19/11/2007

Brasília - O delegado Ricardo de
Castro
Galvão, de Varzedo (BA), participante da
13ª Conferência Nacional de Saúde faz
manifestação contra o aborto durante
realização da última plenária do evento
Brasília
- Os delegados com direito a voto na 13ª Conferência Nacional
de Saúde, que termina hoje (18) em Brasília, decidiram
excluir do relatório final do encontro a recomendação
da proposta de descriminalização do aborto.
Por ampla maioria, os 2.627 delegados presentes à
plenária final votaram pela supressão da proposta de política
pública. Quem votou a favor do texto foi vaiado. Segundo o presidente
do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Batista Júnior,
pelo menos 70% dos participantes rejeitaram a proposta.
A sessão foi marcada pela confusão em
torno da redação final da proposta, que excluiu a palavra
aborto. O texto trazia a seguinte citação: “Assegurar
os direitos sexuais e reprodutivos, respeitar a autonomia das mulheres
sobre seu corpo, reconhecendo-o como problema de saúde pública
e discutir sua descriminalização por meio de projeto de
lei”.
Segundo os participantes da conferência, a menção
ao aborto estaria na referência sobre o corpo feminino. A redação
foi contestada pelas entidades contrárias ao aborto. “A
modificação do texto não foi feliz. Não
foi de acordo com o que tinha sido votado na plenária estadual
de São Paulo”, afirmou o gestor de Relações
Institucionais da Pastoral da Criança, Clóvis Boufleur.
Apesar das críticas, Boufleur comemorou a rejeição
da proposta. “Essa posição reflete o pensamento
do povo brasileiro”, avalia o representante da Pastoral da Criança.
“Pesquisas mostram que mais de 60% do povo brasileiro é
contrário ao aborto, à penalização da vida.”
Coordenador do Pacto Nacional pela Redução
da Mortalidade Materna e Neonatal do Ministério da Saúde,
Adson França disse que a derrubada da proposta não correspondia
às expectativas do ministério. “A rejeição
causou muita estranheza porque a proposta passou em mais de oito plenárias
temáticas, com mais de 300 delegados cada”, explicou.
Para França, o principal problema talvez tenha
sido a falta de tempo para negociar. “O horário da votação,
no início da sessão, talvez não tenha sido oportuno”,
diz.
O tratamento do aborto como questão de saúde
pública, com a descriminalização da prática,
tinha sido encaminhado por dez estados. Nos dois primeiros dias da conferência,
a questão dividiu os delegados. Das dez plenárias prévias
realizadas até sexta-feira (16), seis haviam encaminhado a decisão
para a plenária final, três haviam aprovado e uma, rejeitado
a proposta.
A decisão da conferência não tem
efeito legal, mas é tida como um importante indicativo da sociedade
para o Congresso Nacional, onde tramitam vários projetos sobre
o aborto, um deles há 16 anos.
RADIOBRÁS - AGÊNCIA BRASIL - 18.11.2007
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/11/18/materia.2007-11-18.8955620558/view
Delegados da Conferência Nacional de Saúde rejeitam descriminalização
do aborto
Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil
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"Assim que é concebido, um homem é
um homem" (Prof. Jerôme Lejeune, Pai
da Genética Moderna).
"O aborto não é, como dizem, simplesmente
um assassinato. É um roubo.. Nem pode haver roubo maior. Porque,
ao malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas,
o universo, tudo. O aborto é o roubo infinito". (Mário
Quintana)

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