Amado pelo povo e odiado pela alta cúpula
Uma polêmica figura
da Igreja Católica brasileira está retratada em Dom
Helder Camara: O profeta da paz (Contexto, 400 pp., R$ 49,90), de
Nelson Piletti e Walter Praxedes.
Chamado pela imprensa ora de “bispo vermelho” ora de
“santo rebelde”, Helder Camara foi amado pelo povo e
odiado pela alta cúpula dos governos militares. Por isso
mesmo os julgamentos a seu respeito se polarizam. É fácil
transformá-lo em figura mítica com postura rebelde,
acima do bem e do mal. Em virtude de sua pregação
libertadora em defesa dos mais pobres – que ultrapassou as
fronteiras nacionais e continentais – e de sua atuação
política e social, foi perseguido e caluniado.
A obra – resultado de intensa pesquisa, numerosas entrevistas
e análise objetiva de documentação farta e
inédita – não investiga apenas a trajetória
de dom Helder. Ele situa o biografado na História do Brasil,
estuda as relações entre militares e a Igreja brasileira
e entre esta e o Vaticano.