Na verdade, suscitar o amor, em todos os âmbitos da vida, confere
a força de superação necessária para o trabalho
com as dificuldades – esse o imperativo da evolução.
É dessa forma que para reconhecermos o amor em nós, como
também a necessidade de sua construção permanente,
também o grupo onde se convive e fala sobre estas transformações
deve ser um ninho construído, onde o afeto acolhe a diferença
e burila a dificuldade nas interações. Isso significa
que os grupos não são espaços de dizer onde se
remete sempre o dito a um lá fora – mas são espaços
também de prática crística, lugar de dizer, de
ser e fazer a transformação que se quer no presente. A
experiência do conviver, no centro espírita, nesse sentido,
deve se erguer conscientemente como um colo precioso em que os sentidos
espirituais ficam a ser produzidos como prática social concreta
e comum entre nós, também ali no centro espírita:
Aos poucos, na prática, se vai escolhendo a
direção que se quer, no conviver dos dias no centro
espírita - e se vai juntando novas elaborações
e tentando constituir-se um somatório de experiências,
que nos situam como ser reencarnante também, até que
se perceba que se está a caminhar na direção
de alcançar novos patamares evolutivos.
(...)
(...)
(...)
Considerações
Finais
Aos poucos se podia ver como as mulheres passavam a construir algo na
direção do que elas chamavam tranqüilidade interna,
e que não as deixava a reboque dos contextos sofridos em que
viviam e que elas passavam a transformar. A educação espírita,
pois, além de seus campos intersubjetivos, tem também
esse aspecto intra-psíquico de auto-educação, de
elaboração pessoal do nosso mundo no ser com os outros;
implica, pois, um conjunto de conquistas e de problemáticas a
resolver em nós mesmos.
(...)
(...)
(...)
* os trabalhos completos
estarão disponíveis em forma de livro *
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