiu ao fim do
mundo, bem como no Apocalipse de João. O apóstolo Marcos,
no Cap. XIII, Vv 1 a 23, já se referia a esse acontecimento.
O notável nesta profecia é a exatidão dos dados,
disse Divaldo. Tudo o que Jesus falou aconteceu. O Templo de Jerusalém
era o mais belo edifício da época. No ano setenta, Tito,
filho do Imperador Vespasiano, depois de sitiar Jerusalém, destruiu
a cidade e o Templo, não ficando pedra sobre pedra. Restaram
apenas partes dos alicerces que, hoje, se constituem no Muro das Lamentações.
Jesus afirmou que pais denunciariam filhos e filhos denunciariam pais.
Parece absurdo, porém, aconteceu durante o período nazista,
quando vários pais encaminharam às câmaras de gás
seus filhos deficientes, em nome de uma pureza racial, disse o ínclito
divulgador da Doutrina Espírita. Visitando o campo de concentração
de Auschwitz, Divaldo disse se perguntar: Como a criatura humana pode
ser tão cruel? Em Auschwitz foram assassinadas um milhão
e cem mil pessoas em um período de apenas cinco anos.
Além das ações provocadas pelos fenômenos
naturais que assolam regiões inteiras do planeta, modificando
sua estrutura, há aquelas praticadas pelo homem, com destaque
para a poluição. A poluição mais grave é
a mental, informou Divaldo. As criaturas humanas adquirem raiva uma
das outras, ou são totalmente indiferentes. Como é possível
o homem ser tão incivilizado? Questionou.
Continuando com a interpretação das lições
de Jesus, Divaldo disse serem fascinantes as previsões. Em determinado
momento, Jesus sentenciou que aqueles que estiverem no campo não
chegarão a casa, os que estiverem no telhado não terão
tempo de descer, os que estiverem em casa não levarão
seus objetos. Por ocasião dos episódios das bombas atômicas
de Hiroshima e Nagasaki aconteceu exatamente como previsto por Jesus.
Morreram cento e oitenta mil pessoas em 3 minutos. Uma chuva tóxica
caiu logo depois, contaminando as pessoas, que morreriam mais tarde,
tendo como causa diversos tipos de cânceres. As mulheres que estavam
grávidas geraram filhos contaminados, as que amamentavam, transmitiram
a contaminação aos seus filhos, tal qual a previsão
de Jesus.
Jesus disse: Não se turbe o vosso coração,
crede em Deus, crede também em mim, na casa de meu Pai há
muitas moradas. Esta proposta de Jesus é de grande atualidade.
Apresentando dados contidos em mensagem de Joanna de Ângelis,
Divaldo destacou que astrônomos conceituados afirmam que o Sistema
Solar gravita em torno de Alcíone, uma estrela de terceira grandeza
que se encontra a 440 anos-luz da Terra.
O Sistema Solar gira em torno de Alcíone durante o período
de 26.000 anos. A cada 12.000 anos o sistema solar se aproxima dessa
estrela grandiosa que é circundada por uma imensa camada de fótons,
penetrando-a e aí se demorando por um período de 2.000
anos. Acreditam os estudiosos que a partir do ano de 1972 o Sistema
Solar vem se adentrando nesse envoltório de fótons, e
que a partir de 1978 a Terra começou a penetrar nessa camada
de energia que produz certa luminosidade, resultado da excitação
molecular que não tem calor, nem proporciona sombra.
O Planeta Terra está em transição de mundo de
provas, de dores e de expiações para um mundo de regeneração.
Divaldo afirmou que os espíritas sabem que a Terra será
um verdadeiro paraíso. Não é utopia. Apesar dos
aspectos negativos experimentados no passado e atualmente, nunca houve
tanto amor no mundo como na atualidade. Há mais solidariedade,
atenção para com as criaturas de Deus, para com o Planeta.
A humanidade do Planeta Terra vive, atualmente, o clímax dessa
transição. Os maus não reencarnarão mais
na Terra. Aqueles que na Terra trabalham para o mal serão excluídos
do Planeta e se reencarnarão Espíritos bons, os nobres
cientistas e filósofos do passado e muitos habitantes de Alcíone,
colaborando no progresso moral dos habitantes do Planeta Terra.
O Espiritismo é uma ciência que está ao lado da
ciência acadêmica. Aceita as conclusões do academicismo
científico e vai além. Divaldo ressaltou os textos publicados
por Allan Kardec em A Gênese – Cap. XVIII, itens 14, 27,
28 e 34. Foram escritos no ano de 1868 e os vemos acontecer exatamente
agora, disse o nobre e incansável conferencista.
As consequências para a sociedade, nessa grande transição,
são de um mundo melhor. A lei moral é a base ética
para uma futura sociedade. Quando Jesus recomendou o amor, não
estabeleceu limites. A Humanidade atingirá um grau de amor que
será generalizado, modificando a sociedade. Todos tem uma missão
na Terra. A cada um Deus deu uma missão, porém, a todos
disse o mesmo, ame! Ame até doer, como dizia Madre Tereza de
Calcutá, concluiu Divaldo Franco.
É possível ter uma saúde integral.
Viktor Frankel, no decálogo da logoterapia, informa que há
dez itens que podem levar ao estado perfeito de harmonia. São
eles: 1. Manterás a relação com a transcendência.
2. Conservarás tua receptividade aos valores do bem. 3. Periodicamente
recolher-te-ás para dialogar com a tua consciência. 4.
Perdoarás aos teus pais os erros que cometeram contra ti. 5.
Afirmarás incondicionalmente o sentido da vida. 6. Consentirás
que a tua satisfação seja o efeito secundário de
um ato de amor. 7. Só tomarás para ti e assumirás
o que te for destinado. 8. Não multiplicarás o sofrimento
entre as pessoas no mundo. 9. Respeitarás e preservarás
a unidade da família. 10. Não aspirarás a ter,
mas a ser.
Um número expressivo de perguntas foi dirigido ao incomparável
conferencista. Ensejaram momentos de maior reflexão e aprofundamento
de alguns pontos sobre o tema. Divaldo agradeceu o trabalho e a dedicação
dos organizadores e executores do evento, a participação
de cada um, desejando felicidades e conquistas pelo exercício
do amor. Em retribuição mínima, o público
dirigiu-lhe caloroso e demorado aplauso.
Na cidade eslovaca de Bratislava o tema da conferência
foi Libertação dos Sofrimentos
Momento de autógrafos em Bratislava
|
O Grupo de Estudos Espíritas Amigos de Allan Kardec, de Bratislava/República
Eslovaca e a Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec, de
Viena/Áustria, promoveram o trabalho realizado no dia 6 de junho
por Divaldo Franco em Bratislava, onde há vinte anos vem realizando
encontros de esclarecimento, fortificando conceitos e amparando corações.
Josef Jackulak, além de apresentar as boas-vindas a Divaldo Franco,
a Nilson de Souza Pereira, a Rejane Planer, a Edith Burkhard, a delegação
de brasileiros, aos austríacos, aos espíritas de Bratislava
e aos demais participantes, foi o intérprete para o eslovaco,
fazendo a apresentação do orador neste idioma.
Divaldo Franco, vivamente recepcionado, abordou o tema: Libertação
dos Sofrimentos. O evento foi realizado nas dependências
do Centro de Cultura de Bratislava. Disse Divaldo que o tema é
de muita atualidade. O sofrimento faz parte da vida. Em todas as épocas
da humanidade a criatura humana procurou libertar-se do sofrimento.
Para encontrar a melhor solução, nasceu a filosofia que
através do pensamento racional procurou explicar o que é
a criatura humana, qual é a razão de sua vida na Terra
e para que está aqui.
Público em Bratislava
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O Ocidente, naturalmente racional, encontrou duas correntes de pensamento.
O pensamento materialista, através do qual a vida se consome
com a morte, e o pensamento espiritualista, que demonstra a sobrevivência
da alma. O Oriente teve mais facilidade. Centralizou suas ideias na
imortalidade da alma, revelada através dos Espíritos.
Várias obras representativas do pensamento espiritualista afirmam
que o túmulo é uma porta que se abre para a vida, confirmando
a imortalidade da alma através das comunicações
espirituais.
Nada obstante, com o desenvolvimento da cultura greco-romana, a mitologia
tomou conta da humanidade. A partir de Sigmund Freud, no Século
XIX, a mitologia passou a ser interpretada como um fenômeno psicológico.
Carl Gustav Jung afirmava que se trata de arquétipos, heranças
ancestrais que a criatura humana traz no inconsciente profundo, concluindo
que esses mitos fazem parte da personalidade e do processo da evolução.
Em cada época surgiram teorias para tentar explicar o sofrimento.
Divaldo apresentou a experiência do Príncipe Sidarta Gautama,
nascido 580 anos antes de Jesus. Seus pais preocupados em evitar que
o príncipe sofresse, isolaram-no em um grande castelo, de forma
a que não tivesse contato com o mundo exterior. Cercaram-no de
todas as oportunidades para satisfazer os prazeres, para ser feliz.
Cresceu no luxo e na alegria. Casou-se muito jovem, tornou-se pai muito
cedo e o prazer fazia parte de sua vida, vivia as ilusões.
Certo dia meditou e viajou para dentro de si mesmo. Na medida em que
mergulhava no abismo de si mesmo, ele se iluminou. Tornou-se Buda.
Descobriu que a vida não deve ser uma luta, deve ser
um esforço de felicidade, que não se deve lutar
contra coisa nenhuma e que não deve se deixar arrastar por todas
as coisas, nem um extremo, nem outro, tomar o caminho do meio, primeiro
refletir para depois tomar a decisão. O rosto de Sidarta, agora
Buda, ficou iluminado. As pessoas olhavam para ele e sentiam-se
magneticamente atraídas.
Cerca de quinhentos anos depois veio Jesus, a personalidade mais notável
da história da Humanidade. Jesus foi tão extraordinário
que o seu nascimento dividiu a História e todos os fatos históricos
foram contados em antes e depois Dele. Esse Homem especial mudou a filosofia
do mundo. Seu pensamento filosófico pode ser sintetizado em duas
frases. A primeira: Amar a Deus acima todas as coisas e ao próximo
como a si mesmo. E a segunda: Não fazer a outrem
o que não desejar que outrem lhe faça. É
uma proposta extraordinária, frisou o nobre conferencista.
Toda a vida de Jesus foi uma vivência do amor. Não tinha
preconceitos contra os ricos, os poderosos, nem contra os pobres e miseráveis.
Ele os amava, todos, com o mesmo carinho. A moderna psicologia, analisando
a frase de Jesus, inverte a ordem das palavras e estabelece: É
necessário o autoamor, amar-se a si mesmo. Com
esse sentimento torna-se fácil amar ao próximo. Como consequência
amar a Deus.
A proposta de Jesus, na atualidade, é psicoterapêutica.
As pessoas que não amam entram em depressão com mais facilidade
do que aquelas que amam. As pessoas que não amam têm surtos
esquizofrênicos em maior quantidade do que aquelas que amam. As
pessoas que amam sorriem por que são felizes e adoecem
menos do que as pessoas que guardam mágoas.
Os psicoterapeutas recomendam, como primeiro passo, antes da doença,
desenvolver o amor. Através do exercício do amor o sofrimento
não se instala. A criatura humana pode ter dores, problemas,
mas terá uma satisfação interior tão grande
que ajuda a superar as circunstâncias.
O processo de libertação do sofrimento começa
na autoconsciência. O Espiritismo, surgido no Século XIX,
explica a razão do sofrimento. O Espiritismo é uma ciência
especial que confirma todas as religiões. Todas as religiões
proclamam que a alma é imortal, o Espiritismo comprova. Na hora
em que a criatura humana vencer o egoísmo deixará de sofrer.
Quando pensar no seu próximo, o sofrimento não encontrará
campo para se instalar, destacou Divaldo Franco.
O Espiritismo preconiza a imortalidade da alma, prova que a criatura
humana continua a viver, a morte não dá os céus
aos que são perversos, nem oferece o inferno aos que são
bons. Cada um desperta além da morte com seus próprios
valores, conforme adormeceu.
Seguiu-se um período de perguntas bastante instigadoras e que
foram prontamente respondidas, aclarando pontos da palestra e, por ser
o público constituído de algumas pessoas desprovidas de
maiores conhecimentos espíritas, Divaldo atendeu aquelas que
não se enquadravam, na totalidade, com o perfil do assunto abordado.
Divaldo agradeceu a acolhida e a hospitalidade das pessoas que o receberam
em Bratislava, bondade de todos que foram ouvi-lo, desejando-lhes muitas
felicidades. O agradecimento do público foi externado por aplausos
fortes e demorados. Muitas pessoas se acercaram do médium baiano
para conversas rápidas, perguntas particulares em busca de consolo
e, naturalmente, felicitá-lo pelo trabalho.
Em Viena, Divaldo lembrou a missão do Brasil
de restaurar o Evangelho na sua pureza primitiva
Público em Viena
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Atendendo a programação, Divaldo Franco, o arauto do
Evangelho e do amor, realizou no dia 7 de junho uma palestra na Sociedade
de Estudos Espíritas Allan Kardec de Viena/Áustria. Josef
Jackulak e Rejane Planer, dirigentes da instituição, apresentaram
as boas-vindas, agradecendo pelo momento enriquecedor que já
se anunciava e pela presença massiva de seus colaboradores. Preparando
o ambiente, Nilson de Souza Pereira, fiel e dedicado amigo de Divaldo,
proferiu sentida prece.
Recebido pelos seus dirigentes e demais integrantes, Divaldo agradeceu
a oportunidade, informando que após trinta e um dias de viagem
pela Europa, desejava agradecer a tantos quantos o tem auxiliado nestes
67 anos de vida pública. Disse o incansável propagador
do Espiritismo:
A nossa gratidão se explica por uma razão muito simples.
Quando eu comecei a viajar, faz muitos anos, em 1947, os desafios
eram muito grandes, as dificuldades operacionais, as mudanças
de um para outro lugar, a mentalidade, a cultura no Brasil, especialmente
em torno dos objetivos religiosos. Lentamente fomos abrindo clareiras
na mata das concepções fechadas, e em breve, porque
o labor exigia, na medida do possível, Nilson passou a acompanhar-me
e lentamente, sem que nos déssemos conta, os amigos espirituais
providenciaram o apoio de corações afetuosos, porque
a tarefa se nos tornou ainda mais pesada e mais desafiadora, como
é compreensível.
Em relação aos espíritas, principalmente aos espíritas
brasileiros, Divaldo assim se expressou:
Como é do conhecimento da maioria dos espíritas, graças
à revelação por intermédio de Chico Xavier,
o Brasil é, sem dúvida, a Pátria do Evangelho,
o Coração do Mundo. Não se trata de uma nova
Israel, de um povo privilegiado, mas de um povo que está assinalado
com a missão de restaurar o Evangelho na sua pureza primitiva
que foi deturpada nos diferentes países da Terra.
Deu-nos, Divaldo, uma panorâmica do movimento espírita
no Exterior, registrando em outras palavras:
Confesso que depois de visitar 64 países nos cinco continentes,
encontro esses trabalhadores distribuídos, hoje, pelo mundo,
para um grande gáudio e grande surpresa. Cada um deles, que
tem a fé espírita, está preocupado em criar um
núcleo, em abrir uma célula no próprio lar, em
estudar o Evangelho, em propiciar à família uma visão
otimista do mundo, sem desprezo pelas demais nacionalidades, porque
o amor de Deus é o mesmo para todos.
Ao Brasil, cabe no momento, ao lado do seu desenvolvimento tecnológico,
científico e econômico, a tarefa de apresentar ao mundo
uma nova visão de cristianismo, uma visão de solidariedade.
Estamos no 3º milênio e as previsões espirituais são
de calamidades, de calamidades apocalípticas, como as presenciadas
atualmente, afirmou o nobre conferencista.
As perspectivas são sombrias porque a mente humana está
voltada para o vício, para o crime, para o hedonismo, gerando
uma psicosfera negativa, até o momento em que a mente humana
volte-se para outros valores. Disse que os Venerandos Guias da Humanidade
informam que este é o Século da arte, da beleza, do amor,
da fé religiosa. O Século XX foi da ciência e da
tecnologia, o Século XXI será da sua aplicação
amorosa e não bélica.
O Espiritismo, afirmou Divaldo, vem hoje repetir a façanha de
Jesus. Trabalhar uma sociedade que tem rejeitado sistematicamente o
bem, que tem abandonado os seus deveres, pelo tremendo ódio à
severidade, à austeridade moral, que entrou em uma situação
mais constrangedora pela prática do egoísmo. O Espiritismo
afirma que a vida não se encerra na tumba, pelo contrário,
ela dilata-se. A tumba é o portal para a vida real, demonstrando,
como fez Jesus ressuscitado, retornando. O Espiritismo traz os seres
queridos que a morte não consumiu.
Sobre o sentido da vida, Divaldo apresentou o entendimento do psiquiatra
vienense Viktor Frankel. Disse o psiquiatra que a vida tem três
objetivos, o amor indiscriminado, o trabalho do ideal e a capacidade
de transformar desgraças em vitórias. Divaldo frisou que
esta proposta partiu de um psiquiatra materialista e, ao criar uma nova
terapia, ou a doutrina do sentido da vida, ele propôs a busca
da transcendência, da imortalidade.
Propagando seu alento natural, Divaldo disse que tudo passa
e todos sabem disso. Passam as dores, os sofrimentos. Só
não passa a consciência reta, quando se tem a convicção
de que fez o melhor ao seu alcance, quando tem a tranquilidade de que
cumpriu com o seu dever. Poderá, assim, suportar calúnias,
desaforos, ofensas, agressividade. A criatura humana deve se conscientizar
de que o Senhor da Vida, que a criou e que a ama, conta com ela, pois,
embora tenha contado com Ele, ainda não se deu conta de que é
instrumento da Sua vontade.
A existência terrestre não é uma viagem ao país
da ilusão, não é uma temporada na ilha da fantasia,
é uma caminhada, uma escola de iluminação interior.
E quando vierem quaisquer testemunhos, sejam quais forem, na área
da saúde, do relacionamento, da economia, na área existencial,
que possa dizer, estou sendo lembrado por Jesus, afirmou em tom amoroso.
Vivamente emocionados, e tocados em seus sentimentos, os presentes
agradeceram, com aplausos e cumprimentos, as palavras de esclarecimento
e acolhida que Divaldo proferiu nesta noite que foi denominada de Noite
da Gratidão. Com desejos de reencontros no ano vindouro,
aqueles que lá estavam, no silencio de seus corações,
oraram a Jesus por novas oportunidades de convívio afável
e amoroso, envolvendo Divaldo e Nilson em vibrações de
saúde e harmonia.
Público numeroso assistiu em Zurique à conferência
que encerrou o périplo iniciado em maio
Divaldo, Beatrice, Edith e Valdemir em Zurique
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Vitória da Vida Sobre a Morte, este foi o tema
que Divaldo Pereira Franco abordou em Zurique/Suíça. O
evento foi realizado no dia 9 de junho na instituição
denominada Volkshaus, mais precisamente no Salão Branco
que teve suas instalações totalmente tomadas pelo público.
Beatrice Wiesli e Valdemir Hass coordenaram, apresentaram as boas-vindas
e realizaram a apresentação do conferencista. Edith Burkhard
foi a intérprete fiel e dedicada, vertendo para o idioma alemão
as palavras de Divaldo. A alegria e o bom ânimo a todos contagiavam.
Preparando o público para o tema a ser abordado, Divaldo, o
embaixador da paz por excelência, narrou uma lenda oriental sobre
a ação da morte e sua fatalidade sobre a criatura humana,
de autoria de William Somerset Maugham, escritor inglês. O autor
estabelece que a morte é uma fatalidade.
A morte é realmente cruel, disse Divaldo, sempre arrebata os
jovens e deixa os mais velhos. É uma fatalidade curiosa. Mas
o que é a morte? Para poder interpretar o enigma da morte e os
desafios humanos, surgiu a filosofia. O Oriente resolveu muito bem o
problema através da revelação, afirmando que a
morte é uma passagem para a vida, e todos os livros sagrados
da filosofia oriental falam sobre a sobrevivência. O Ocidente,
mais racional, através da filosofia grega apresentou duas correntes.
Sócrates, Platão e Aristóteles afirmaram que a
vida não morre com a morte. Os três são os pais
do espiritualismo, ou do idealismo.
Na mesma época viveram Leucipo, Lucrécio e Demócrito
que estabeleceram que a vida humana é resultado de três
fatores. Os átomos, o movimento e o vácuo. Segundo eles,
quando acontecia qualquer desequilíbrio em um desses elementos
sobrevinha a morte. Esta doutrina do atomismo viajaria, ao lado do idealismo,
através da história.
Aproximadamente trezentos anos depois apareceu a figura incomparável
de Jesus Cristo. Ele revolucionou a cultura estabelecendo novos paradigmas
para a vida. A Sua doutrina é simples, porque é toda fundamentada
em uma Lei Natural, a Lei de Amor. Enquanto os filósofos estabeleciam
correntes dialéticas, propostas sofistas e debates intermináveis,
Jesus dizia, basta amar, amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo
com a si mesmo. Este homem notável revolucionou o pensamento
filosófico da humanidade.
Até o momento da chegada de Jesus, o forte era aquele que esmagava.
O poderoso era aquele que ganhava. Depois que Ele veio mudou completamente
a filosofia, estabelecendo que o forte é aquele que vence as
próprias paixões e o poderoso é aquele que consegue
amar. Estabeleceu que ninguém morre, que a vida é patrimônio
de Deus, ela nunca se extingue. No corpo ou fora do corpo, a criatura
está sempre na vida. A Sua Doutrina cresceu e experimentou as
circunstancias do poder imperial de Roma. Durante a Idade Média,
por quase mil anos a ignorância apresentava seus patrimônios
na intolerância distante do amor, lecionou o conferencista.
A partir do Século XVII o atomismo grego ressurgiu como uma
reação natural ao espiritualismo vigente e a intolerância
religiosa. Nos séculos que se seguiram, continuou o Professor
Divaldo, na medida em que a cultura se libertava e as academias se tornavam
mais livres, o materialismo zombava do espiritualismo. As mais eminentes
personalidades humanas afirmavam que a morte era o fim da vida. No Século
XIX o materialismo se apresentava sob três aspectos, o materialismo
histórico, o dialético e o mecanicista, e a ciência
zombava totalmente da religião, abriu-se, então, um grande
abismo e o materialismo parecia vencer.
Foi nesse período que surgiu outra doutrina revolucionária.
Uma ciência afirmando que a vida não se extingue. É
a ciência espírita, fundamentada na imortalidade da alma
e que foi definida por Allan Kardec, o seu codificador, como sendo a
ciência que estuda a origem, a natureza, o destino dos Espíritos
e as relações que existem com o mundo material, uma ciência
que nasceu no laboratório da mediunidade. A mediunidade, explicou,
faz parte da própria história da humanidade. É
de todos os tempos e culturas.
O Espiritismo veio confirmar os postulados de Jesus através
de uma filosofia ético-moral, com base em seis pontos fundamentais.
As crenças, em Deus, na imortalidade da alma, na comunicabilidade
dos Espíritos, na reencarnação, na pluralidade
dos mundos habitados e a crença em Jesus Cristo. Também
está fundamentada no respeito por todas as profecias, pelas nobres
propostas da filosofia e do esoterismo, pelas doutrinas do indianismo,
do budismo, porque o essencial é o amor.
Na atualidade se pode constar o acerto do verbo amar,
acentuou o notável conferencista. Durante muito tempo o amor
fez parte da teologia, hoje é psicoterapêutico. Quem
ama não adoece. Quem ama tem doenças, mas não
é doente. Os modernos psicoterapeutas descobriram no Evangelho
de Jesus os mais belos processos de renovação individual.
A saúde integral é o resultado do muito amar.
Fazendo uma análise desse amor, perante a imortalidade, poderemos
inverter a ordem da frase e estabelecer: aquele que se ama é
capaz de amar o próximo e depois amar a Deus, explicou
Divaldo. Quem não se ama não ama a ninguém. Quando
a criatura se ama ilumina-se, desenvolve a inteligência e o sentimento,
trabalha pelo desenvolvimento ético da humanidade, cultiva ideais
de beleza, sabe superar as dificuldades. Compreendendo as próprias
dificuldades, dá-se conta das dificuldades do outro, torna-se
tolerante e aprende a amar e, naturalmente expande esse amor
à natureza, aos animais, à vida e a Deus. Divaldo destacou
a seguinte frase pronunciada por Jesus: Se vós não
vos amais a quem vedes, como podereis amar a meu Pai que nunca vistes?
A vida não poderia ser elaborada para extinguir-se, não
poderia terminar em nada, no caos. A morte é uma libertação
para dar o ensejo de a criatura reencontrar seus amores. Por saber da
continuidade da vida e por amar o próximo, Divaldo disse que
dedica a sua vida para explicar que a vida continua, que vale a pena
ter uma existência nobre para poder desencarnar bem. Os Espíritos
Bons convidam as criaturas para a prática do amor, da caridade,
para o culto do dever. A vida na Terra é muito curta considerando-se
a extensão da eternidade. Por mais longa que seja uma existência,
chega o momento em que ela para. O Ser deixa o corpo e continua a viver,
naturalmente.
A vida tem um objetivo, este objetivo psicológico é
amar, amar muito, construir o bem, não perder os ideais
do amor, nem da beleza. O ser humano caminha para a perfeição,
para a angelitude, podendo ser feliz desde hoje, vivendo integralmente
cada momento. Finalizando, Divaldo desejou muita alegria de viver, muita
paz e a certeza de que nunca se está abandonado, mesmo nas situações
mais difíceis. Deus vela por todos e Jesus protege. Exortou a
formar um pacto, um pacto de que nenhum mal nos fará mal, porque
estaremos totalmente integrados no serviço do bem.
Após a fase dedicada as perguntas, que foram em numero expressivo,
demonstrando o vivo interesse pela compreensão do assunto, Divaldo
agradeceu a presença dos amigos da Áustria, da Itália,
de Luxemburgo, da Bélgica e do Brasil, mais precisamente do Rio
Grande do Sul, e que o têm acompanhado desde o dia 17 de maio.
Aos suíços pela gentileza, pela paciência. A Edith
pela tradução. Agradeceu profundamente emocionado a Beatrice
Wiesli, e a todos que deram sua parcela de contribuição
e ajuda.
O numeroso público, que lotava o salão, aplaudiu de pé
o arauto do Evangelho, do amor e da paz. Divaldo Pereira Franco foi
agraciado com um pequeno mimo por parte dos organizadores, ao tempo
em que ofertou um ramalhete de flores a Beatrice Wiesli.
Público em Zurique
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Nota do Autor:
Os gaúchos que acompanharam Divaldo Franco na jornada europeia,
no período de 17 de maio a 9 de junho, são integrantes
da Equipe do Livro Divaldo Franco, voluntários da Mansão
do Caminho. São eles Jorge e Lúcia Moehlecke, Delcio e
Carmem Carvalho, Paulo e Rosane Salerno e Jaqueline Medeiros. Com gratidão,
o grupo formula votos de paz e harmonia aos leitores de O Consolador.
(Paulo Salerno)
As fotos que ilustram esta reportagem são
de autoria de Jorge Moehlecke.