24/04/2007
No sábado, 21 de abril, aconteceu na cidade de
São Paulo o evento comemorativo dos 150 anos do lançamento
do “O Livro dos Espíritos”, o qual teve
a sua primeira edição lançada no dia 18 de abril
de 1857. O evento foi organizado por um conjunto de organizações
espíritas de São Paulo (USE, FEESP, FEAL, ABRAME, AME,
entre outros) e teve como destaque a presença de Divaldo Franco
e José Raul Teixeira.

O Centro de Exposições Imigrantes recebeu
mais de 15 mil pessoas, vários ônibus que vieram do interior
do Estado de São Paulo e principalmente enorme quantidade de
carros lotaram o estacionamento. Desde as 9 horas da manhã de
sábado um público constante e crescente esteve a preencher
os espaços, grandes filas se formaram; embora certa aglomeração
mostrasse alguma deficiência da organização, a calma
e a ordem imperaram na maioria dos presentes.
Na cerimônia de abertura das comemorações o presidente
da Federação Espírita Brasileira (FEB), Nestor
João Masotti, traçou um panorama do Espiritismo desde
seu surgimento até os dias atuais. Antonio Cesar Perri de Carvalho,
representante do Conselho Espírita Internacional (CEI), apresentou
o selo o selo comemorativo do Sesquicentenário do Livro dos Espíritos,
criado pelos Correios a pedido da FEB. O presidente da comissão
organizadora do evento, Luiz Antonio Saegusa, falou das expectativas
das comemorações e da presença da maioria das instituições
espíritas do Estado de São Paulo, que enviaram seus representantes
ao evento.

A solenidade de abertura contou também com outros representantes
de entidades espíritas do Estado de S. Paulo, tais como José
Antonio Luis Balieiro (União das Sociedades Espíritas
- USE); Ivanira dos Santos (Federação Espírita
do Estado de São Paulo - FEESP); Ricardo Aparecido Rodrigues
(Aliança Espírita); Onofre Batista (FEAL - Fundação
Espírita André Luiz), Ronaldo Zucatelli Mendonça
(União Espírita); Dorival Sortino (Discípulos de
Jesus - Setor; Ercília Zilli (Associação Brasileira
de Psicólogos Espíritas - ABRAPE); Marlene Nobre (Associação
Médico Espírita do Brasil - AMESP); Zalmino Zimmermann
(Associação Brasileira dos Magistrados Espíritas
- ABRAME); Rodrigo Modena (Associação Médico Espírita
do Brasil - AMESP), Eder Fávero (Centro Espírita André
Luiz - CEAL); Ary Dourado (Associação das Editoras, Distribuidoras
e Divulgadores de Livros Espíritas - ADELER); José Demetrio
Loricchio (União dos Delegados de Polícia Espíritas
do Estado de São Paulo), Miguel de Jesus Sardano (Centro Espírita
Bezerra de Menezes - Santos).

Ao lado das salas menores onde ocorreriam os eventos da tarde, foi montada
uma livraria organizada em conjunto pelas editoras presentes. Grandes
mesas espalhadas eram ocupadas pelas editoras, as quais ofereciam os
seus livros com 30% de desconto, mas o caixa era único; provavelmente
o rateio conforme a venda deveria ser feito de acordo com os dados registrados
pelos leitores de código de barra. Esta livraria conjunta esteve
lotada durante todo o dia, com o público a aproveitar os descontos
e os lançamentos.
De manhã ainda houve a palestra de Raul Teixeira com o tema Deus.
Ele utilizou termos e conceitos que abrangiam da Física a mitologia
grego-romana. Raul é físico, com mestrado e doutorado
em educação, atualmente é professor da Universidade
Federal Fluminense.
A partir do meio-dia teve início uma série contínua
de palestras que se desenvolviam ao mesmo tempo. No auditório
grande montado e em mais cinco outras salas menores ocorreram por volta
de trinta palestras até o começo da noite.
Nas entradas de alguns destes auditórios longas filas se formavam,
principalmente em alguns mais concorridos. Já que os auditórios
menores não davam conta da demanda das pessoas interessadas em
assistir as palestras acontecia certa frustração das que
não conseguiam vaga; só era permitido pessoas sentadas.
Uma das salas foi reservada apenas para filmes. Da sua programação
constava o filme “Os órfãos”, de Antonio Xavier,
considerado o primeiro filme espírita, segundo a programação
oficial do evento dizia. A programação prosseguia com
o documentário “A Era do Espírito”, o documentário
“No tempo de Kardec”, de Sinézio Griman, e o filme
“Minha Vida na outra vida”, de Oceano Vieira.
Na sala mais concorrida do evento, a Dra. Ercília Zilli, psicóloga
clínica e presidente da ABRAPE - Associação Brasileira
De Psicólogos Espíritas, falou sobre a questão
da Auto-Estima, ao que seguiu Dora Incontri decorrendo a face educador
de Kardec, Alkíndar de Oliveira apresentando a temática
“A missão dos Espíritas”, Sergio Felipe de
Oliveira falou sobre a relação “Espírito
e matéria” e, por fim, Carlos Bacelli a discorrer sobre
a vida e a obra de Chico Xavier. Nesta sala as vagas das cadeiras eram
muito concorridas.

Houve ainda muitas outras palestras com temáticas interessantes,
como Rita Foelker apresentando seu projeto de trabalho chamado “Filosofia
Espírita para crianças”, Therezinha de Oliveira
a apontar a presença de Jesus na obra de Kardec, César
Perri a comentar os princípios básicos da doutrina espírita,
Orson Peter Carrara a explicar a estrutura didática de “O
Livro dos Espíritos”, e várias outras.
Paralelamente no auditório grande do evento, com espaço
para milhares de pessoas, ocorriam apresentações musicais
variadas, como a Dança dos Cadeirantes das Casas André
Luiz, palestras de Marlene Nobre e José Carlos de Lucca e o coral
da FEESP.
Vale citar também que ao lado do espaço da livraria, durante
todo o dia, autores e médiuns espíritas os mais variados
estiveram em pequenas mesas a autografar os livros comprados. Além
do autógrafo o espaço e o tempo foram propícios
para que muitos presentes pudessem conversar com médiuns e autores
que normalmente só conhecem através dos livros. Carlos
Bacelli, Robson Pinheiro, Abel Glaser, Rita Foelker e o próprio
Divaldo Franco atenderam gentilmente a muitas pessoas.
O evento contou também com exposição de fotos sobre
a história do Espiritismo e dos periódicos espíritas,
organizado pelo Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa
do Espiritismo Eduardo Carvalho Monteiro.
O ponto alto das comemorações foi à noite, quando
da homenagem a Divaldo Pereira Franco pelos seus 60 anos de trabalho
de oratória e 80 anos de idade (completará nos próximos
dias). Na cerimônia de encerramento, o médium e orador
espírita recebeu um troféu como homenagem por seu trabalho
intenso de 60 anos em prol da causa espírita e ainda apresentou
a conferência que encerrou o dia.
Pouco antes da cerimônia final de encerramento, Divaldo Franco
e Nilson de Souza Pereira, fundadores da Casa do Caminho, instituição
social criada em 1952 para atender pessoas carentes e crianças
das imediações de Salvador e que hoje dá assistência
a cerca de 3 mil crianças, também foram homenageados por
colegas dentro da sala de imprensa.
Ao final da noite, mesmo cansadas, as pessoas presentes
mostravam-se contentes por terem comparecido ao evento.
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