26/05/2008
Cidade espanhola é
um modelo multicultural para a Europa
Após séculos de negação de
uma história comum com o Islã, os espanhóis estão
novamente tentando conviver com os muçulmanos. Em Granada, lar
de Alhambra e ex-centro da Espanha Moura, um renascimento multicultural
está em andamento, um que vê cristãos e muçulmanos
coexistindo e com respeito mútuo
Helene Zuber
Em Granada, Espanha
O terraço panorâmico da Plaza San Nicolas
se torna um ambiente mágico ao pôr-do-sol. Garotos ciganos
tocam melodias profundamente melancólicas no violão enquanto
suas garotas dançam ao som da música e giram fitas coloridas.
Os boêmios passam uns aos outros garrafas de cerveja e vinho tinto
barato, turistas japoneses preparam suas câmeras e os latino-americanos
cantam alegremente.
Do alto desta praça no monte Albaicin soa um
chamado prolongado de "Allahu akbar". O muezzin subiu os 59
degraus da torre. Ele fica entre os arcos mouros abertos e leva as mãos
à boca como corneta para que todos que estão escutando
seu chamado possam ouvir "Deus é grande". Aos raios
de luz do dia, os contornos dourados das letras árabes ornamentadas
brilham misteriosamente sob a cobertura.
Em frente à nova mesquita branca, os holofotes
são acesos, banhando o palácio de Alhambra e seus baluartes,
localizados na margem oposta do rio, em um brilho rosado que transforma
o conjunto arquitetônico em uma verdadeira "fortaleza vermelha".
Ao longe, as neves da Sierra Nevada brilham ao entardecer. Enquanto
os homens -e uma mulher ocasional vestindo um casaco longo- se apressam
pelas ruas estreitas e sinuosas, pavimentadas com pedras, do distrito
de Albaicin para rezar na mesquita, os sinos da catedral soam pela cidade.
Atualmente Granada é um cadinho cultural. Cinco séculos
após a realeza cristã conhecida como monarcas católicos
expulsaram o último soberano muçulmano daquela que atualmente
é a Espanha e ergueram suas cruzes na sala do trono de Alhambra,
os muçulmanos e cristãos na cidade de Granada estão
novamente vivendo lado a lado em paz. Por quase 800 anos, os habitantes
de Al-Andalus, como as dinastias árabes chamavam seu império
na Península Ibérica, permitiram que judeus, cristãos
e muçulmanos coexistissem em um espírito de respeito mútuo
-uma situação que beneficiava a todos. A fortaleza vermelha
simboliza este período. Originalmente, um mercador judeu rico
construiu os muros de barro vermelho nas ruínas de um velho castelo.
Posteriormente, a dinastia Nasrid muçulmana ampliou o complexo
de palácios até o final do século 14, criando jardins
e fontes e construindo uma mesquita esplêndida. A casa de oração
foi consagrada como igreja pelos conquistadores cristãos 150
anos depois.
É aqui, no último bastião da antiga
sociedade multicultural da Espanha Moura, que uma comunidade islâmica
extremamente vibrante está se formando no momento. Graças
à sua rica história, muitos ainda vêem Granada como
a futura capital islâmica da Europa. Outros temem que a Andaluzia
possa novamente se tornar um portal para uma "reconquista"
-desta vez sob a bandeira verde do Profeta.
Após a morte do Profeta Maomé, e assim
que o governo do Islã foi firmemente estabelecido na Península
Árabe, a primeira onda de conquistas teve início. As tribos
berberes do Norte da África foram convertidas à nova fé.
Em 710, o primeiro líder berbere, Tarif Abu Sura, atravessou
o Estreito de Gibraltar. Até hoje o local onde desembarcou é
chamado de Tarifa. Um ano depois, cerca de 7 mil guerreiros muçulmanos
derrotaram o exército do rei visigodo Rodrigo. Depois, os habitantes
hispano-latinos ofereceram pouca resistência, e um quarto deles
se converteu ao islamismo na primeira geração. Os nobres
visigodos até mesmo fugiram para Toledo, deixando o campo aberto
para o avanço dos conquistadores até os Montes Cantábricos
do norte da Espanha em apenas três anos. Àquela altura,
os invasores foram detidos pela resistência asturiana.
A partir de 1055, vários reinos cristãos
começaram a se expandir para o sul de seus refúgios nas
montanhas do norte, parte da "Reconquista" -a retomada de
Al-Andalus sob a bandeira das Cruzadas. Os sucessores do trono de Castela,
Isabel de Castela e Fernando de Aragão -os monarcas católicos-
uniram as forças militares cristãs por meio de seu casamento
e, após a queda de Granada em 1492, formaram um reino puramente
católico na Península Ibérica. Ele imediatamente
baniram os judeus. Os muçulmanos, que representavam a grande
maioria da população de Al-Andalus, foram batizados à
força, e o último grupo foi permanentemente expulso em
1614. A Inquisição espanhola protegeu a "pureza do
sangue", sob ameaça de tortura e de ser queimado vivo na
fogueira.
Renascença muçulmana na Espanha
Hoje, cerca de 1,5 milhão de muçulmanos vivem na Espanha,
incluindo cerca de 650 mil marroquinos com permissão de residência.
Em 2004, o governo socialista de esquerda lançou a maior iniciativa
de legalização de trabalhadores estrangeiros no país
feita até hoje. A medida levou meio milhão de mulheres
muçulmanas a virem para a Espanha se juntar aos seus maridos.
Isto também significa que muitas mulheres freqüentemente
são confinadas aos seus lares por seus maridos e precisam viver
segundo uma interpretação mais rígida da religião
do que em seus países de origem.
Por toda a Espanha, os fiéis procuram as 427
mesquitas registradas do país e de inúmeras pequenas casas
de oração não oficiais para realizarem as orações
de sexta-feira. A grande maioria segue um ramo relativamente liberal
sunita do Islã. Mas com as grandes somas de dinheiro que os barões
do petróleo sauditas distribuem generosamente, o credo fundamentalista
wahabista do Islã está ganhando influência entre
os muçulmanos espanhóis.
Ao longo dos últimos 30 anos, desde a morte do
ditador católico Francisco Franco e a criação em
1978 de uma Constituição democrática que garante
a liberdade religiosa, vários espanhóis também
se converteram ao Islã. A maioria dos cerca de 50 mil novos fiéis
vive em Granada.
Uma das recém convertidas à religião
é Maria Trinidad Lopez, 52 anos, que trocou seu nome católico
por Kuraiba, que significa "perto" (de Alá). Em meados
dos anos 70, durante o período da transição que
se seguiu à ditadura, ela experimentou como uma estudante universitária
uma tardia "atmosfera como a de Paris em 1968, com um grupo de
jovens revolucionários". Na época, Granada era uma
cidade asfixiante, cinzenta e deprimente, lembrou a neo-muçulmana,
que se veste elegantemente com uma camisa de linho bordada e uma fita
cheia de lantejoulas em seu cabelo solto. Nessa cidade "medíocre"
que ainda era governada pelos conservadores, "nós buscávamos
um mundo melhor". Alguns membros de seu grupo acabaram na política,
ela disse, mas "eu sempre me senti mais em casa nas buscas espirituais".
A estudante de filologia conversou longamente com seus
amigos sobre literatura e mergulhou nos trabalhos de filósofos
que foram proibidos pelo regime. Kuraiba descobriu uma parte da história
de seu país que a Igreja e seus pais sempre negaram ter existido.
Ela sempre ouviu que "os mouros cheiram mal" e por muito tempo
até mesmo acreditou nisso. Mas em 1982, ela deu as costas à
sua família rigidamente católica e foi uma das primeiras
a se converter ao Islã. Logo depois, Kuraiba ajudou sua amiga,
Antonia Maria Munoz, a abrir uma casa de chá no velho bairro
mouro, o Albaicin.
"O Islã veio com o chá"
A loja estreita na Caldereria, onde mercearias tradicionais e butiques
caíram em um aparente sono eterno, teve um papel-chave na transformação
da rua e do bairro. Agora a área está repleta de comerciantes
da Síria, Paquistão e Líbano que vendem tecidos
coloridos, cerâmica, narguiles e bules de latão. As padarias
locais cheiram a mel, canela, cardamomo e cravo-da-índia. O mercado,
com seu ar de "1.001 Noites", atrai turistas até as
primeiras horas da madrugada. Diante de um açougue marroquino,
onde carne halal é abatida segundo o ritual e vendida, portanto
permitida segundo a lei islâmica, mulheres vestindo véu
conversam em sua língua natal com jovens vestindo minissaias
e tops.
Munoz disse que "o Islã veio com o chá".
Ela queria experimentar velhas receitas de Al-Andalus em seu salão
de chá, Al-Sirat. Todas as idéias para o interior foram
inspiradas por elementos em velhos prédios que sobreviveram da
época do reino de Nasrid: as pequenas mesas baixas exibindo trabalho
incrustado, o teto de madeira com padrões em estrela entalhados,
e as colunas que sustentam capitéis que lembram arte em crochê.
Posteriormente, quando ela viajou ao Marrocos pela primeira vez, a arquitetura
e artesanato em Fez pareciam tão familiares para ela quanto assados
com amêndoas. Em seus estudos universitários ela aprendeu
a ler árabe medieval. Com a ajuda de um especialista em línguas
semíticas, ela se dedicou a aprender a história de Granada.
Em 1988, a proprietária de casa de chá bem-sucedida se
converteu ao Islã e agora se chama Laila Nuria, cuja tradução
é "noite iluminada".
O Islã permitiu a Kuraiba e Laila escaparem da
melancolia da era Franco e se reconciliar com suas raízes, que
encontraram na cultura de Al-Andalus. "Aqui estamos retomando de
onde paramos em 1492", disse Laila com entusiasmo enquanto desfrutava
de uma xícara de chá quente exalando aromas de rosa, jasmim
e flor de laranjeira.
Tudo se trata de aceitar outros, como o Alcorão
nos ensina, disse Kuraiba, que agora é casada com um empresário
de Casablanca com o qual tem duas filhas. Ambas as meninas, com idades
de 11 e 13 anos, usam o lenço de cabeça apenas durante
as orações, como sua mãe. Elas freqüentam
uma escola pública onde possuem amigos indianos e chineses. "Muitos
caminhos levam à verdade, mas cada um precisa encontrar o seu
próprio", disse o marido dela, Mustafa Bougrini, 47 anos.
Ele disse que precisamos respeitar o próximo e que "é
perigoso quando alguém se acha dono da verdade absoluta".
Um clima gélido pós-terror
O clima para os muçulmanos na Espanha ficou mais frio desde os
ataques do 11 de Setembro em Nova York e Washington, que foram cometidos
sob o pretexto da jihad -e a tensão se tornou particularmente
alta desde os atentados por células terroristas aos trens de
Madri em 11 de março de 2004, que causaram um banho de sangue
no coração da capital espanhola. E o clima não
é melhor em Granada. Todas as organizações islâmicas
do país se distanciaram dos agressores. Mas os relatos na mídia
de células espanholas da Al Qaeda -um suspeito até mesmo
foi preso em Granada- misturou o Islã com terrorismo e provocou
um medo dos muçulmanos entre a população em geral.
Nos anos 90, era popular se converter ao Islã.
Na época, Bougrini desistiu de sua existência nômade
trabalhando para uma perfumaria andaluziana como gerente de vendas para
o Norte da África, países árabes e Canadá,
e entrou para o ramo de restaurantes. Em uma pequena travessa de Caldereria,
ele abriu um estabelecimento fino que serve uma cozinha fusion inspirada
por Marrocos e Al-Andalus. O restaurante se chama Arrayanes, o nome
do pátio mais deslumbrante de Alhambra. Na época, muitos
clientes e vizinhos demonstravam interesse pela religião de Bougrini
e sua esposa espanhola, Kuraiba. "Agora as pessoas não dizem
nada e chamam o Islã de religião dos mentalmente perturbados",
ela disse.
Grande parte da hostilidade para com estrangeiros é
voltada contra os operários imigrantes que trabalham nos muitos
canteiros de obras da cidade, nas plantações de morangos
e nas grandes fazendas do sul da Espanha. Eles se queixam de racismo
latente contra os pobres.
Quando Siham Belghiti chega da universidade vestindo
salto alto e jaqueta curta sobre jeans apertados, com seu cabelo penteado
com estilo, ninguém imaginaria que ela é uma muçulmana
de Meknes. Logo após o muezzin fazer o chamado vespertino para
as orações, a estudante de economia abre o salão
de chá Al-Sirat e prepara cuscuz e pastilla segunda práticas
halal rígidas. Vestindo turbante e sapatilhas bordadas, ela serve
chás como "Sonhos de Alhambra" e "Suspiro do Mouro",
que sua chefe Laila Nuria patenteou.
Ela se sente "perfeitamente em casa" em Granada,
disse Siham com um largo sorriso. Isso não causa surpresa, dado
que em algumas partes da universidade -por exemplo, entre os estudantes
de medicina e farmácia- 60% dos estudantes vêm de Marrocos.
À noite, sua amiga Hassan, uma estudante de direito de 24 anos
do exclave espanhol de Melilla, se junta a ela. A jovem berbere está
convencida de que desde os atentados em Madri há um número
crescente de muçulmanos presos "puramente com base em suspeita".
Mas um estudo realizado pelo Real Instituto Elcano espanhol,
em novembro de 2007, revelou que a população em geral
da Espanha não se tornou islamofóbica. Mesmo assim, com
a sociedade espanhola cada vez mais se distanciando da religião,
61% dos entrevistados disseram que garotas não deviam usar lenço
de cabeça na escola.
Nenhum dos 461 alunos da escola de ensino médio
de Albaicin usa o lenço de cabeça tradicional islâmico
-nem mesmo as cerca de 20 crianças estrangeiras dos centros públicos
de imigração para menores desacompanhados, que são
enviados para a escola para aprender espanhol. Metade deles já
freqüenta o segundo ano da escola e consegue ler e escrever de
forma rudimentar.
Todavia, seus professores se queixam do atrito com os
imigrantes da América Latina e Romênia. Eles dizem que
os marroquinos não se misturam e dão as costas aos estudantes
negros africanos. Os filhos e filhas de convertidos locais não
querem ter nada a ver com muçulmanos de outras partes do mundo.
O diretor, Miguel Gonzalez, disse que um número cada vez maior
de crianças do Norte da África é enviado por suas
famílias para o exterior para ganhar dinheiro e enviá-lo
para casa. "Elas querem trabalhar, não aprender."
Abdoul Karim Haidara tem uma história completamente
diferente. Seus pais em Mali o enviaram sozinho para Granada para estudar.
O jovem alto representa seu país e vive de uma bolsa de estudos
do governo estadual da Andaluzia. O pai de Haidara é encarregado
de uma biblioteca na cidade oásis de Timbuktu, que possui uma
riqueza de antigos documentos manuscritos contendo textos religiosos,
histórias de família e histórias sobre a vida nesta
sociedade nômade. Mas esses textos correm o risco de se perderem
para sempre. Muitos manuscritos estão começando a mofar
ou a ser comido por cupins. O jovem, que está em Granada há
nove meses, já fala bem espanhol e está freqüentando
aulas de fotografia em uma escola vocacional. Quando voltar para Mali,
ele deseja ajudar a arquivar os velhos textos.
"Nós temos uma história comum com
Al-Andalus", disse o jovem com orgulho. Seus antepassados descendem
dos visigodos em Toledo. Durante a perseguição religiosa
pelos cristãos ao longo do século 15, um ancestral que
se converteu ao Islã foi forçado a fugir para o sul. Ele
levou sua valiosa biblioteca com ele para a África, onde por
meio de casamento ingressou na família real. Agora que ele voltou
para a terra de suas origens - apesar de sua aparência não
ser a de um espanhol típico - Haidara pretende "não
se agarrar aos velhos hábitos, mas aprender novas coisas".
Como ele se sente em Granada? "Eu não espero nada. Eu estou
me acostumando à vida aqui", ele disse com um sorriso que
fazia reluzir seus dentes brancos brilhantes.
É assim que são os emissários de
Osama Bin Laden, aqueles que vão reconquistar Al-Andalus?
No início de março, durante a campanha
para as eleições parlamentares espanholas, o conservador
Partido do Povo anunciou que queria introduzir uma proibição
ao uso de lenços de cabeça pelas mulheres muçulmanas
e exigir que as permissões de residência apenas fossem
emitidas após os requerentes assinarem um acordo de integração.
Esta proposta tem suas raízes na longa história
de repressão da Espanha, que remonta o final do século
15, disse o arabista Jose Maria Ridao. Ele argumenta que para fins de
propaganda, os monarcas católicos criaram o conceito de uma unidade
suprema da Espanha, um destino manifesto que foi usurpado pelos invasores
do Norte da África. Nos anos que se seguiram, ele disse, todos
que aderiram a outra religião ou tinham opiniões que divergiam
da norma foram rotulados de "estrangeiros" e vilificados.
Isto também abriu o caminho para a "cruzada" liderada
pelo general Franco, com a aprovação do Vaticano, contra
os esquerdistas e pensadores livres.
Foi precisamente contra esta estreiteza espiritual que
Antonio Romero, 51 anos, se rebelou quando se converteu ao Islã.
Aos 17 anos, ele deixou seu lar no bairro de Albaicin, de Granada, e
foi para Madri para estudar música no conservatório. Aos
19 anos, ele tocava com bandas de rock conhecidas em Pasadena, Califórnia,
e aos 22 anos ele fazia arranjos para grupos regionais na Andaluzia.
Ele descobriu a música de Al-Andalus do século 9 e viajou
pelo Oriente Médio. Por 12 anos, Abulqasem, como ele agora se
chama, estudou misticismo com um mestre sufi em Meca. Em 1996, ele voltou
para Granada. Ele conseguiu convencer um xeque do emirado árabe
de Charjah a doar a soma crucial necessária para a construção
de uma nova grande mesquita. Este templo foi aberto em 2003.
Como Abulqasem não se sentia à vontade
entre o grupo "muito fechado" de convertidos que dirige a
bela mesquita, ele fundou uma escola para estudos de Al-Andalus em uma
aldeia na montanha. O professor de estudos árabes estabeleceu
acordos com universidades no Cairo, Damasco e Jidda. "O Islã
não me roubou minha liberdade nem minhas buscas artísticas",
disse este homem afável com cabelo grisalho curto e barba aparada.
Pelo contrário: o pensador livre de Albaicin
descobriu que é muito mais fácil ser um muçulmano
nas democracias ocidentais do que na maioria dos países islâmicos.
"Nós queremos um Islã para o século 21, que
atenda as necessidades das pessoas", disse Abulqasem. A Constituição
democrática garante os mesmos direitos para homens e mulheres,
crentes e ateístas, católicos, muçulmanos e outras
comunidades religiosas. Não há contradição
entre isto e a sharia, ele disse, porque a lei islâmica precisa
ser adaptada a cada época e local, "e não me diga
o contrário, pois eu a estudei".
Se as histórias de Abulqasem, Siham, Laila,
Mustafa e Kuraiba servem como indicação, parece que Granada
pode novamente experimentar um renascimento da sociedade multicultural
de Al-Andalus, que serviria como modelo para coexistência e respeito
mútuo.
Tradução: George El Khouri Andolfato
Visite o site do Der Spiegel
>>> clique aqui para ver a lista completa de notícias
>>>
clique aqui para voltar a página inicial do site
topo