Espiritualidade e Sociedade




Emmanuel; Chico Xavier

>    Caridade-Atitude

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Caridade que se expresse tão-somente na cessão do supérfluo pode facilmente induzir-nos à vaidade.

Não é difícil dar o que retemos, no entanto, a virtude genuína pede a doação de nós mesmos, através do que temos e do que somos.

Em razão disso, é preciso não esquecer que a caridade é também e acima de qualquer circunstância, o sentimento que nos rege a atitude.

No templo doméstico, caridade é compreensão e gentileza.

Em família, caridade é cooperação desinteressada e fraterna.

Na profissão, caridade é a honestidade.

No trabalho, caridade é o dever bem cumprido.

Na dor, caridade é a fortaleza.

Na alegria, caridade é a temperança.

Na saúde, caridade é a presença útil.

Na enfermidade, caridade é a paciência.

Na abastança, caridade é o serviço a todos.

Na pobreza, caridade é a diligência.

Na direção, caridade é a respeitabilidade.

Na obediência, caridade é a humildade digna.

Entre amigos, caridade é a confiança.

Entre adversários, caridade é o perdão das ofensas.

Entre os fortes, caridade é o socorro aos mais fracos.

Entre os bons, caridade é o auxílio aos menos bons.

Na cultura, caridade é o amparo à ignorância.

No poder, caridade é a autoridade sem abuso.

Em sociedade, caridade é o apoio fraterno que devemos uns aos outros.

Na vida privada, caridade é a conduta reta ante o próprio julgamento.

Não vale espalhar um tesouro amoedado com as vítimas de penúria, alimentando o ódio e a incompreensão, a revolta e o pessimismo nas almas.

Aceitemos a experiência que o Senhor nos reserva cada dia, fazendo o melhor ao nosso alcance.

Seja a nossa tarefa um cântico de paz e esperança, eficiência e alegria, onde estivermos.

E recebendo o divino dom de pensar e entender, irradiando os mais belos ideais que nos enriquecem a vida, em forma de serviço aos semelhantes, a caridade será, em nossos corações, a luz constante clareando, desde as sombras da terra, os mais remotos horizontes de nosso luminoso porvir.



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Livro: Linha 200. Lição nº 18. Página 90.

 

 

 

 

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