04/04/2009
Amado pelo povo e odiado pela alta cúpula
Uma polêmica figura da Igreja Católica
brasileira está retratada em Dom Helder Camara: O profeta da
paz (Contexto, 400 pp., R$ 49,90), de Nelson Piletti e Walter Praxedes.
Chamado pela imprensa ora de “bispo vermelho” ora de “santo
rebelde”, Helder Camara foi amado pelo povo e odiado pela alta
cúpula dos governos militares. Por isso mesmo os julgamentos
a seu respeito se polarizam. É fácil transformá-lo
em figura mítica com postura rebelde, acima do bem e do mal.
Em virtude de sua pregação libertadora em defesa dos mais
pobres – que ultrapassou as fronteiras nacionais e continentais
– e de sua atuação política e social, foi
perseguido e caluniado.
A obra – resultado de intensa pesquisa, numerosas entrevistas
e análise objetiva de documentação farta e inédita
– não investiga apenas a trajetória de dom Helder.
Ele situa o biografado na História do Brasil, estuda as relações
entre militares e a Igreja brasileira e entre esta e o Vaticano.
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