14º Encontro Nacional
da Liga de Pesquisadores do Espiritismo -
A décima quarta edição
do ENLIHPE – 14º ENLIHPE - ocorreu no ano de 2018,
no auditório principal da Sede Federativa da UEM (União
Espírita Mineira), situada na Av. Olegário Maciel,
em frente ao Diamond Mall – e teve como tema central “Sobrevivência
da alma” trazendo pesquisas e abordagens de temas que lhe
são correlatos. Foram apresentados 13 trabalhos: conferências,
palestras, alguns estudos, e uma mesa que tratou de uma importante
obra espírita: “A Gênese“
Humberto Schubert Coelho
- A importância da fundamentação transcendental
e idealista para a ideia de imortalidade do espírito
Às 10h40, iniciou a apresentação
do próximo trabalho. Humberto Schubert Coelho
(NUPES), trouxe o tema: “A importância da fundamentação
transcendental e idealista para a ideia de imortalidade do espírito“.
Em relação ao tema, há muitas teorias que
se propõem a explicar o fenômeno. Mas pode-se também
partir de um estudo baseado em análise comparativa entre
as diversas religiões. Dentro da metafísica, também
há explicações desde a época grega
(Sócrates e Platão) e passando pela Idade Média
e Moderna. E, a metafísica anda pouco escutada em relação
a pesquisas. Em muitos momentos históricos a metafísica
foi o carro-chefe para o estudo e crença na imortalidade
da alma. Há a necessidade de se resgatar a metafísica
e seu verdadeiro conceito original, em busca da pesquisa em relação
a imortalidade da alma. A metafísica é uma ciência
muito rígida que busca estabelecer os métodos adequados
para análise da imortalidade da alma.
A ideia de Deus e da Imortalidade da Alma são
as ideias relacionadas com a metafísica e que balizam toda
a visão atual de mundo, a ética, o comportamento,
etc. As teorias materialistas (e o niilismo) não estudam
ética, porque elas fogem de qualquer embate de julgamento.
Assim, oferece menos argumentos para sua base existencial (como
teoria). Não se pode esquecer que a perspectiva materialista
e também a perspectiva sofista, ainda existe, e possui
aqueles que a professam. Entretanto, essas duas perspectivas são
extremistas. A perspectiva transcendental, idealista ou espiritualista
possui maior número de argumentos para fundamentar sua
forma de visão do mundo.
Sócrates se propõe a analisar tais perspectivas,
mas antes ele estabelece como perspectiva “a mente humana”.
É através dessa perspectiva que se analisará
todas as questões. Foi capaz de perceber que existem fenômenos
que fogem da criação da mente (realidade natural),
mas que existem dentro da mente como pressuposto. Platão
e Aristóteles formataram a metafísica antiga. Na
modernidade, estudos da Metafísica, analisando as percepções,
faz perceber que toda a realidade natural nada mais é que
sensações relacionadas com tais fenômenos,
logo é altamente subjetivo. É mais plausível
dizer que a matéria é uma invenção
do que crer que a mente seja uma criação.
A metafísica alemã, em relação aos
fenômenos, acredita haver um substrato da realidade que
independa da matéria, mas não encontra comprovação
para isso. Diante disso, entende-se que a ciência é
um estudo altamente dogmático, porque há questões
que são estabelecidas de forma inquestionável. Assim,
a ciência é um rol de estudos, qe parte de pressupostos
estabelecidos prévios e dogmáticos. Mas vale lembrar
que não existe ciência não Metafísica.
Assim, para estudar a imortalidade da alma, os pressupostos para
seu estudo fogem das atuais ciências que existem. A imortalidade
da alma se beneficia de forma bem forte da perspectiva Metafísica
que nunca foi confrontada e nem sobrepujada pela ciência
sob a perspectiva materialista. A seguir, abriu-se espaço
para perguntas e respostas.