Em resposta à uma leitora de
Minas Gerais, o Jornal Espírita de Pernambuco,
publicou no ano de 1999, texto com o seguinte título: "O
que é ectoplasma"; que transcrevemos a seguir alguns trechos:
"Ectoplasma é a substância
sutil na fronteira entre o físico e o não físico
que, de acordo com os pesquisadores do espiritualismo, emana do
corpo de certos médiuns. Esse material, quase físico,
é transformado em uma substância que é percebida
durante o chamado fenômeno da materialização,
quando membros, rostos e até o corpo inteiro de espíritos
aparecem nas sessões. O termo foi introduzido em 1894 pelo
fisiologista e investigador psíquico francês Charles
Richet. Deriva do grego EKTOS + plasma, geralmente traduzido como
substância exteriorizada... (sic!). O ectoplasma pode ser
frio ou quente, é possível pesá-lo e muitas
vezes se parece com borracha ou massa de pão ao toque. Freqüentemente
é branco. Sua estrutura varia consideravelmente, desde uma
nuvem ou névoa até bastões rígidos ou
membrana reticulada... (sic!)".
Na Enciclopédia Delta Larousse, observamos como segunda denominação
para a palavra ectoplasma o seguinte: "Palavra criada por Richet
para designar substância misteriosa (grifo
nosso) que se desprenderia do corpo de certos médiuns,
durante o transe, e com o qual se obtém as materializações
e outros fenômenos de ordem física (fantasmas)".
A controvérsia se apresenta para nós na própria
enciclopédia pois, como primeira denominação
para a palavra ectoplasma vem a descrição científica
usada algum tempo antes da introdução de Richet pela
Química e Biologia; e que, no final das contas, nada mais é
do que a mesma substância nas duas definições
(espiritualista e científica), não tendo portanto nada
de misteriosa.
Em 1914, o alemão Hinrich Ohlhaver escreveu um livro cujo título
é "Os mortos vivem", traduzido e publicado pela Casa
Editora O Clarim, que em sua página 105 observa-se a seguinte
comunicação do espírito J. Tomfohrde (amigo pessoal
de H. Ohlhaver e médium conhecedor da fenomenologia espírita,
quando em vida na terra), e que transcrevemos o seguinte trecho sobre
materializações:
"A substância (ectoplasma)
é obtida da seguinte forma: o sangue evapora e se torna um
gás finíssimo, que vai envolver o ser astral pronto
para se materializar. Vai-se condensando e, durante este processo,
a entidade adquire a forma sólida sob a qual se apresenta.
Não tenho dúvidas de que a materialização
é um processo físico e, por esse motivo, é
natural que se submeta às leis da física ."
O Físico Prof. Carlos de Brito Imbassahy assim descreve o material
utilizado:
"Os Espíritos usam uma
espécie de energia que, segundo foi informado a W. Crookes
por uma aparição através de Douglas Home, é
retirada do ectoplasma celular, principalmente, de células
vegetais (ver depoimento de Cromwell Varley, assistente de Crookes,
à Sociedade Dialética de Londres - 1879). Este ectoplasma
- envolvente do protoplasma celular - é estudado pela Bioquímica
num capítulo intitulado "Citologia". Ectoplasma
é um plasma contido em todas as células orgânicas,
envolvendo o protoplasma. Todos os animais e vegetais possuem, sem
exceção. O que o médium faz é polarizar
energias a partir deste provável combustível. O ectoplasma
seria o carvão da energia obtida na sua combustão.
Não é o ectoplasma que vem a ser usado mas a energia
dele obtida".
Em aulas com o biólogo Prof. Doutor Djalma Santos absorvemos
as seguintes informações:
"No adulto a maioria das células
do sangue é produzida pela medula óssea (miolo gelatinoso
que preenche o interior dos ossos longos), tendo no citoplasma o
centro metabólico da célula, dividindo-se em inclusões,
organóides e hialoplasma. O hialoplasma (meio interno da
célula) é uma solução coloidal (semelhança
da cola) formada principalmente por proteínas e outras substâncias,
que se encontram dissolvidas em água, cuja maior região
(mais distante do núcleo) é o ectoplasma
ou plasmogel (assim chamada pelo seu aspecto gelatinoso)".
Nossas conclusões tendem no
sentido da observação de uma maior coerência entre
os conceitos de uma única substância da natureza, o ectoplasma.