08/05/2008
UMA ENTREVISTA COM DONA LYGIA CUNHA, NETA DE ZÉLIO
DE MORAES E RESPONSÁVEL PELA CONDUÇÃO DAS SESSÕES
NA TENDA ESPÍRITA NOSSA SENHORA DA PIEDADE
No final do ano de 2007, descobri, por pura sorte, o
perfil de um rapaz chamado Marcelo, que vinha a ser filho de Dona Lygia,
neto de Dona Zilméia e bisneto de nosso já conhecido Zélio
Fernandino de Moraes, a quem coube, ainda que alguns rejeitem, a CRIAÇÃO
DE UMA NOVA RELIGIÃO, através da entidade que se apresentou
como CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS, nos idos de 1908, como já
é do conhecimento de todos os que já passaram a história
da UMBANDA.
De início confesso que fiquei meio tímido
para contatá-lo, tanto que levei alguns dias pensando se deveria
ou não, como seria recebido, se teria alguma resposta, embora
achasse que deveria fazê-lo pois, "viajando" por Comunidades
como Orkut, MSN e outras, pude perceber que ainda são muitas
as dúvidas que existem, não só sobre a figura de
Zélio, do Caboclo e principalmente do CULTO RELIGIOSO que este
batizou de UMBANDA. Além disto ainda havia encontrado, nessas
viagens, as informações mais disparatadas sobre certos
rituais que alguns afirmavam, até com "certa certeza"(?),
que existiam nas práticas das Tendas fundadas por Zélio
e o Caboclo Das Sete Encruzilhadas, a quem passarei a chamar de "CHEFE",
como carinhosamente até hoje ele é tratado pela família
e por aqueles que com eles se alinham.
Pois bem. Tomei coragem e entrei em contato com o Marcelo
que me respondeu até além de minha expectativa, fornecendo-me
endereços e telefones que, é óbvio, não
serão aqui divulgados, de forma que eu pudesse me contatar com
sua mãe, Dona Lygia Cunha, o que fiz. E quando o fiz pela primeira
vez, por telefone, ela deve se lembrar que cheguei a me espantar por
ficar sabendo que a família residira por muitos anos em um prédio
bem defronte ao que eu moro (local em que ela estava neste momento e
se preparava para a última gira do ano que ocorreria dois dias
após) e, por coisas que a vida não explica, eu nunca soubera.
Conversamos por um bom tempo, minha proposta de preparar
este questionário que se segue foi muito bem aceito e cheguei
a combinar de estar presente nessa próxima sessão - o
que infelizmente, por motivos particulares, não me foi possível
- ficando eu de enviar-lhe as perguntas por e-mail para que sobre elas
refletisse e escolhesse sobre o que gostaria de escrever, acrescentar,
modificar ou não, e tivesse tempo suficiente para até
mesmo, em caso de necessidade, buscar subsídios junto a sua mãe,
Dona Zilméia, sobre assuntos de que talvez não tivesse
conhecimento - coisas que teriam acontecido quando ainda muito jovem
e não tinha assumido seu cargo atual dentro da Tenda.
Com todas as suas ocupações de mãe,
avó, dona de casa, da Tenda, etc., etc., Dona Lygia, pacientemente,
nos forneceu respostas às principais perguntas que, de acordo
com minhas "viagens" antes citadas, me pareciam necessárias
para melhores informações, já que como vemos, muitos
têm os acontecimentos de 15 e 16 de novembro de 1908 como marco
inicial da Umbanda, mas mesmo entre esses, uma grande parte não
sabe como foi ou é a Umbanda preconizada pelo CHEFE.
As perguntas e respostas que se seguem foram as que
de mais importância via eu no momento, e as estou colocando da
mesma maneira que foram e vieram, ou seja, SEM INTERPRETAÇÕES
PESSOAIS MINHAS.
Peço a todos que tiverem acesso a este Blog
que leiam, pensem, repensem, comparem com o que têm lido por aí,
compreendam e divulguem o valor histórico deste testemunho, bem
assim como sua seriedade e agradeço verdadeiramente à
Dona Lygia, seu filho Marcelo e sua esposa Simone, Dona Zilméia
e toda a família por tão bem terem recebido esta proposta.
QUESTIONÁRIO



PERGUNTA: Há pouco tempo em uma revista de Umbanda
saiu uma reportagem na qual D. Zilméia teria dito que matavam
um porco para Ogum uma vez por ano e que isso era feito desde os tempos
do senhor Zélio. Por tudo que já conhecia da Umbanda do
Caboclo das Sete Encruzilahdas, sempre soube que sacrifícios
animais eram proibidos pelo Caboclo. Como se explica então essa
"imolação de um porco para Ogum" , se nem seria
este o animal adequado, de acordo com os rituais afro?
OBS: Esse comentário deu origem
a diversos debates em que os africanistas afirmavam que o Caboclo das
Sete Encruzilhadas também fazia sacrifícios.
RESPOSTA: O ritual para elaboração da
comida de Ogum foi trazido por Orixá Malet (uma das entidades
que atuavam junto ao Caboclo das Sete Encruzilhadas, também através
de meu avô) que seria obrigatoriamente um sarapatel. O sarapatel
era feito com os miúdos de um porco castrado, por isso usava-se
o animal c/ esta característica. Ele era morto por uma pessoa
de fora do terreiro, fora da TENSP, habilitado e contratado p/tal. A
carne era usada como alimento para qualquer refeição.
Isto seria sacrifício?
Hoje não mais existe esta contratação e a comida
é feita, como para todos os orixás, compra-se os ingredientes
nos mercados. E quanto a sua dúvida, não ser o porco adequado
nos rituais afro, nada sei, nós estamos falando da Umbanda do
Caboclo.
NÃO FAZEMOS SACRIFÍCIOS, qualquer dúvida
é só visitar-nos.
PERGUNTA: Sobre Exus: Como eram e são agora
compreendidos os Exus na visão da Umbanda do Caboclo das Sete
Encruzilhadas? Já trabalham com eles? O que os fez mudar, se
assim procedem?
Pergunto isso porque há um texto na Internet em que o próprio
Zélio explicava como o CHEFE e ele viam os Exus e o porquê
de não trabalharem com eles.
RESPOSTA: Os Exus eram e são compreendidos da
mesma forma, desde a fundação da TENSP, não houve
qualquer mudança. Não há sessões de Exus.
Continuam sendo, como dizia o Caboclo, os soldados, os trabalhadores
do nosso Terreiro, são chamados somente quando necessário,
normalmente nas descargas ou em outros trabalhos de defesa contra a
magia.
PERGUNTA: Iniciei em um Centro Espírita que,
embora kardecista em sua raiz, tinha sessões de umbanda mesa
branca e que dizia seguirem a Umbanda preconizada pelo Caboclo das Sete
Encruzilhadas. Nesse Centro não havia velas, atabaques, fumo
ou Congá. Era assim na TENSP? O que mudou desde então
para vocês que estão mais próximos da Umbanda do
Caboclo das Sete Encruzilhadas?
RESPOSTA: A TENSP sempre trabalhou com velas, pemba,
ponteiros, fumo, defumadores, temos gongá, que nada mais é
que um altar c/ imagens de santos, nunca usamos atabaques. Trabalha-se
também com pontos firmados que são usados nas sessões
e os pontos cantados, sem qualquer acompanhamento instrumental, só
voz. Para o nosso entender nada mudou na TENSP. Se houve mudanças
em Tendas criadas por meu avô, isto não é de nossa
alçada. Nós continuamos fiéis aos ensinamentos
e preceitos do Chefe (como também chamamos o Caboclo das Sete
Encruzilhadas) e esta será sempre a nossa luta.



PERGUNTA: Como é feita a iniciação
de médiuns na Tenda? Quando eles são considerados prontos?
RESPOSTA: Existem na TENSP as chamadas Sessões
de Desenvolvimento sob a responsabilidade de um Babá da casa,
ajudado por outros médiuns antigos. As sessões dividem-se
em duas partes, uma teórica e outra prática, na qual a
incorporação dos médiuns em desenvolvimento é
trabalhada. Após algum tempo participando desses trabalhos são
considerados semi-prontos pela indicação do Guia Chefe.
Após esta indicação, deverão ser burilados
nas Sessões de Caridade, muitas vezes trabalhando como médiuns
de atração, até receberem ordem p/ trabalharem
na casa, dando passes.
Não há tempo marcado e cada um tem o seu
tempo p/desempenhar tal tarefa.



PERGUNTA: Tendo a Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas
tomado como ponto de partida os ensinamentos kardecistas, eu perguntaria
em que momento as oferendas e/ou obrigações com comidas
ou de outro qualquer tipo começaram a fazer parte dos rituais?
RESPOSTA: Apesar da primeira manifestação
pública do Caboclo da Sete Encruzilhadas ter se dado na Sede
da Federação Espírita de Niterói, as práticas
da Umbanda não partiram de ensinamentos kardecistas, até
porque os kardecistas de então, rejeitavam as manifestações
de pretos velhos e caboclos por considerarem "espíritos
pouco evoluídos". Aliás, o próprio Caboclo
foi convidado a deixar o recinto na ocasião de sua incorporação.
Não quero dizer com isto que rejeitemos os ensinamentos de Kardec.
Os usamos para entender as questões relacionadas aos processos
de evolução espiritual, reencarnação, etc.
... e temos profundo respeito pelas práticas dos kardecistas.
Nossas práticas partiram dos ensinamentos que foram trazidos
pelo próprio Chefe, por Pai Antonio e posteriormente por Orixá
Malet (entidades recebidas por meu avô).
E quanto a sua pergunta sobre oferendas, etc. ..., foi
a partir da chegada do Orixá Malet (segundo informações
da minha mãe ).
PERGUNTA: Orixá Malê - Vocês devem
ter tido bastante contato com essa entidade. Poderiam me responder se
era uma entidade ligada ao africanismo? Seria ele um desses que se acostumou
a chamar de "capangueiro de orixá"? Ou apenas uma entidade
da linha de Ogum Malê? Ele era um espírito (que tivesse
vivido antes na terra) ou um elemental/orixá como compreendem
os ritos de candomblé?
RESPOSTA: Eu infelizmente não tive muito contato
com Orixá Malet, pois era muito jovem e não freqüentava
assiduamente as suas sessões, os seus trabalhos.
Orixá Malet não era ligado ao africanismo, nem "capangueiro
de orixá", como você questiona. Ele era malaio e se
apresentou com este nome, foi o guia que veio p/ resolver "as demandas"
do Centro e da própria Umbanda em seu nascedouro. Falava pouco
e sua comunicação se dava predominantemente por gestos,
era bastante rápido e exigente nas suas ações e
nos trabalhos que realizava. Como se apresentava como malaio e pelas
descrições de sua aparência, acredito que tenha
tido uma existência terrena como o Chefe e Pai Antônio.
PERGUNTA: O que vocês teriam a dizer dessas falanges
que estão aparecendo na Umbanda como: Ciganos, Malandros, Boiadeiros,
Lixeiros, Mendigos, Caipiras ...?
RESPOSTA: Sobre as falanges que você pergunta:
Ciganos, malandros e boiadeiros------- temos conhecimento.
Lixeiros, mendigos e caipiras----------- nunca ouvi falar, nada sei
sobre elas.
Na TENSP não trabalhamos com nenhuma delas, embora
eventualmente alguma entidade possa se manifestar c/ trejeitos típicos
de malandros e também com movimentos de um boiadeiro.
PERGUNTA: Qual a opinião de vocês quanto
ao uso de paramentos, vestimentas que caracterizam certas entidades
(boiadeiros, exus, caboclos), como cocares, chapéus de couro,
chicotes, laços e outros dentro dos rituais de Umbanda?
RESPOSTA: Esta Umbanda com paramentos não conheço,
não usamos e particularmente não vejo necessidade de roupas,
adereços ou qualquer tipo de fantasias.
PERGUNTA: Qual a opinião atual de vocês sobre as vestimentas
que devem usar os médiuns para trabalhos dentro da Umbanda? O
que mudou desde o CDSE para cá?
RESPOSTA: A nossa Umbanda continuará a usar um
uniforme simples, como é desde a sua fundação.
Para as mulheres um vestido branco c/ comprimento normal complementado
com um calção por baixo até o joelho e, os homens
calça comprida branca e camisa branca. Por praticidade esta camisa
vem sendo substituída por um jaleco branco simples.
Trabalhamos descalço. Os médiuns
usam uma fita vermelha na cintura e os cambonos uma fita verde.


PERGUNTA: O Ponto riscado do Caboclo das Sete Encruzilhadas
é uma encruzilhada encimado por um coração transpassado
por uma flecha?
Mais algum detalhe?
RESPOSTA: O ponto riscado do Caboclo é um coração
transpassado por uma flecha somente.
PERGUNTA: Qual a opinião de vocês sobre
essa volta do CDSE anunciada pela médium Adriana Berlinsky que
escreveu recentemente dois livros aos quais ainda não tive acesso,
que teriam sido psicografados pelo CHEFE?
RESPOSTA: O Caboclo continua tendo o seu Centro, a TENSP,
com excelentes médiuns incluindo a filha carnal de Zélio
de Moraes, sem qualquer mudança nas suas diretrizes e práticas
desde a sua criação. Assim sendo me causa certo estranhamento
que ele possa ter escolhido um médium sem nenhum contato com
esta casa para se manifestar. Além disso, segundo informações
recebidas através de outras entidades que com ele trabalhavam
na TENSP, o Chefe, após cumprir sua missão junto a Zélio
de Moraes, já estaria em esferas ainda mais elevadas do astral
superior, não mais realizando trabalhos em nosso plano.
PERGUNTA: Após o falecimento de Zélio,
já tiveram alguma notícia dele, do Caboclo das Sete Encruzilhadas
ou de Pai Antônio, ou de qualquer outra entidade que com ele trabalhasse?
RESPOSTA: Sim, o meu avô já esteve conosco,
a sua última mensagem foi em novembro de 2007 na abertura da
Sessão do Amaci.
O Caboclo aparece para nós, em momentos muito especiais em nosso
Terreiro e os médiuns videntes percebem sua presença manifestada
na forma de um clarão de luz azul. Os seus recados são
trazidos através de caboclos e/ou pretos em algumas ocasiões.
Pai Antônio já incorporou algumas vezes com minha mãe,
também em nossas sessões, trazendo muita alegria e uma
imensa saudade.
PERGUNTA: Há pouco tempo tive a oportunidade
de ler em uma certa Comunidade do Orkut que talvez lhes interessasse
(aos membros dessa comunidade) comprar a casa onde morou o Sr. Zélio,
em Neves, para que ali fosse criado uma espécie de marco do início
da Umbanda, mas que alguém que teria ido ao local teria se deparado
com uma pessoa que, embora da família, seria evangélica
e nada interessada em Umbanda ou qualquer coisa parecida. Vocês
têm conhecimento desses fatos (da possível compra e da
pessoa que lá reside)?
RESPOSTA: Freqüenta hoje o terreiro da TENSP uma
das pessoas da comitiva que esteve em visita a casa. Existia sim esta
idéia, mas não sei como surgiu. A pessoa que os recebeu
é católica (sic) e não evangélica e é
bisneta da tia Zilka (única irmã de meu avô). São
os atuais moradores da casa, seus pais e irmãos.
O meu avô nunca foi favorável a qualquer culto a sua personalidade
ou a valorização de algo material ligado a Umbanda, como
um imóvel, por mais importante que seja para a nossa história.
Assim sendo nos arrepia a idéia de um "Museu da Umbanda"
ou coisa parecida, com fotos, objetos de meu avô ou algo similar.
Uma "casa de Umbanda" só tem sentido para nós
se for para a prática da caridade e para isto, como diria o Chefe,
basta a copa de uma árvore.
PERGUNTA: A que fatos ou interpretações
vocês atribuem essa diferenciação tão grande
de Umbandas hoje existentes e a essas afirmações de que:
"Já existia Umbanda antes do Caboclo das Sete Encruzilhadas
e que ele não teria criado a Umbanda e sim anunciado ou mesmo,
como afirmam outros, socializado?".
RESPOSTA: Em relação às diferenças
acredito no lema "cada cabeça uma sentença".
A Umbanda não é dogmática porque o Chefe assim
o quis. Não foi criada uma doutrina, talvez para permitir que
aquele que seja dotado de mediunidade e afeito aos seus ideais possa
se tornar um trabalhador de suas causas. A coisa mais importante é
que paute suas práticas na humildade, no amor e na caridade.
Nós na TENSP procuramos manter as práticas como nos foram
ensinadas pelas entidades recebidas por meu avô. Para cada uma
delas existe uma razão, uma justificativa nem sempre muito clara.
Procuramos ser um esteio do que foi preconizado por estas entidades,
entretanto sem termos a pretensão de sermos melhores que quaisquer
outros.
Quanto a existência da Umbanda antes do Caboclo, só podemos
falar por aquilo que está na nossa história e o que nos
foi ensinado:
A Umbanda é uma religião brasileira que incorpora elementos
de todos os povos constituintes de nossa nação, especialmente
do índio, do negro e do branco europeu, nascida por ordem do
astral superior, através do Caboclo das Sete Encruzilhadas voltada
principalmente para a prática da caridade.
Seu nascimento se deu em São Gonçalo – RJ em 15
de novembro de 1908 no bairro de Neves.
PERGUNTA: Que tipo de mensagem vocês gostariam
de deixar para os Umbandistas de todas as vertentes atuais?
RESPOSTA: Importante é que tenham pureza em
seus corações. A fé é a maior alavanca.
A Umbanda para nós sempre será baseada na simplicidade,
no amor, na caridade e principalmente na humildade. Nunca se afastem
desses ensinamentos.
Façam sempre suas orações pedindo
orientação aos mestres espirituais.
Salve Oxalá e que Ele os abençoe.
Lygia Cunha
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
1- Todo este texto, após montado, foi remetido
para Dona Lygia para que tivesse sua aprovação e recebesse
qualquer emenda que bem achasse necessária.
2- As fotos que acompanham a matéria (algumas
das muitas que foram enviadas à família) foram feitas
em 26/04/2008, durante a Sessão em homenagem a Ogum e com permissão
de Dona Lygia por quem fui muito bem recebido.
3- Que se observem, através das fotos, o tipo
de indumentária utilizada pelos médiuns, bem como a ausência
de atabaques no recinto do terreiro, o que desmente peremptoriamente
muitos dos comentários expostos em mídias.
4- Como fiquei sabendo lá mesmo, em breve a
Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade terá seu Site
na Internet e, assim que ficarmos sabendo o endereço, ele será
aqui exibido.
Que OXALÁ NOS ABENÇOE E ILUMINE
A TODOS, são também meus sinceros votos !
O Texto acima foi retirado do site:
http://www.umbandasemmedo.blogspot.com/
Na data de 07 de Maio de 2008

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