Fácil é desprender-se
alguém da moeda que sobra, em favor do vizinho necessitado,
mas é muito difícil projetar, a benefício dos
outros, o sorriso de estímulo e o abraço da fraternidade
que ajuda efetivamente.
Fácil é dar, de acordo com a nossa vontade e modo de
ver ou sentir, mas é sempre difícil auxiliar o companheiro
de jornada humana, segundo os projetos e aspirações
que ele nos apresenta.
Fácil é desligar o coração de objetos
e bens, no enriquecimento de quantos sejam simpáticos aos nossos
caprichos individuais, mas é muito difícil ceder em
favor daqueles que não nos acompanham as opiniões.
Fácil é transmitir o que nos custou esforço algum,
entretanto, é difícil espalhar o que supomos conquista
nossa.
Fácil é sacrificarmo-nos pela melhoria dos nossos amigos
e familiares, no entanto, é sempre difícil a renunciação
em auxílio dos que não oram pela cartilha de nossas
devoções pessoais.
Fácil é libertar a palavra que ensina, mas é
muito difícil desenvolver a ação que realiza.
Incontestavelmente, grande amor à Humanidade demonstra o aprendiz
do Evangelho que distribui o pão e o remédio, o socorro
e o ensinamento, a esmola e o auxílio, nas linhas materiais
da vida; contudo, enquanto não aprendermos a dar de nosso suor,
do nosso ponto de vista, do nosso concurso individual, do nosso sangue,
do nosso tempo e de nosso coração, em favor de todos,
não ingressaremos, realmente, no grande Templo da Humanidade,
onde receberemos, edificados e felizes, o título de Companheiros
e Discípulos de Jesus.