Marco Antonio F. Milani Filho; Deborah Trunkl; Kátia Penteado

O Espiritismo na mídia: uma análise de conteúdo na maior revista semanal do Brasil de 1968 a 2010

6.º ENLIHPE - Trabalhos apresentados

 


Autor(es): Marco Antonio F. Milani Filho; Deborah Trunkl; Kátia Penteado

Título: O ESPIRITISMO NA MÍDIA: UMA ANÁLISE DE CONTEÚDO NA MAIOR REVISTA SEMANAL DO BRASIL DE 1968 A 2010


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Resumo: As informações divulgadas publicamente sobre temas específicos, instituições, grupos ou pessoas contribuem para a formação e percepção da respectiva imagem social apresentada pela unidade analisada. É fato relativamente comum a existência de divergências entre a imagem desejada e a percebida de uma instituição ou indivíduo em determinados contextos. Nesse sentido, ainda que contrarie as expectativas iniciais daqueles diretamente envolvidos com o objeto em análise, a imagem percebida pela sociedade em geral sobre algum assunto ou instituição depende de variáveis culturais, educacionais e econômicas, entre outras, e os meios de comunicação de massa influenciam, significativamente, a imagem percebida. Nesse sentido, para se conhecer aspectos relevantes da imagem social de algum assunto, é fundamental conhecer como as informações sobre esse assunto são tratadas e divulgadas pelos órgãos de comunicação mais influentes na sociedade. O objetivo deste estudo foi analisar o conteúdo das informações divulgadas sobre o Espiritismo pela revista Veja, uma das mais influentes revistas nacionais de informação, durante os seus quase 42 anos de existência. A coleta de dados foi realizada junto ao acervo eletrônico da respectiva revista, no qual foram pesquisadas as notícias, anúncios, cartas e demais matérias relacionadas ao tema. Utilizou-se o método de análise de conteúdo proposto por Bardin (1977). A investigação apontou que o Espiritismo contou com 3 períodos de maior evidenciação: a) 1971 e 1972, relacionado à entrevista de Chico Xavier no Pinga-Fogo; b) 1991, relacionado à repercussão de reportagem sobre o crescimento do Espiritismo no Brasil e; c) 2000, com reportagens e entrevistas com personalidades nas quais se menciona a Doutrina Espírita especificamente. Considerando o mérito do conteúdo apresentado, 46% dos comentários foram favoráveis ao Espiritismo, 34% neutros e 20% desfavoráveis. As seções da revista em que o tema foi mais freqüente são: Literatura (15%), Religião (14%) e Cartas (14%).

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* os trabalhos completos estarão disponíveis em forma de livro *


1. Introdução


Sob a perspectiva filosófica, a imagem social vincula-se à identidade de alguém, de um grupo ou mesmo de uma idéia perante uma comunidade. A imagem social é capaz de dar corpo e existência a alguém ou a algo. Kotler e Fox (1994, p. 58), definem imagem social como “a soma de crenças, idéias e impressões que a sociedade tem com relação a uma instituição”.

As informações divulgadas publicamente contribuem para a formação da imagem social apresentada pela unidade analisada. Diferentes áreas do conhecimento, como Semiótica, Direito, Psicologia e Administração de Empresas, entre outras, desenvolvem pesquisas sobre a imagem social de pessoas, organizações, idéias etc.

Ao se explorar elementos vinculados à imagem social do Espiritismo, por exemplo, busca-se conhecer aspectos relacionados à percepção popular dos princípios e conceitos da Doutrina Espírita.

É fato relativamente comum a existência de divergências entre a imagem desejada e a percebida de uma instituição ou indivíduo em determinados contextos. Nesse sentido, ainda que contrarie as expectativas iniciais daqueles diretamente envolvidos com o objeto em análise, a imagem percebida pela sociedade em geral sobre algum assunto ou instituição depende de variáveis culturais, educacionais e econômicas, entre outras, e os meios de comunicação de massa influenciam, significativamente, a imagem percebida.

- abaixo outros trechos da dissertação -

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2. Revista Veja

Lançada em 1968, Veja é a principal revista semanal do Brasil e uma das maiores do mundo, com tiragem superior a 1 milhão de exemplares e com leitores concentrados na classe A e B e considerados formadores de opinião (DORNELES, 2005).

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3. Método

Esta pesquisa é caracterizada como documental, ao buscar de informações em documentos que, como afirma Oliveira (2007, p.70) “não receberam nenhum tratamento científico, como relatórios. reportagens de jornais, revistas, cartas, entre outras matérias de divulgação”.

A investigação realizada reúne técnicas qualitativas em sua origem, ao proceder com a análise de conteúdo das informações coletadas, assim como técnicas quantitativas, ao organizar e mensurar a freqüência de determinadas informações por meio de elementos estatísticos para posterior inferência.

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4. Análise de dados

4.1 Ocorrências por ano


Ocorrência é caracterizada, neste trabalho, pela menção direta no texto da revista analisada a uma das seguintes palavras-chave: Espiritismo, espírita, Kardec, Kardecismo, Chico Xavier e Francisco Cândido Xavier. Genericamente, entende-se que o conjunto dessas menções refere-se ao Espiritismo.

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5. Conclusão

O objetivo deste estudo foi alcançado ao se analisar o conteúdo das informações divulgadas sobre o Espiritismo pela revista Veja, uma das mais influentes revistas nacionais de informação, no período de setembro de 1968 a abril de 2010.

REFERÊNCIAS

AUGUSTI, Alexandre. Jornalismo e comportamento: os valores presentes no discurso da revista Veja. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2005.

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977.

BENETTI, Márcia. A ironia como estratégia discursiva da revista Veja. Revista Líbero, v.10, n.20. São Paulo: Cásper Líbero, Dez 2007. pp 37-46.

CENTRO DE PESQUISA E DOCUMENTAÇÃO DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DO BRASIL - CPDOC-FGV. Acervo. Disponível em http://cpdoc.fgv.br/. Acessado em 12/06/10.

DORNELES, Vanderlei. A revista imperialista: análise do discurso de Veja na cobertura dos preparativos para a guerra EUA X Saddan. Belo Horizonte: Intercom, 2003.

EDITORA ABRIL. Revista Veja – acervo digital. Disponível em http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx. Acessado em 10/05/2010.

GERZSON, Vera Regina Serezer. A mídia como dispositivo da governamentalidade neoliberal : os discursos sobre educação nas revistas Veja, Época e Isto É. Tese (Doutorado em Educação). Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2007.

GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

HERNANDES, Nilton. A revista Veja e o discurso do emprego na globalização: uma análise semiótica. Salvador: EDUFBA, 2004.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. População brasileira. Disponível em http://www.ibge.gov.br/home/. Acessado em 05/06/10.

KOTLER, P.; FOX, K.F.A. Marketing Estratégico para instituições educacionais. São Paulo: Atlas, 1994.

MEIO & MENSAGEM – M&M. Comunicação. Disponível em http://www.cabore.com.br/cabore /. Acessado em 14/04/10.

NASCIMENTO, Patrícia Ceolin. Jornalismo em revistas no Brasil: um estudo das construções discursivas em Veja e Manchete. São Paulo: Annablume, 2002.

OLIVEIRA, M. M. Como fazer pesquisa qualitativa. Petrópolis, Vozes, 2007.

PRADO, José Luiz Aidar. O per?l dos vencedores em Veja. Revista Fronteiras: estudos midiáticos, vol. 5, n. 2. São Leopoldo: Unisinos, 2003

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