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Edluza Oliveira; Maria Marques
> Entre a gira e as redes, signos ciganos, umbanda e reconhecimento
étnico
Resumo
O artigo estuda o romanifishing, conceito elaborado
por um estudante de mestrado, que menciona a apropriação
cultural e a encenação de identidades ciganas racializadas
nas redes sociais. Essa categoria contempla disputas por autenticidade
étnica e religiosa na circulação digital denominada
espiritualidade cigana.
A metodologia é qualitativa, situada no campo da Antropologia,
e combina revisão bibliográfica e análise documental
de textos acadêmicos. O artigo não realiza etnografia
digital própria, mas analisa criticamente o conceito de romanifishing
formulado por Vilela (2025), considerando os exemplos de circulação
digital apresentados pelo autor.
O texto distingue três pares conceituais centrais defendidos
pelo autor do conceito, entidade espiritual e povo de sangue, linha
cigana espiritual e cultura cigana, nome interno de culto e nome usado
para representação étnica de modo a mostrar como
a confusão entre eles alimenta práticas de romanifishing.
Por fim, o artigo propõe critérios de letramento étnico
e religioso para a Umbanda no ambiente digital, defendendo a explicitação
do estatuto espiritual das entidades ciganas e a nomeação,
de forma ética, da filiação religiosa, ao mesmo
tempo que articula essas propostas às lutas dos ciganos por
reconhecimento em políticas de reparação social
e de ações afirmativas que beneficiem os povos ciganos.
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Edluza Oliveira, Mestra em Antropologia
Social.
Maria Marques, Doutora em Educação
- Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)
Fonte:
REVER: Revista de Estudos da Religião
DOI: https://doi.org/10.23925/1677-1222.2026vol26i1a10
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