O menino que foi ao céu e voltou - Um caso de E.Q.M.
16/05/2011
O MENINO QUE FOI AO CÉU E VOLTOU - UM CASO E.Q.M.
A história do menino americano Colton
Burpo que disse ter estado no céu quando ficou em coma depois
de uma operação de apendicite virou livro e motivo de
polêmica nos programas de TV.
Colton está hoje com 11 anos, mas foi aos 4 que ele passou por
essa experiência. Os pais dele contam que suas lembranças
vieram aos poucos e, entre elas, Colton citou o encontro que teve com
o bisavô por parte de pai que ele nunca conhecera. Descreveu-o
como um ser iluminado, de cabelos encaracolados e asas enormes. Disse
que ele perguntou por seu pai e contou várias histórias
de família.
Outro detalhe considerado impressionante foi quando Colton narrou o
momento em que uma menina aproximou-se dele dizendo-se sua irmã.
Ela confidenciou ao menino que não chegara a nascer e não
tivera um nome na terra, mas que estava muito feliz em conhecê-lo
pessoalmente já que o via apenas à distância.
Quando Colton contou essa passagem aos pais, os dois se emocionaram
e chegaram a chorar. A mãe do garoto havia realmente perdido
um bebê de forma natural, sem nem mesmo saber o sexo, e combinou
com o marido nunca revelar isso a ninguém pois a perda havia
doído muito. Portanto, Colton não sabia do ocorrido pois
nem era nascido.
É aí que o mistério começa a aumentar.
Depois desses dois momentos, que chegaram a abalar as concepções
religiosas da família, Colton contou outros detalhes intrigantes
sobre a viagem que ele descreve como uma ida ao paraíso. Disse
que naquele lugar, onde tudo é mais brilhante e colorido, as
pessoas vestem-se com roupas luminosas e vaporosas, não usam
óculos e parecem sempre jovens, felizes e sorridentes.
Numa outra lembrança, Colton disse que esteve sentado no colo
de Jesus, e este lhe dissera que ele teria a missão de levar
uma mensagem de esperança ao mundo. Ao mesmo tempo Colton revelou
que ao lado de Jesus estava também João Batista, que sorriu
para ele e o abençoou.
Além de todas essas revelações outras não
menos desconcertantes estão no livro de Colton, “Heaven
is for real" (O céu é real, em tradução
livre) , que já virou best-seller desde novembro de 2010 quando
foi lançado. Já vendeu quase dois milhões de cópias
nos Estados Unidos e já há pedidos para ser traduzido
em outros idiomas.
Ao divulgar suas lembranças aos pais, Colton não sabia
o quanto estaria deixando-os intrigados, assim como a todas as pessoas
que tomaram conhecimento do caso. A midia logo de interessou e Colton
foi alvo de reportagens em sites, jornais, revistas e na TV. Ao ser
entrevistado no programa Today, da rede NBC, ele deixou os apresentadores
boquiabertos com sua naturalidade ao contar detalhes de sua “viagem”.
Os jornalistas começaram a entrevista entre curiosos e incrédulos,
e acabaram completamente emocionados e convencidos de que Colton estava
realmente falando a verdade. Comentaram que o menino já fora
ouvido por especialistas, psicólogos e médicos em geral
para uma investigação mais detalhada do assunto. A conclusão
foi surpreendente. Nenhum desses profissionais soube dar uma explicação
científica sobre o que ocorrera com o menino.
Para deixar as pessoas ainda mais confusas, Colton contou com firmeza
que viu, do alto do quarto onde estava sendo operado, os médicos
correndo de um lado para o outro para tentar salvá-lo. Dali ele
conseguiu ver também o pai falando ao telefone celular no corredor
do hospital, preocupado e nervoso e a mãe chorando e rezando
na capela. Segundo os pais de Colton, ele não poderia saber de
tudo isso ao mesmo tempo, pois ninguém os viu nessa situação
naquele momento de desespero quando Colton entrara em coma.
Bem, a história e a polêmica estão lançadas.
Nessa viagem ao céu o menino Colton, um pré-adolescente
normal, que faz tudo o que um menino da sua idade faz regularmente,
disse que trouxe na bagagem uma mensagem de Deus, principalmente àqueles
que perderam seus entes queridos. Colton afirma sem pestanejar que “
O céu existe e nele as pessoas podem se reencontrar com quem
se foi”.
E como seria bom a gente acreditar piamente nisso, não é
mesmo?
“Heaven is for real” fez-me lembrar da
história comovente do guitarrista inglês Eric Clapton que
em 1991 perdeu tragicamente o filhinho de quatro anos, que caiu de seu
apartamento num andar altíssimo de um prédio em Manhattan,
NY. Clapton em seu desespero de pai compôs em memória do
filho a música “Tears in Heaven”, onde diz que espera
vê-lo algum dia no paraíso. Agora, quem sabe, depois das
revelações de Colton não reacenda em Clapton a
esperança de reencontrar o filho?