20/05/2008
Juristas se reuniram em
São Paulo para debater algumas questões ligadas à
fundação da Associação Jurídico-Espírita
de São Paulo (AJE).
Embora os juristas não
vejam ilegalidade no fato de os juizes se reunirem em associações
religiosas, a questão levantou alguns pontos que foram citados
em matéria publicada na primeira página do caderno Cotidiano
do jornal Folha de S.Paulo de ontem:
1) o laicismo, princípio que prega o distanciamento do Estado
da religião;
2) a contaminação de decisões por valores ou crenças
de caráter religioso ou pessoal;
3) e o caráter científico do direito positivo, que deve
se basear em verdades comprovadas, e não, como a religião,
em verdades reveladas. Tiago Essado, um dos fundadores da AJE declarou
que “O Estado é laico, mas as pessoas não. Não
tem como dissociar e dizer: vou usar minha fé só dentro
do centro espírita”.
O Espiritismo está bem representado no Judiciário: a Associação
Brasileira de Magistrados Espíritas (ABRAME) conta com 700 juizes,
desembargadores e ministros de tribunais superiores: aceita apenas togados
como membros.
Com alguns dias de vida, a AJE – que abrange todos os operadores
do direito – já reuniu 200 associados, entre promotores,
delegados de polícia e advogados, além de juizes. Polêmica,
a associação defende o uso de cartas psicografadas no
tribunal, um recurso que causa arrepios aos teóricos de direito:
“Na medida em que as decisões são fundamentadas
em critérios religiosos, há uma deturpação
do Estado de Direito”.
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