10/06/2011
Sem contar os amigos do plano espiritual, compareceram ao auditório
da Fraternidade Espírita Irmão Glacus - Feig - aproximadamente
120 atuais e futuros evangelizadores da Fraternidade e de outras casas
espíritas.
O segundo dia do Curso de Preparação
para Evangelizador Infantil 2011 promovido com o objetivo de preparar
evangelizadores para a semeadura da infância na seara de Jesus
aconteceu no dia 27 de março das 8h às 12h50min.

Após a alegre recepção da coordenadora do Departamento
de Evangelização Infantil, Sheila Coutinho, o coral da
Mocidade Joanna de Ângelis cantou quatro músicas para harmonizar
o ambiente. O hino à mentora da Evangelização,
Meimei, foi entoado logo em seguida por todos os presentes de pé
sendo introduzido pela Comissão de Música dos atuais Evangelizadores
da Casa.
A primeira palestra intitulada “Psicologia Infantil à Luz
da Doutrina” foi articulada por Rodrigo Ferreti. O palestrante
introduziu com a história da criança órfã
extraída do livro “Retratos de Nazaré”, de
Cirinéia Iolanda Maffei, pelo espírito Léon Tólstoi.
Segundo Ferreti, os evangelizadores devem estar preparados para o cuidado
com crianças que foram abandonadas pelos pais, pois que elas
sentem-se desamparadas, que não são amadas e se esforçam
por chamar-nos a atenção. Com isso, solicitam provas de
amor o tempo todo, fazem coisas terríveis testando os educadores
para ver se mesmo assim essas pessoas tão importantes para elas
continuam amando-as. A recomendação do palestrante nesses
momentos é ter calma e brandura para raciocinar corretamente
a solução imediata da situação.
O palestrante também explicou sobre crianças obsidiadas.
Para diagnosticar o quadro, Ferreti apresentou alguns itens que podem
indicar a presença de espíritos obsessores na infância:
irritabilidade, agitação, depressão, pesadelos,
falta de concentração, dificuldade nas relações
sociais, agressividade, comportamentos excêntricos, acidentes,
personalidade instável e dificuldades de aprendizagem. A terapêutica
espírita é indicada em casos de obsessão: passe,
água fluidificada, evangelização moral da criança,
culto do evangelho no lar e informar o nome da criança para a
reunião de desobsessão. Rodrigo Ferreti recomendou livros
de Joanna de Ângelis para diferenciar transtornos psicológicos
de obsessão.
Após a esclarecedora explicação de Ferreti, foi
servido um lanche comunitário para alimentar as idéias
dos atuais e futuros evangelizadores. Como item da Vivência na
Evangelização, todos os presentes puderam participar de
uma dinâmica sobre recursos didáticos. A coordenação
distribuiu os 120 presentes em grupos de no máximo 10 pessoas.
O tema, o objetivo da aula e a faixa etária das crianças
eram sugeridos pela coordenação em pequenos pedaços
de papel previamente preparados para a dinâmica. Cada grupo deveria
escolher um ou mais recursos didáticos, eleger um líder
para fazer a apresentação para todos explicando o motivo
da escolha e como o recurso seria usado em sala de aula.
A segunda palestra foi proferida por Emerson Pedersoli: “Pedagogia
Espírita na Prática da Evangelização”.
O palestrante lembrou-nos de que a relação entre evangelizador
e evangelizando é uma relação afetiva e que quando
a instrução acontecer de forma automatizada não
penetra no coração do evangelizando. É preciso
passar segurança aos pequeninos, pois os desencarnados que acompanham
cada criança lêem a alma do evangelizador, se sentirem
o faro da insegurança começarão a testá-lo.
Embasado nos livros de Joanna de Ângelis e de Dora Incontri sobre
pedagogia espírita, Pedersoli enumerou cinco condições
mínimas para quem deseja se tornar um bom evangelizador. A primeira
é o conhecimento da doutrina espírita, o estudo é
fundamental para evitar a insegurança diante da fase questionadora
das crianças. O palestrante inclusive citou uma frase do grande
psicólogo Jean Piaget: “A criança tem a idade da
pergunta que faz”. A dica é devolver a pergunta, pois é
da resposta da criança que se obtém a melhor saída.
A segunda é ter noções de metodologia, ou seja,
ter disciplina como no culto no lar. Com dia e horário para preparar,
planejar e fazer o cronograma das aulas o evangelizador facilita o canal
de acesso espiritual para receber as intuições. Como a
função da evangelização também é
levantar a auto-estima, acalmar e educar não só a criança,
mas também seus obsessores, é importante ter criatividade
para não dispersar a atenção do evangelizando e
evitar o tédio gesticulando as músicas e vivificando as
leituras com sonoplastias.
A terceira condição para se tornar um evangelizador de
qualidade é ter noções de psicologia. É
claro que não é preciso se tornar um psicólogo,
mas estarmos ciente das fases da criança: idade do egocentrismo,
dos porquês, da delação, etc. O palestrante indicou
livros de Walter Barcelos e Walter de Oliveira que tratam a psicologia
e pedagogia infantil espírita.
Como quarta condição, Pedersoli falou da boa moral. Não
é preciso vencer todas as suas imperfeições para
se tornar um evangelizador, mas é importante que o educador saiba
que está tentando ser melhor a cada dia. A quinta e última
condição mínima é o amor. Essa virtude é
fundamental, mas sem as outras condições será impossível
tornar-se um evangelizador de qualidade.
O evento arrecadou obras de literatura espírita infanto-juvenil
no ato da inscrição. Esses livros serão doados
às crianças assistidas da Casa na semana da criança
em outubro. O próximo dia de curso acontecerá no domingo,
03 de abril.
Fonte: FEIG - Fraternidade Espírita
Irmão Glacus
Rua Henrique Gorceix, nº 30 - Padre Eustáquio - Belo Horizonte
- MG, Cep: 30.720-360
Tel./Fax: (31) 3411-9299 / Site: www.feig.org.br
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