Ninguém é tão
indigente que não possa algo oferecer de si próprio,
na formação do tesouro da simpatia com que adquirirá
a vitória na tarefa a que foi chamado no mundo...
Um sorriso de bom ânimo...
Uma frase de carinho...
Uma prece espontânea...
Uma fatia de pão...
O serviçinho aparentemente
sem importância...
Uma página confortadora...
Um bilhete fraterno...
Um olhar de compreensão...
Uma visita afetuosa...
Uma boa palavra...
Uma gota de remédio...
Uma flor pobre e humilde...
Uma simples conversação...
Um copo de água fria...
Um gesto de generosidade silenciosa...
Nem sempre possuímos a bolsa
farta, suscetível de garantir a longa despesa; entretanto,
a bênção da amizade que suporta e ajuda, que ampara
e incentiva o bem, é recurso que sobra invariavelmente no cofre
vivo e milagroso da boa vontade...
Esqueçamos os pequeninos defeitos
do próximo, para que as nossas grandes falhas sejam toleradas
e esquecidas.
A plantação da simpatia
é o único processo de estimular a colheita da verdadeira
fraternidade.
Ninguém é tão
intensamente mau que não te possa ouvir, de algum modo, a mensagem
de amor...
Faze, pois, subir a luz do teu coração
ao cérebro, e a tua palavra conseguirá realizar com
a simpatia a sementeira de felicidade que nenhum dinheiro do mundo
pode outorgar.