Resumo:
A apresente pesquisa teve como objetivo geral analisar
as contribuições das religiões de matrizes africanas
para a constituição das Pedagogias do Axé enquanto
referenciais para a educação contemporânea, enfatizando
seus fundamentos epistemológicos, culturais e pedagógicos.
Nesse sentido, o estudo investiga como esses saberes podem contribuir
para a construção de uma educação mais
inclusiva, antirracista e decolonial no Brasil.
Os achados indicam que os conhecimentos produzidos nas religiões
de matrizes africanas, especialmente na Umbanda e no Candomblé,
ultrapassam o campo religioso e se constituem como sistemas complexos
de produção de conhecimento. Esses sistemas são
baseados em princípios como ancestralidade, oralidade, corporeidade,
circularidade, coletividade e ética do cuidado, que dialogam
com perspectivas da educação crítica e decolonial,
evidenciando seu potencial para ressignificar práticas pedagógicas.
Entre os principais resultados, destaca-se a centralidade da ancestralidade
como princípio educativo, que rompe com a lógica linear
e eurocêntrica do tempo escolar e fortalece o pertencimento
e a identidade de estudantes afro-brasileiros.
Outro ponto relevante é a oralidade, compreendida como uma
tecnologia pedagógica de transmissão de saberes, que
amplia as possibilidades metodológicas da escola ao valorizar
narrativas, experiências e práticas comunitárias
como formas legítimas de aprendizagem.
Murilo Leonardo da Cunha - Centro Universitário
da Vitória de Santo Antão (UNIVISA), Vitória
de Santo Antão, Pernambuco, Brasil. Discente do curso de Bacharelado
em Psicologia. Professor Pedagogo UFRPE efetivo das SEDUCs Recife
Jaboatão dos Guararapes
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