* publicação
em pdf - clique aqui para acessar
Tradução de Carlos Imbassahy
Prefácio de Deolindo Amorim
(Trecho)
Esta obra é um dos grandes clássicos do pensamento social
espírita. Trata-se de um livro essencial na estante de qualquer
estudioso da filosofia espírita e da jurisprudência. O
autor, o escritor e antropólogo cubano Fernando Ortiz Fernández,
deixa bem claro logo no início do livro que não é
espírita, fato esse que lhe dá uma isenção
filosófica que pode ser conferida na leitura desse amplo estudo
quer faz acerca da filosofia penal espírita, confrontando-a com
várias correntes filosóficas.
(...)
Professor da Universidade de Havana,
Antropólogo, etnólogo, sociólogo, jurista e linguista,
Ortiz é cubano, nascido em 16 de julho de 1881. É considerado
um dos maiores intelectuais da América Latina. Escreveu mais
de 100 obras sobre os mais variados assuntos. Dotado de uma prodigiosa
cultura geral, foi professor universitário, fundador de várias
instituições culturais e uma das maiores autoridades no
estudo da cultura africana. Desencarnou em 1969. Escrito em 1951, o
livro foi traduzido pelo escritor e pensador espírita Carlos
Imbassahy
(...)
Fernando Ortiz e a criminologia moderna
Deolindo Amorim
A evolução da criminologia ampliou muito a perspectiva
dos estudos inerentes à delinquência. Anteriormente, ainda
que se tivesse a intuição do problema criminal em suas
relações com as ciências sociais, apenas os especialistas,
divididos em grupos, segundo as escolas tradicionais e suas tendências
doutrinárias, se preocupavam com as questões atinentes
à criminologia, cujo campo não tinha, como tem hoje, tanta
elasticidade. O problema criminal, a bem dizer, era assunto exclusivo
dos juristas e, como especialização, dos estudiosos do
direito penal. Hoje, porém, a não ser quanto à
técnica do direito penal, que exige, é claro, cultura
especializada, o problema criminal interessa tanto ao penalista, como
ao sociólogo, ao jornalista, ao teólogo. Não há
quem não deseje, em sã consciência, uma sociedade
melhor.
(...)
Diga-se, desde já, que Fernando Ortiz não é espiritista.
Pretende ele, porém, colocado simplesmente na posição
de criminalista, aliás avançado senão corajoso,
mostrar que a filosofia espírita pode esclarecer alguns aspectos
da criminologia moderna.
GAZETA JUDICIÁRIA - Rio de Janeiro, 31 de maio de 1951
* publicação
em pdf - clique aqui para acessar e continuar a ler
Fonte: PENSE - Pensamento Social
Espírita / www.viasantos.com/pense
maio de 2009
topo