03/08/2009
CHRISTIAN BAINES
colaboração para a Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou
nesta segunda-feira a nova Lei Nacional de Adoção,
que cria mecanismos para evitar o afastamento do convívio familiar
da criança, impede que os menores fiquem mais de dois anos em
abrigos e acelera o processo de adoção.
"A legislação vai dar condições
para que a adoção seja mais fácil, menos burocrática
e que as pessoas que adotem sejam mais preparadas", Lula durante
a cerimônia.
A lei estabelece a criação do conceito
de "família extensa". Parentes próximos,
como tios e avós, são estimulados a acolher a criança
em casos de perda do pai e da mãe. Apenas se esgotadas todas
as possibilidades de manutenção da criança em seu
convívio familiar ela é encaminhada a um abrigo.
O texto prevê a redução no tempo
de permanência das crianças nos abrigos - os menores podem
ficar no máximo dois anos. Além disso, os abrigos devem
fazer um relatório semestral sobre as crianças para ser
enviado a um juiz, que vai decidir pela reintegração familiar
ou pela colocação para adoção.
A nova lei determina ainda novas regras para a adoção.
Fica determinado, por exemplo, que irmãos sejam adotados em conjunto.
Cidadãos maiores de 18 anos podem adotar crianças independentemente
do estado civil. Em casos de adoção conjunta, é
necessário que os adotantes tenham uma união estável.
O texto determina também que se dê preferência
às adoções nacionais. Em casos de adoções
internacionais, deve ser cumprido um período de convivência
no Brasil de no mínimo 30 dias.
O ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) destacou
a assinatura e lembrou que há 80.000 crianças em abrigos
no país, mas apenas 3.000 delas em condição de
adoção. Segundo ele, a lei deve ter como objetivo facilitar
a adoção das outras crianças e, sobretudo, evitar
o abandono.
"Esperamos que [a legislação] garanta
o direito de convivência familiar e na comunidade (...) e que
dê garantias jurídicas para as mães que queiram
deixar sua criança para adoção, para evitar que
crianças sejam abandonadas", afirmou.
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