Espiritualidade e Sociedade




Rita Foelker


>  Dona Árvore

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... É uma fábula sobre o significado da vida.

 

Ela fala de sentimentos antagônicos, como a tristeza e a alegria, a solidão e a amizade, a vontade de morrer e a vontade de viver.

Ela fala da descoberta do próprio valor, da auto estima e do encontro com nossa verdadeira vocação, mostrando que não se pode tomar a felicidade dos outros como modelo para a nossa própria felicidade.
A autora.

Era uma vez uma árvore, no meio de uma floresta.
Ela era uma árvore muito pequena, de galhos muito frágeis, mas sonhava ser grande e dar muitos frutos.

O tempo foi passando, seu caule engrossou e suas folhas se multiplicaram. Um belo dia, ela perguntou à sua mãe quando é que os frutos viriam.

- Oh! Meu amor!
Não somos árvores frutíferas.
Somos só assim, mesmo...

E a árvore chorou, porque não tinha nada pra oferecer. Via as pessoas apanharem frutas de suas companheiras, e até folhas medicinais, enquanto ela vivia ali, parada, inútil.

Até que ficou tão triste que teve vontade de morrer. Suas folhas, então, foram murchando. Seus galhos começaram a secar. Ela foi ficando cada vez mais curvada, seca, e, no silêncio de sua dor, ouviu um pássaro piar:

- Pelo amor de Deus, Dona Árvore! Não faça isto. Minha esposa está chocando nossos filhotes, aqui neste seu galho. Se ele cair, que será de nós?

Espantada, ela começou a prestar atenção em si mesma. E passou a reparar quanta "gente" morava nela.

· Tinha uma família de micos-leões.
· E mais uma casinha de João-de-barro.
· E mais uns besouros.
· Uma orquídea em botão, presa ao seu tronco, sussurrou:
- Espere um pouco mais, pra ver a surpresa que vou lhe fazer!...

Então ela viu as abelhas que se tinham alojado num vão entre suas raízes, onde fabricavam mel saboroso. E viu uma família de pessoas almoçando à sua sombra.

E só então ela conseguiu ouvir a voz de Deus em seu coração, dizendo:

- Nem todas as árvores têm frutos para dar. Porém algumas, como você, podem ter muito mais a oferecer...

A árvore, com aquele pensamento, recuperou a vontade de viver, ficando saudável em poucos dias. Assim, ela pôde festejar quando os passarinhos nasceram, e a orquídea logo se abriu.

Muitas gerações de crianças já construíram "casas" e balanços em seus galhos firmes e fortes. Esta é uma de suas grandes alegrias!

E até hoje ela está lá, dando cada vez mais sombra, sustentando cada vez mais vidas, feliz por ter encontrado sua verdadeira razão de viver.

 



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http://www.siteamigo.com/msg/dona_arvore.htm

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