03/06/2011
O website Inovação
Tecnológica (clique
aqui) publicou interessante matéria
sobre recente pesquisa comprovando que é a matéria escura
que está acelerando a expansão do Universo
Expansão do Universo
Uma pesquisa que durou cinco anos e cobriu 200.000 galáxias,
levou a uma das melhores confirmações de que é
mesmo a energia escura que está acelerando a expansão
do Universo.
O estudo, que representa um retorno de até sete bilhões
de anos no tempo cósmico, usou dados da sonda espacial Galex
(Galaxy Evolution Explorer: Exploração da Evolução
das Galáxias) e do Telescópio Anglo-Australiano instalado
na montanha Siding Spring, na Austrália.
Os resultados dão suporte para a principal interpretação
sobre como funciona a energia escura - como uma força constante,
afetando uniformemente o Universo e impulsionando sua expansão.
Por decorrência, os dados contradizem uma teoria alternativa,
que propõe que seria a gravidade, e não a energia escura,
a força que impulsionaria a expansão do Universo. De acordo
com esta teoria alternativa, com a qual os novos resultados não
são consistentes, o conceito de Albert Einstein da gravidade
estaria errado, e gravidade tornar-se-ia repulsiva, ao invés
de atrativa, quando atuando em grandes distâncias.

Os resultados dão suporte para a principal
interpretação sobre como funciona a energia escura, e
mais uma vez dão razão a Albert Einstein sobre a gravidade
e a constante cosmológica. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]
Energia escura
Acredita-se que a energia escura domine o nosso Universo, perfazendo
cerca de 74 por cento dele. A matéria escura, uma substância
não menos misteriosa, é responsável por 22 por
cento. A chamada matéria normal, ou matéria bariônica
- qualquer coisa que tenha átomos - representa apenas cerca de
4% do cosmos.
A ideia da energia escura foi proposta durante a última década,
com base em estudos de estrelas distantes que explodiram, conhecidas
como supernovas.
As supernovas emitem uma luz constante e mensurável, o que as
torna uma referência inigualável, que permite o cálculo
de sua distância da Terra com grande precisão.
As observações revelaram que algo - que veio a ser chamado
de energia escura - estava fazendo aumentar a aceleração
desses objetos celestes.
Energia escura versus gravidade
A energia escura disputa um cabo-de-guerra com a gravidade.
A teoria atual propõe que, no início do Universo, a gravidade
assumiu a liderança, dominando a energia escura.
Cerca de 8 bilhões de anos após o Big Bang, com o espaço
se ampliando e a matéria se diluindo, as atrações
gravitacionais enfraqueceram e a energia escura tirou o atraso.
Se isto estiver correto, daqui a bilhões de anos a energia escura
será ainda mais dominante.
Os astrônomos preveem que o nosso Universo será um verdadeiro
deserto cósmico, com as galáxias se distanciando tanto
umas das outras que quaisquer seres que viverem dentro delas não
serão capazes de ver outras galáxias.
Era da energia escura
Esta é a primeira vez que astrônomos fazem essa checagem
cobrindo todo o período de vida do Universo desde que ele foi
dominado pela energia escura.
A equipe começou montando o maior mapa tridimensional já
feito das galáxias do Universo distante. Isto foi feito pelo
Telescópio de ultravioleta GALEX, que mapeou cerca de três
quartos do céu, observando centenas de milhões de galáxias.
O Telescópio Anglo-Australiano coletou informações
detalhadas sobre a luz de cada galáxia, o que permitiu estudar
o padrão de distância entre elas - ondas sônicas
do Universo jovem deixaram marcas nos padrões de galáxias,
fazendo com que pares de galáxias sejam separados por aproximadamente
500 milhões de anos-luz.
Essa "régua padrão" foi usada para determinar
a distância entre os pares de galáxias e a Terra - quanto
mais próximo um par de galáxia estiver de nós,
mais distantes elas irão aparecer uma da outra no céu.
Tal como acontece com os estudos de supernovas, estes dados de distância
foram combinados com informações sobre as velocidades
nas quais os pares estão se afastando de nós, revelando,
mais uma vez, que o tecido do espaço está se esticando
cada vez mais rápido.
Veja também:
Descoberta
primeira evidência da existência da Energia Escura
Bibiografia:
The WiggleZ Dark Energy Survey: the selection function and z= 0.6 galaxy
power spectrum.
Chris Blake, Sarah Brough, Matthew Colless, Warrick Couch, Scott Croom,
Tamara Davis, Michael J. Drinkwater, Karl Forster, Karl Glazebrook,
Ben Jelliffe, Russell J. Jurek, I-hui Li, Barry Madore, Chris Martin,
Kevin Pimbblet, Gregory B. Poole, Michael Pracy, Rob Sharp, Emily Wisnioski,
David Woods, Ted Wyder
Monthly Notices of the Royal Astronomical Society
18 May 2010
Vol.: 406, Issue 2, pages 803-821
DOI: 10.1111/j.1365-2966.2010.16747.x
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