Resumo
O avanço dos Large Language
Models (LLMs) possibilitou a emergência dos griefbots, agentes
conversacionais que simulam a persona de indivíduos falecidos.
Este artigo investiga as implicações bioéticas,
psicológicas e religiosas dessa nova tanatotecnologia. Partindo
do diagnóstico da "Sociedade Paliativa" de Byung-Chul
Han, analisa-se como a recusa contemporânea à dor impulsiona
a mercantilização da "imortalidade digital".
Sob a ótica da Terapia de Aceitação e Compromisso
(ACT), argumenta-se que tais simulacros promovem a esquiva experiencial,
bloqueando o confronto vital com a finitude e patologizando o luto.
No âmbito da Ciência da Religião, o estudo discute
como a gestão técnica da imanência digital substitui
a esperança escatológica, profanando a função
simbólica dos ritos de passagem e da ausência.
Conclui-se que a mediação algorítmica da morte
demanda uma nova bioética capaz de proteger a dignidade do
"cadáver informacional" e preservar a sacralidade
dos ritos de despedida.
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Lidenilson Marcos Grego Neto
Doutorando em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande
do Norte (UFRN), com pesquisa voltada para saúde mental,
suicídio de líderes religiosos e cuidado pastoral.
Graduando em Psicologia pela UNIFACEX. Mestre em Ciências
Sociais pela UFRN (2016) e especialista em Gestão de Projetos
(HSMU, 2021). Graduado em Serviço Social pela UFRN (2012).
ORCID: https://orcid.org/0009-0007-7042-8781